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À conversa com Laststroke: Carlos Gesta

Carlos Gesta no CDUP

Carlos Gesta no CDUP

O Laststroke conversou com Carlos Gesta, um dos elementos mais activos e dinâmicos do Remo Nacional. É autor do blogue Pás na Àgua, um dos mais lidos da blogosfera do Remo Português, onde fala abertamente sobre o Remo e as suas ideias. É uma pessoa que sabe criticar no que se faz de bem e no que acha que está mal. Actualmente rema e dirige o CDUP.

Introdução

Laststroke: Em primeiro lugar, conta-nos um pouco do teu percurso no remo?

Carlos Gesta: Antes de mais, gostaria de agradecer este pedido de entrevista pois acho que não mereço este destaque.
O meu percurso no Remo resume-se a muitos anos como atleta e os últimos 4 na pele de dirigente e treinador. Como atleta, fui um remador mediano pois sofria daquilo que muitos atletas sofrem. Não tive quem me orientasse e motivasse para ir mais além. Alem disso nem era ligeiro, nem tinha peso para pesado. A competitividade também não era muita pelo que a actividade profissional servia de desculpa para fazer apenas épocas incompletas.
Comecei em juvenil como atleta do Sport Clube do Porto, e em júnior já treinava para representar a selecção de onde fui excluído por critérios financeiros, já que durante alguns anos obtive os mínimos. Ainda a cumprir o serviço militar fui convidado para representar o CNIDH onde estive pouco mais de 3 épocas. Regressei ao Sport, mas como este estava numa fase de convulsão, nessa mesma época ingressei no CDUP onde estive vários anos até ser, juntamente com um grupo fantástico que o CDUP tinha na altura e que foi desmembrado, convidado pelo Fluvial para fazer uma equipa com vista a conquistar o titulo de 8+SM, e onde permaneci até ao fim da minha carreira como sénior, aos 35 anos, tendo contribuído com alguns títulos pelos clubes onde passei. Após 7 anos fora do Remo, as saudades e a saúde recomendaram o meu retorno pelo que recomecei como veterano no Fluvial. Como não havia competição nem objectivos neste escalão, voltei para o CDUP onde, após as primeiras épocas como veterano, conclui que ainda podia fazer “uma perninha” nos seniores, o que tenho feito até à data e com muito prazer.
Estando este clube “desapoiado” pela Direcção, numa das reuniões de início de época entre os atletas e o seccionista da altura, tendo servido de porta-voz do grupo e sendo possuidor da carteira de treinador, disponibilizei-me para tomar conta das camadas jovens, sendo assim “empurrado” para as funções de seccionista, pelo que assumi traçando como objectivos pessoais fomentar a actividade, unir a secção e a Direcção e, fundamentalmente, para “pegar” no processo do posto náutico que estava praticamente abandonado.

LT: Fazes parte do CDUP e és um elemento bastante activo. Quando e porque surgiu a necessidade para fazer um pouco mais pelo remo, além de remar e treinar?
CG:
Não se pode dizer que surgiu uma necessidade. Para mim o Remo era só remar, sem uma consciência directa das dificuldades ou sacrifícios que quem dirigia fazia. Nunca me tinha visto nas funções de dirigente. O que aconteceu foi constatar que, ao fim de tanto tempo e mesmo estando fora da modalidade alguns anos, o marasmo mantinha-se em termos directivos e pouca evolução havia relativamente aos clubes e à relação entre os vários agentes.
A passagem por vários clubes como atleta deu-me uma abertura e conhecimento de diferentes realidades directivas que poderiam ser aproveitadas, criando sinergias que pudessem levar a modalidade mais longe.
Como amante da modalidade, tomei várias iniciativas supra-clubisticas para que o Remo fosse mais divulgado, tendo contado com o apoio de alguns clubes e pontualmente da FPR, como foi exemplo a final do torneio inter-escolas, que movimentou cerca de 5000 jovens de 10 escolas do concelho.
A necessidade, se é que se pode chamar isso, resulta do meu feitio de inconformismo. Se pudemos ter melhor, porquê ficar com o que temos? E o que temos é manifestamente pouco e infelizmente, cada vez menos.

