2x LM – curiosidades

Após os comentários à 1ª Taça do Mundo em Linz, resolvemos fazer uma análise mais detalhada do que tem sido a
evolução das equipas portuguesas desde que se começou a prever que os ligeiros seriam uma classe Olímpica.

Agarramos no double ligeiro,pois esta tem sido a equipa onde as diferentes equipas técnicas mais têm apostado e onde os melhores remadores Nacionais têm competido.
Para tal aqui vai um mapa comas classificações em Mundiais tendo em conta o número de participantes.

Ano Lugar Total
Atletas
1990 14 16 Manuel Fernandez, Luis
Fonseca
1991 0 0 sem representação

1992

7

15


Henrique Baixinho e Luis Fonseca

1993 7 16 Henrique Baixinho, Luis
Fonseca
1994
0

0
LM 4x
1995 19 31 Henrique Baixinho, Luis
Teixeira
1997 19 22 Luis Baioneta, Nuno Simões
1998 17 26 Eduardo Alçada, Nuno Prata
1999 18 25 Nuno Prata, Luis Teixeira
2001 17 21 João Viegas, Carlos Freitas
2002
0

0
LM 4-
2003 19 28 Luis Teixeira, Pedro Fraga
2005 17 24 Nuno Mendes, Rui Seixo
2006 22 28 Nuno Mendes, Pedro Fraga

 

É de salientar que os melhores resultados são os dos primeiros anos, Henrique Baixinho e Luis Fonseca, e que Portugal nunca mais conseguiu um lugar em Finais B nos Mundiais.

Durante anos o remo nacional queixava-se de que não havia pista, de que não se apostava numa equipa a longo prazo, de que os treinadores da selecção estavam sempre a mudar, de que não havia dinheiro….enfim, uma série de desculpas mal arranjadas para justificar a incapacidade de produzir resultados.

Convém aqui lembrar que Portugal teve uma medalha de Bronze em 4xHPL em 1994 e foi campeão do Mundo em
2x Junior em 1999 sem haver uma  Pista de 2000m, sem Centro Nacional de Treino nem o dinheiro que hoje há.

Pela primeira vez em Portugal
estão conjugados uma série de factores que anteriormente eram apontados como
essências para o sucesso, senão vejamos:

  • Temos um double scull ligeiro que rema junto desde 2004
  • Temos um treinador nacional que é o mesmo desde há três épocas
    (nunca tinha acontecido desde 1992)
  • Temos uma pista de 2000m
  • Temos um centro de estágio
  • Temos dinheiro para suportar uma larga equipa nacional
  • Temos várias equipas dentro do apoio Olímpico
  • Temos barcos, remos e o apoio do Secretário de Estado do Desporto

 

E então? Porque não conseguimos agora e com tantos meios pelo menos aquilo que outros alcançaram com
tão pouco?

Meus senhores, a resposta é simples e está debaixo dos nossos olhos.

Infra-estruturas e material não falta, atletas também não, certamente não serão 20 ou 30 mas sim e apenas 4
ou 5 atletas em que vale a pena apostar.

O problema é de dirigentes e treinadores.

Dirigentes sem visão porque não sabem gerir e recrutar treinadores com capacidades e conhecimentos mínimos
para produzir resultados de alta competição.

Treinadores porque aqueles que treinam a nossa selecção estão desprovidos de quaisquer conhecimentos
técnicos para o remo de Alta Competição e que aspira a qualificações Olímpicas.

Uma palavra também para os clubes que teimam em viver fechados sobre si mesmo sem querer pensar na
realidade fora das suas portas, eles que têm um papel na aprovação eleição dos corpos directivos da Federação, são os principais culpados do marasmo do remo nacional e agora nada mais fazem do que apoiar ou criticar, em conversas
esporádicas mas sem qualquer efeito prático, o estado calamitoso do nosso remo.

Por favor!

Há no remo nacional potencial humano para melhorar e desenvolver de uma forma consistente o sucesso desta
modalidade.

Ficar de fora a ver o afundamento do nosso desporto é também um acto de irresponsabilidade.

Que de uma vez por todas haja coragem dos que destroem e dos que vêem destruir para assumir responsabilidades e mudar o rumo dos acontecimentos.

Diógenes

Nota: Diógenes – Aquele que
andava pela Roma antiga à procura de Homens, porque já não havia Homens em Roma
(Será que já não há Homens no remo em Portugal??)

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