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	<title>Laststroke &#187; Artigos</title>
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	<description>:: Remo em Português</description>
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		<title>Quais as expectativas dos clubes nacional para Montemor?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 14:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[campeonato nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[cnl]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a aproximacao da prova de remo mais importante do calendario nacional, o Laststroke contactou os varias clubes nacionais para saber quais as expectativas de cada um para este ano. Num ano atribulado em termos de provas e decisoes na Federação Portuguese da Remo, também quisemos saber se estas movimentações e menor número de provas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1801" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/fotografias/displayimage.php?album=22&amp;pos=160"><img class="size-medium wp-image-1801" title="cnv08_4770" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/cnv08_4770-300x200.jpg" alt="Montemor " width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Montemor </p></div>
<p>Com a aproximacao da prova de remo mais importante do calendario nacional, o Laststroke contactou os varias clubes nacionais para saber quais as expectativas de cada um para este ano. Num ano atribulado em termos de provas e decisoes na Federação Portuguese da Remo, também quisemos saber se estas movimentações e menor número de provas afectou a preparação e motivação dos principais intervenientes do remo nacional &#8211; atletas e treinadores.</p>
<p>Elaboramos três perguntas curtas que colocámos a todos os clubes nacionais:</p>
<ol>
<li> <strong>Numa época de tão poucas regatas, e as que houve sem todos os clubes presentes, influenciou e modificou a preparação?</strong></li>
<li><strong> Quais as perspectivas e as apostas para este CN. Verao?</strong></li>
<li><strong> Quais os níveis de motivação dos atletas para esta prova?</strong></li>
</ol>
<p>As respostas:</p>
<p><strong>Clube Naval de Lisboa</strong></p>
<ol>
<li>Não.</li>
<li>A aposta é participar no máximo de provas possível com o maior número de atletas possível, sabendo de antemão que apenas uma das equipas estará em condições de disputar o primeiro lugar a nível nacional.</li>
<li>Reduzidos, na perspectiva de ver o que acontece face à anulação de um Campeonato Nacional e os que foram realizados não contaram com a totalidade de clubes do topo do ranking nacional da época passada.</li>
</ol>
<p><strong>Clube Fluvial Vilacondense</strong><br />
(por Pedro Ramos)</p>
<ol>
<li>A preparação da Equipa do CFV não foi influenciada pelo número de regatas do calendário Nacional e/ou pelo numero de participantes na mesma. A nossa equipa trabalha com objectivos maiores que o calendário nacional de curto prazo e centramos a nossa preparação com o objectivo de aumentar/melhorar os níveis competitivos da equipa independentemente quem sejam os adversários.</li>
<li>As perspectivas para este Nacional são o de obter 2 títulos nacionais (1xLF e 4xM); e uma medalha no 1xF e melhorar os níveis competitivos através de aumento de experiencia dos restantes elementos/barcos em que participamos com o objectivo de atingir as finais A (1x JM;2xSF;2+SM).</li>
<li>A motivação dos atletas do CFV nesta, como em todas as provas em que participam, é dar o melhor de si e concluir as regatas com o sentimento de “dever cumprido” e se esse empenho se traduzir em vencer tanto melhor, se não for suficiente para tal, vencemos na mesma com a certeza que evoluímos e crescemos com a competição.</li>
</ol>
<p><strong>ADCJC &#8211; Cerveira</strong></p>
<ol>
<li>Em termos de planeamento e preparação, sem dúvida que causou pertubações no grupo de trabalho. Ao longo da época foram feitos ajustamentos em função da conjuntura.</li>
<li>Maior participação de atletas e clubes; Conquista no mínimo de um título nacional.</li>
<li>Os níveis de motivação dos atletas são grandes.</li>
</ol>
<p><strong>Associação Naval de Lisboa</strong></p>
<p>(por José Leitão)</p>
<ol>
<li>A preparação actual para as provas nacionais com este novo modelo de quadro competitivo é diferente do que era anteriormente.<br />
A não diferenciação entre uma época de fundo e velocidade faz com que as capacidades físicas dos atletas sejam menos trabalhadas. O trabalho de resistência aeróbia de baixa intensidade é pouco utilizado e vai ter influência no trabalho mais intenso.<br />
O haver menos regatas durante este ano fez com que os níveis de motivação estivessem mais baixos durante um grande período da época. Só existiram duas regatas de 2000m desde Janeiro de 2009.</li>