O CDUP

Em Montemor

Em Montemor

“…recebe todos aqueles que queiram praticar Remo…”

LT: Como está o CDUP remo, o posto náutico vai avançar?
CG
: O CDUP tenta sobreviver e a secção de Remo não foge à regra. As disputas jurídicas com a Reitoria e a indefinição quanto ao seu futuro não tem permitido criar a estabilidade suficiente para definir e implantar projectos de longo e até médio prazo. Sem qualquer apoio oficial e sem subsídios de qualquer espécie, é através do esforço dos atletas mais velhos e de alguns patrocínios pontuais que temos modernizado a frota e sustentado a secção. Desde que assumi estas responsabilidades, reabilitamos toda a frota e adquirimos 6 novos barcos (quatro skiff’s; um 4- e o 8+) sendo todos eles pertença dos atletas e ao dispor do clube, compramos Remos para todos os cascos e ainda recentemente adquiri um ergometro. Portanto, não é por falta de equipamento…
O posto náutico continua a ser uma luta inacabada. Tenho tido reuniões com a CMG e, num processo lento que foi altamente politizado e com ingerências de terceiros, continuo com a esperança de levar a nau a bom porto. A nova equipa autárquica merece a minha simpatia e confiança e quero acreditar que está receptiva às propostas de resolução deste problema, tendo inclusive afirmado recentemente que o processo, embora complexo, está no bom caminho.

LT: Como está a preparar o CDUP o seu futuro em termos de formação de camadas jovens?
CG:
Nas actuais condições que o clube proporciona é muito difícil segurar os miúdos. No Inverno o posto náutico atinge temperaturas negativas e no Verão é uma autêntica estufa. Os pais dos miúdos e mesmo os próprios jovens sentem o desconforto que é treinar naquelas condições e rapidamente desistem. Ainda utilizamos as instalações do estádio universitário uma vez por semana, mas o acesso à água e as condições estruturais do posto náutico são factores negativos de peso.
Os poucos atletas que conseguem “sobreviver” e se sujeitam a estes sacrifícios são uns autênticos “heróis” pelo que todo o meu esforço e empenho com eles é pouco. Eles merecem-no e eu pouco posso exigir.
A secção continua de portas abertas e de uma forma graciosa para quem não pode ou tem dificuldades financeiras, recebe todos aqueles que queiram praticar Remo, independentemente da idade.
Acredito que, conseguindo as quatro paredes por que tanto lutamos e merecemos, a captação e capacidade de mobilização que caracteriza este clube vai continuar a fazer escola.

O Remo Nacional e a Federação

“Falha no apoio aos clubes e aos seus projecto”

LT: Tu és um “activista” do remo, no teu blog pões o dedo na ferida sobre muitos assuntos, quais são as reacções dos teus leitores e da comunidade do remo?
CG
: A essas perguntas só eles podem responder. Recebo alguns comentários, praticamente todos como anónimos. A grande maioria desses comentários são de concordância e reforçam as minhas preocupações e um ou outro discorda ou parte para o insulto fácil. É claro que os insultos não são aprovados. Servem para me divertir. Também já houve quem me ameaçasse mas como quem não deve não teme….

LT: Como vês o remo nacional com tantas alterações aos regulamentos, o que trouxe de positivo e negativo?

CG: Vejo com bastante apreensão. Não pelas alterações, porque essas nem foram assim tantas. Mas pelo espírito e pela forma com que são apresentadas, embora algumas delas sejam motivo de reflexão.

Aquando da maratona para alteração dos estatutos, ficou definido (legal ou ilegalmente, agora não interessa) que seria da responsabilidade da Direcção a apresentação dos Regulamentos mas que estes teriam que ser ratificados pela AG, bastando 25% dos votos presentes para os impugnar. Ora, se as decisões são tomadas sem a participação ou aprovação dos delegados, quando estes se vão manifestar, as decisões já foram implementadas. Aconteceu assim na última AG em que a Direcção da FPR criou um regulamento eleitoral que excluiu praticamente todos os agentes do Remo. Teve meia dúzia de delegados, o que implicou de imediato uma alteração ao regulamento.
Considero que os últimos regulamentos apresentados têm alguns aspectos positivos, como a revisão do critério de pontuações para o ranking ou a alteração do regulamento do CN Fundo, mas também tem muitos aspectos negativos e de carácter duvidoso. Como exemplo, a proliferação de campeonatos nacionais, tendo sido criados ainda mais, tais como os CN Sprint para yolle ou o campeonato de juvenis em yollete. Pergunto: Quantos clubes tem ou participam neste tipo de embarcações? Por este ritmo, brevemente teremos os nacionais de barcos de Remo de turismo ou CN de Tanque de Remo.
Outro exemplo a ser analisado diz respeito ao regulamento nacional de regatas que refere que um atleta inscrito com veterano só pode correr no Escalão de Veteranos. E se estiver inscrito em Seniores e tiver idade de veterano (mais de 27 anos). Pode correr em veteranos? O Remo deve ser a única modalidade que pretende impedir os veteranos de competir em seniores, o que não se percebe. Aceitam-se em competição de Seniores atletas que não sabem remar, com pouco mais de um ano de prática enquanto outros, com larga experiência e espírito competitivo, não são admitidos, quando deveria ser o contrário.
Penso que todos estes regulamentos deviam ser revistos e apoiados por uma comissão composta pelos vários agentes da modalidade, mas não só os que rodeiam o poder. Continua a apostar-se no facilitismo e na generalização dos títulos de campeão nacional, o que considero mau para a modalidade.

A treinar no Douro

A treinar no Douro

LT: Em relação à área de formação da federação, o que está a correr bem e o que mudarias?
CG:
Em relação a esta área eu pergunto: está alguma coisa a correr bem?
Vejo e ouço os formandos a queixar-se dos modelos e critérios de avaliação. Eu próprio senti o que era a formação, uma espécie de coutada onde se dão as aprovações (e quando se dão) por critérios muito pouco claros, sem um programa pedagógico ou temporal. Se alguém diz mal ou tem opinião contrária, chumba pela certa. Penso que é dos únicos sítios onde se reprova com mais de 75% de respostas correctas e sem hipótese de recurso ou consulta do teste.
Vejo colegas com formação académica superior na área do desporto e da educação física, trabalhos apresentados sobre remo, anos de prática e presenças assíduas na selecção nacional a quem não lhes é conferido o título mais básico de treinador nem dada a oportunidade de prestarem uma prova de aferição.
Desconfio que a necessidade de apresentar perante o IDP um “numerus clausus” de treinadores e de satisfazer alguns “favores” vai fazer com que tenhamos muito brevemente treinadores com níveis adquiridos administrativamente.
A formação deve ser uma área onde os programas pedagógicos e temporais e os critérios de avaliação e aquisição de competências têm que estar perfeitamente claros e definidos. Tem que se começar por aí. Depois deviam ser estabelecidos protocolos com universidades e convidar professores e prelectores com reconhecidas competências e capacidades.
Deveria estar aberta a todos. Aceito e concordo com o pagamento de uma jóia na inscrição, o pagamento de “propinas” mas nunca multando abusivamente porque não se entregou um relatório.

LT: Como classificas o trabalho da federação?
CG
: É uma pergunta pertinente e de difícil resposta.
Tem feito um excelente trabalho no relacionamento institucional com os Órgãos do Poder, assim como na procura de novas oportunidades e de novos parceiros. A presença do Campeonato da Europa em Portugal é um bom exemplo assim como os acordos com os organismos do Desporto Adaptado
Tem falhado redondamente na relação com os clubes com tradição e vocação para a prática do Remo Olímpico. Não consegue unir a família do remo. Falha no apoio aos clubes e aos seus projectos. Pretende tratar por igual o que não é igual. Um ginásio não pode ser um clube de Remo.
Tem uma atitude de prepotência e de arrogância perante os parceiros (do Remo, entenda-se). Veja-se, por exemplo, o ranking do ano passado onde vários clubes contestaram e impugnaram as Provas dos CN e a FPR fez disso letra morta. Tem sido a Lei do quero, posso e mando.