<li>As apostas da ANL vão para o 4+  e 1x nos Juniores. Nestes barcos esperamos no 1x ter um lugar na final e poder nessa altura chegar ao primeiro lugar. No 4+ temos uma tripulação mais fraca, constituida por três juniores de 1º ano. Esperamos realizar uma boa regata.<br />
No 2x ligeiro temos por objectivo ter um lugar no pódio, no 1x ficar na final será um bom resultado.<br />
Os absolutos irão realizar o 4+, ficar nos lugares da frente entre o 4 e 2 será uma boa regata para nós. O 2x será realizado por dois juniores que espero de manha terem lugar na final e ai realizarem uma boa regata com lugar no pódio. O 1x será realizado pelo Vasco Soeiro que o ano passado não conseguiu um lugar na final, este ano com um barco novo vamos fazer uma força para que lá chegue.</li>
<li>Os niveis estão normais para pessoas que vão disputar o CNV. A equipa mais motivada é sem duvida o 1x Junior que tem realizado bons treinos e melhorado nas ultimas semanas as suas velocidades de treino. Acabamos agora um treino onde todos  os barcos melhoraram as suas médias de velocidade.</li>
</ol>
<p><strong>Real Clube Fluvial Portuense</strong><br />
(por Eduardo Oliveira)</p>
<ol>
<li> Não influenciou. Houve alterações no planeamento mas a preparação e objectivos mantiveram-se. Em Portugal temos um calendário peculiar face ao calendário internacional e temos de nos adaptar.</li>
<li>Nos Juniores pretende-se consolidar rotinas para quando forem atletas Seniores poderem melhorar determinadas competências. Nos Seniores, os mais atentos sabem as nossas apostas!!! Temos uma boa equipa de masculinos e femininos que dignificam o remo português. Todos são importantes e extraordinários.</li>
<li>Os níveis de motivação são elevados e temos uma equipa unida, concentrada e coesa. Os atletas são fantásticos. Eles(as) encaram todas as provas com humildade mas com ambição.</li>
</ol>
<p><strong>Associação Académica de Coimbra</strong></p>
<p>(por Júlio Amândio)</p>
<ol>
<li> Não nos parece que tenham existido assim tão poucas regatas. Na verdade apenas foram anuladas duas regatas onde a nossa participação estava prevista: o nacional de fundo e a gaia speed rowing. Penso que a nível desportivo não nos afastamos muito de épocas transactas. O que na realidade existiu foi um pouco de “ânimo” a mais em virtude de ser ano de eleições. A nível politico tentamos sempre deixar os dirigentes com esta fatia do desporto, de forma a que os nossos treinadores e atletas se concentrem na competição, seja ela nacional ou internacional. Neste âmbito as alterações aos anos anteriores foram poucas até porque os nossos principais adversários estiveram presentes em todas as regatas.</li>
<li>A nossa principal aposta continua a ser a conquista do ranking nacional de clubes. Em nosso ver é este o grande título do remo nacional uma vez que espelha o desenvolvimento geral do clube a todos os escalões de forma equilibrada. Queremos crescer de um modo equilibrado e amplo. Dai a nossa aposta ser num título onde todos participam. Este ano ambicionamos alcançar melhores resultados em todos os barcos relativamente à época anterior. O nosso principal objectivo no campeonato nacional de Verão é manter a primeira posição do ranking nacional.</li>
<li>Os nossos níveis de motivação estão muito altos. Esta é ainda considerada a regata nacional de maior importância. As nossas equipas trabalharam bem e estão prontas para cumprir o seu objectivo de forma a cada um participar na construção do nosso sucesso. Os atletas da Académica estão cientes que a sua tarefa é contribuir para o colectivo e para a vitória global final mesmo que não sejam os primeiros na sua prova. Por trás deste desempenho está escondida a mensagem que trabalhando em grupo somos mais fortes, quer no desporto, quer na sociedade, na escola, no trabalho, ou em qualquer situação da vida. Esta é a base da motivação da nossa equipa.</li>
</ol>
<p>Em breve esperamos receber mais respostas de outros clubes.</p>
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		<title>As contas da Federação Portuguesa de Remo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 13:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A próxima Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Remo (FPR) realiza se amanhã e um dos pontos mais importantes é a discussão do Relatório de Contas relativo a 2008. O Laststroke teve acesso ao relatório e publica uma analise dos números apresentados, já contestados e interrogados por alguns. 1 &#8211; Evolução dos resultados (sempre negativos). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A próxima Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Remo (FPR) realiza se amanhã e um dos pontos mais importantes é a discussão do Relatório de Contas relativo a 2008. O Laststroke teve acesso ao relatório e publica uma analise dos números apresentados, já contestados e interrogados por alguns.</p>
<p>1 &#8211; Evolução dos resultados (sempre negativos). Geraram-se quase 400 mil euros de resultados negativos em 4 anos (mais precisamente 394.203 euros).Este valor corresponde ao que a Direcção diz ter investido. Na verdade aconteceu foi o gasto de 400 mil euros porque se os tivesse investido em fins tangíveis, estariam relevados no Balanço. Mas mesmo admitindo que tais investimentos resultariam em benefícios não tangíveis (resultados desportivos, por exemplo), que resultados são? É que os resultados do 2XLM não resultaram de &#8220;investimento&#8221; da FPR, como sabemos!</p>
<p>2 &#8211; A FPR debate-se Capitais Próprios negativos de 394.202 euros. Significa que a FPR está insolvente. Este valor corresponde, ao valor acumulado dos resultados de 2005 a 2008.</p>
<p>3 &#8211; E o que significa isto? Que o Rácio de Solvabilidade e o  Rácio de autonomia financeira evoluiram cada vez mais negativamente.  O Rácio de Solvabilidade é um rácio financeiro que indica a proporção relativa dos activos da empresa financiados por capitais próprios versus financiados por capitais alheios. O Rácio de autonomia financeira é um rácio financeiro que mede a solvabilidade da empresa através da determinação da proporção dos activos que são financiados com capital próprio. Quanto mais elevados este<br />
rácios, maior a estabilidade financeira da empresa. Quanto mais baixos, maior a sua vulnerabilidade.</p>
<p>4 &#8211; A conta de Terceiros. Trata-se do saldo entre o que devem à FPR e aquilo que ela deve. Como se vê sempre crescente, culminando numa dívida líquida de quase 247.000 euros em 2008.</p>
<p>EVOLUÇÃO DE PRATICANTES:</p>
<p>Assinala-se, desde logo, um erro nos valores. Em 2008 são 1633 e 1663 (variação de 28,3% e não de 29,6%, nos 4 anos). A assinalar ainda o facto de no RC se agregarem os escalões jovens, dando a aparência de um grande crescimento porque juntos apresentam o maior número. Mas não é, de facto assim. Trata-se de uma forma de apresentação de números que cria uma sensação errada.</p>
<p>Efectivamente, o maior crescimento  deu-se no escalão de veteranos (+229 -96,6%). Este escalão contribui em 63% para o crescimento global. Portanto,mais que todos os outros juntos. Por seu lado, todos juntos, os escalões de infantis, iniciados e juvenis, cresceram 16,2% (84). Aliás, todos os escalões que não os veteranos cresceram, em média, 7% + 26 (contra 96,6% +<br />
229 dos veteranos).</p>
<p>É louvável o crescimento dos veteranos. Porém há, pelo menos dois factores a considerar:<br />
(1) Não se pode pretender cimentar o crescimento da modalidade baseando o crescimento do seu efectivo humano no<br />
topo da pirâmide. Importa sim alargar  abase dessa pirâmide. Até porque entre os escalões ditos &#8220;normais&#8221; e os veteranos existe um &#8220;fosso&#8221; que é um verdadeiro óbice ao desenvolvimento sustentado da modalidade, uma vez que há aí uma quebra de continuidade.</p>
<p>Este cerscimento de veteranos resultou da política de &#8220;atirar dinheiro&#8221; para motivar ao regresso de veteranos. A FPR passou a integrar os resultados dos veteranos no Ranking remunerando-os. Os clubes, naturalmente, atendendo a que os veteranos são &#8220;baratos&#8221; de manter (pagam mensalidades normalmente mais elevadas, são autónomos e experientes, ajudam e providenciam normalmente o seu transporte alimentação quando da participação em CN&#8217;s) investiram, naturalmente neste escalão, desinvestindo<br />
nos outros, nomeadamente nos jovens, mas também nos juniores que já é um escalão de grandes &#8220;perdas&#8221;, entre outros pela entrada nas universidades.<br />
De resto alguns dos veteranos (os mais novos) até fazem os CN&#8217;s como seniores.</p>
<p>Mas será este o melhor caminho?<br />
Sobretudo na redução das performances e no desvio dos meios dos clubes. De facto os veteranos, até pela sua condição que não só a idade, não treinam tanto. É provavelmente por isso que nos últimos anos alguns clubes se dedicam quase exclusivamente a este escalão protagonizando participações em CN&#8217;s.  Até já se vêem atletas em CN&#8217;s de seniores que para além de não estarem fisicamente preparados, mal sabem remar, porque se trata de remadores de  &#8220;remo de lazer&#8221;.</p>
<p>Este aparente benefício no curto prazo pode ter resultados negativos para o desenvolvimento da modalidade no médio e longo prazos<br />
porque, com o tempo, há um estreitamento relativo da base da pirâmide.</p>