LT: Estarias disponível para participar na Federação, se o desafio surgisse de uma equipa com a qual te identificasses?
CG
: É muito prematuro ou subjectivo dar esse tipo de resposta. Teria que conhecer bem o programa e analisar ainda melhor os prós e os contras. Nem sempre podemos fazer aquilo que queremos ou gostamos. Muito recentemente a minha actividade profissional limitava-me a participação no clube e no remo. Fazia um enorme esforço pessoal e financeiro só para estar presente nos treinos e junto dos miúdos, tendo tentado que outros colegas assumissem a gestão do equipamento e dos mais velhos.
Somos um país de conformistas. Só nos mexemos quando a agua nos chega aos pés e não é fácil aceitar a mudança.
Embora nunca tenha procurado qualquer protagonismo, sempre estive disponível para participar, conversar e dar todo o meu singelo contributo para que a modalidade progrida e tenha visibilidade.

LT: Pareceu haver um clima de insatisfação bastante grande no seio dos clubes de remo mais activos, nas últimas eleições houve oportunidade para mudar mas essa mudança não ocorreu, na tua opinião a que se deveu o voto na continuidade?

CG: Essa é uma das grandes críticas que faço à actual Direcção. Ela não foi legitimada pelo voto da maioria. Aliás, ainda estamos a aguardar o resultado judicial da impugnação das eleições.

O voto da continuidade foi dado por elementos estranhos ao Remo e por jogadas muito pouco claras, como a não aceitação da APAR no processo eleitoral.
Embora ache que por vezes, a democracia é a ditadura da maioria, neste caso estamos perante uma ditadura de uma minoria.

LT: Qual a tua opinião em relação aos chamados “clube-fantasma”? Não será benéfico angariar mais entidades para o nosso desporto e divulgar a modalidade? Não nos podemos esquecer que um clube de remo não nasce de um dia para o outro

Regata Pirilampo Mágico

Regata Pirilampo Mágico

CG: Concordo com esse ponto de vista, desde que estes clubes não sirvam apenas interesses pontuais. O que tem acontecido, e tive a resposta no trabalho que apresentei no Congresso, é que esses clubes não existem ou não se dedicam ao Remo. Foram utilizadas as credenciais, obtidas sabe-se lá como, apenas para tentar legitimar posições contrárias à vontade dos restantes clubes.
Esses e outros clubes em risco deviam ser objecto de um maior acompanhamento por parte dos elementos federativos, criar incentivos à sua participação, levar provas e torneios para as suas zonas de influência.
Foram criados recentemente alguns clubes e nem actividade ainda apresentaram. É o caso de alguns clubes da ARDP. O CN Caldas de Aregos, o CF Pesqueirense ou até mesmo o Caça e Pesca do Alto Douro que são convidados para estarem presentes nas provas da ARDP e não se lhes conhece qualquer actividade ou mesmo resposta. Por outro lado, temos alguns clubes do sul do pais que vão tendo alguma actividade mas, por questões geográficas, não comparecem nas competições. Porque não estudar uma forma de incentivos a esses clubes para suportar os custos da localização. Vir do Algarve ou do Alentejo aos locais tradicionais do Remo não é fácil nem barato.

Selecção e Provas Internacionais

Julgam-se donos de toda a sabedoria e os resultados falam por si

LT: Os atletas que obtiveram os melhores resultados a representar as cores da selecção estão integrados num plano de trabalho que corre em paralelo em relação ao plano de trabalho da selecção. O que é que está mal no plano federativo que não é capaz de “produzir” atletas para representar o pais?