<p>Ficheiros de Analise (pdf):</p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr.pdf">Analise contas FPR &#8211; Contas</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-graficos.pdf">Analise contas graficos</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr-evolucao-de-praticantes.pdf">Analise-contas-fpr-evolucao-de-praticantes</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr-orcamentado-vs-realizado.pdf">Analise contas fpr orcamentado-vs-realizado</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr-subsidios-e-patrocinios.pdf">analise-contas-fpr-subsidios-e-patrocinios</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr-apoio-a-clubes.pdf">analise-contas-fpr-apoio-a-clubes</a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-contas-fpr-apoio-ar.pdf">analise-contas-fpr-apoio-AR</a></p>
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		<title>Interesse na Selecção Nacional diminui</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 09:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[equipa nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Os primeiros testes para qualificação para a equipa nacional de remo, após os Jogos Olimpicos, decorreram no passado fim de semana em Montemor-o-Velho. Realizaram-se provas de aferição na distância de 2000m, nas categorias de Juvenis, Juniores e Seniores. Estas provas serviram para aferir a capacidade fisica e técnica dos atletas nacionais interessados em integrar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1389" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1389" title="img_4668" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/img_4668-300x200.jpg" alt="Largada " width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Largada </p></div>
<p>Os primeiros testes para qualificação para a equipa nacional de remo, após os Jogos Olimpicos, decorreram no passado fim de semana em Montemor-o-Velho. Realizaram-se provas de aferição na distância de 2000m, nas categorias de Juvenis, Juniores e Seniores. Estas provas serviram para aferir a capacidade fisica e técnica dos atletas nacionais interessados em integrar os trabalhados da equipa nacional de remo no próximo ciclo olimpico. Uma vez que os resultados já foram publicados no site da Federação Portuguesa de Remo, o Laststroke teve acesso aos números de atletas presentes e faz uma análise dos mesmos, em comparação com os testes nacionais realizados na mesma altura no último ano pós-olimpico &#8211; 2005.</p>
<p>Pela analise dos atletas presentes, nas diversas categorias, podemos concluir que o interesse dos atletas nacionais em integrar e representar a selecção nacionao diminui. Como podemo ver pela imagem em baixo, o número de atletas presentes nos testes em 2005 foi de 114 em 98 tripulações (1x e 2-), contra apenas 67 remadores em 57 tripulações em 2009. A maior variação absoluta encontra-se no 1x Junior Masculino, com menos 15 atletas a participarem em 2009 comparando com 2005. Em termos percentuais, a maior descida encontra-se no 1x Senior Ligeiro Feminino, com menos 80% de participações (menos 8 atletas) e no 1x Senior Masculino com menos 60% de participações (menos 6 atletas).</p>
<div id="attachment_1390" class="wp-caption alignleft" style="width: 812px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-testes2005-2009.jpg" rel="prettyPhoto[1388]"><img class="size-full wp-image-1390" title="analise-testes2005-2009" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/analise-testes2005-2009.jpg" alt="ANÁLISE COMPARATIVA DE PARTICIPAÇÃO EM TESTES NACIONAIS NO INÍCIO DE DOIS CICLOS OLÍMPICOS" width="700" /></a><p class="wp-caption-text">ANÁLISE COMPARATIVA DE PARTICIPAÇÃO EM TESTES NACIONAIS NO INÍCIO DE DOIS CICLOS OLÍMPICOS</p></div>
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		<title>Carta aberta ao Dr. João Oliveira</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 18:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[carta aberta]]></category>
		<category><![CDATA[FPR]]></category>
		<category><![CDATA[joão oliveira]]></category>

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		<description><![CDATA[Exmo. Senhor, Tal como V.Exa., também eu estive no passado dia 21 de Fevereiro na Assembleia Figueirense, aguardando o resultado do escrutínio eleitoral para os órgãos sociais da Federação Portuguesa de Remo, tendo em vista o ciclo olímpico agora iniciado. Tal como V.Exa., também eu integrei uma candidatura legitimamente apresentada, tendo em vista assumir responsabilidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exmo. Senhor,</p>
<p>Tal como V.Exa., também eu estive no passado dia 21 de Fevereiro na Assembleia Figueirense, aguardando o resultado do escrutínio eleitoral para os órgãos sociais da Federação Portuguesa de Remo, tendo em vista o ciclo olímpico agora iniciado.</p>