CG: Muito sinteticamente? Incompetência desta equipa técnica e por arrastamento do responsável que a suporta. Nem aproveitam aquilo que os clubes fazem de bom nem conseguem transmitir o que pretendem. Julgam-se donos de toda a sabedoria e os resultados falam por si. Se fosse noutra modalidade, gostaria de ver como seria. Atenção que esta crítica não tem nada de pessoal. Conheço as pessoas que lá estão e nada me move contra elas. Acredito que nos clubes até possam realizar excelentes trabalhos, mas na selecção, lidar com a elite, gerir personalidades, conflitos e expectativas, criar espírito de grupo e de selecção tem estado bem longe das suas características.
Não é por qualquer motivo que muitos atletas se recusam a participar na “Selecção”.

LT: A Federação tem representado bem a modalidade, tem feito os esforços necessários para captar mais atletas e desenvolver a base necessária para sustentar a participação em Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos? O que é que falta?

CG: Não. Fazer esforços não é apresentar muitos atletas ou tripulações. É criar condições para que os bons brilhem. Falta definir níveis de evolução, criar plataformas de avaliação que permitam aferir quem tem condições de estar presente aos mais altos níveis. Começar por ser exigente nos critérios de avaliação internos, com testes abertos em provas de água e de ginásio. Participar em regatas internacionais em Espanha, França ou Itália onde se possa avaliar o nível competitivo e o comportamento dos atletas.
Como é que é possível abrir, por exemplo, 8 vagas para a selecção feminina e aparecem em competição 5. Estão todas convocadas. Isto é um exemplo real, entre outros. É este facilitismo que faz com que alguns dos atletas se esforcem pouco, seja na selecção ou mesmo nos clubes. Depois, como estão na selecção, vão directamente a Campeonatos e Taças do Mundo e são motivo de vergonhas. São os famosos barco-vassoura.
E depois, aqueles que levam o Remo a sério e que até poderiam evoluir e brilhar, desistem, ficando os menos bons.
Não são os atletas que tem a culpa pois acredito que muitos deles até se esforçam e dão o melhor de si. Quem tem culpa é quem lhes cria as expectativas e os envia para essas guerras.
Para muitos dos clubes o importante é ter lá os seus meninos para justificar alguns apoios e isso também precisa de ser alterado.
Pelo que vejo e conheço, temos muitos clubes com jovens com muito potencial. É preciso criar sinergias e planos de trabalho inter-clubes para que eles possam ganhar espírito de grupo e de sacrifício. Para que sintam que a Selecção não é para todos. É mesmo só para alguns. Os Melhores.

LT: Este ano temos os olhos da Europa sobre Portugal, pelo Campeonato da Europa em Montemor e pelas prestações de Pedro Fraga e Nuno Mendes. Este Campeonato é uma oportunidade para dar experiência a mais remadores nacionais ou apenas deveriamos participar com equipas competitivas e que possam alcançar bons resultados?

CG: É uma boa pergunta. Na minha opinião, deveríamos tentar obter o equilíbrio. Constituir uma ou duas tripulações para ganhar ou estar na finais A, para além da nossa dupla olímpica e, aproveitando o facto de ser no nosso pais preparar alguns jovens para o futuro dando-lhes a oportunidade de competir ao mais alto nível, se calhar com outros menos jovens mas com muito valor e experiência. Mas atenção. Deveriam ser consultados os treinadores e os clubes desses atletas para conhecer o seu historial e expectativas, porque muitos deles não levam o Remo a sério. E, mesmo que sejam boas promessas, não vale a pena investir em quem não quer.
Mas sinceramente, não acredito que estas sugestões sejam bem recebidas ou que se caminhe nesse sentido.

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1 Comentário em “À conversa com Laststroke: Carlos Gesta”

  1. [...] Carlos Gesta, responsavel pela secção de remo, diz que o objectivo era chegar as finais A com as 3 equipas que iriam estar presentes. [...]

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