<p>            Tal como V.Exa., também eu integrei uma candidatura legitimamente apresentada, tendo em vista assumir responsabilidades directivas na FPR para o próximo mandato.</p>
<p>            Tal como V.Exa., também eu reuni as condições legalmente exigidas para me poder candidatar, tendo o meu termo de aceitação e restante documentação pessoal sido devidamente apreciados e aceites pela Comissão Eleitoral.</p>
<p>             Tal como V.Exa., também eu subscrevi um programa de acção e um projecto eleitoral, integrado numa candidatura que foi identificada como Lista A e que publicamente se apresentou à massa associativa da FPR, para com ela analisar e trocar ideias sobre aquelas propostas e sobre a vida futura federativa, para finalmente nos sujeitarmos ao sufrágio associativo.</p>
<p>            Tal como V.Exa. provavelmente o fez, também eu tive o cuidado de estudar atentamente os estatutos e demais regulamentos da FPR para, em consciência, me poder candidatar a um cargo directivo.</p>
<p>            Tal como V.Exa., segundo suponho, ao candidatar-me a um órgão directivo da FPR não me movem quaisquer outros interesses que não sejam o gosto pelo desporto e pelo movimento associativo e a vontade de contribuir cívica e pessoalmente com os meus conhecimentos e experiência, para a promoção, desenvolvimento e gestão de uma Federação pela qual tenho especial apreço.</p>
<p>            O acto de impugnar um processo eleitoral é um direito que assiste a todos aqueles que se submetem a um sufrágio legalmente conduzido e organizado e com o qual se pretende expressar o desacordo pelos resultados obtidos, sendo que esse desacordo se deverá basear em dados e factos que indiciem ilegalidades processuais, administrativas ou estatutárias.</p>
<p>            Assim, Sr. Dr. João Oliveira, não fiquei surpreendido quando tomei conhecimento de que V. Exa. tinha apresentado ao Presidente da Comissão Eleitoral da FPR uma reclamação sobre o acto eleitoral de 21 de Fevereiro e respectivo pedido de impugnação. Como atrás refiro usou V. Exa. do direito que legal e estatutariamente lhe é devido.</p>
<p>            Mas, Sr. Dr. João Oliveira, quando tomei conhecimento da carta aberta dirigida a “TODOS OS CLUBES E ASSOCIAÇÕES DO REMO PORTUGUÊS” não pude ficar indiferente à forma despropositada, descontextualizada, deselegante e ofensiva, direi mesmo, grosseira, como a mesma está redigida e ao seu teor.</p>
<p>            Tem V. Exa. todo o direito de reclamar e de impugnar. É ponto assente e não se fala mais nisso. Serão os órgãos competentes a apreciar as razões evocadas e a dar ou não provimento ao pedido.</p>
<p>            Não me compete a mim advogar a defesa da anterior Direcção, com quem aliás mantive excelentes relações institucionais durante o tempo em que também eu assumi responsabilidades directivas numa outra federação. Fico, é verdade, impressionado e chocado com a terminologia usada por V. Ex.ª quando, para sustentar críticas e reparos à anterior gestão, em vez de utilizar dados objectivos, se limita a aplicar um discurso de tão baixo nível que mais parece a verborreia de um típico condutor de “tipóias”, que não a de um dirigente desportivo, a quem se reclama elevação, postura e fair-play.</p>
<p>            Mas há mais, Sr. Dr. João Oliveira. V. Ex.ª, não se limita a atacar, insultar e denegrir a anterior Direcção, permite-se mesmo de forma incompreensível a fazer juízos de valor e a ofender todos os elementos que integram a Lista A e na qual eu me incluo.</p>
<p>            Quando neste seu comunicado refere “…a chamada “continuidade” teve muita dificuldade em fabricar os apoios que julgava suficientes para permanecer no lugar…”, está V. Ex.ª a atingir directamente todos que de boa fé, por amor à causa e por espírito de bem servir o desporto e o Remo, se uniram numa candidatura subordinada ao lema “Mais qualidade na continuidade”.</p>
<p>            Mas como se não bastasse todo este desvario, quem sabe se não provocado por uma síndrome de mau perder, o seu último comunicado (Carta Aberta ao Presidente em exercício da Federação Portuguesa de Remo), atinge as raias do intolerável quanto a ofensas pessoais e tentativa de denegrir a imagem e ferir a dignidade de quem pública, aberta e entusiasticamente tem dado a cara pelo Remo.</p>
<p>             Em sede própria, a massa associativa, deverá julgar a gestão efectuada, o que aliás aconteceu quando da aprovação do Relatório de Actividades e Contas na última Assembleia-geral.</p>
<p>             Não fiz parte da última Direcção, mas ao aceitar integrar uma equipa liderada por Rascão Marques, é porque reconheço nele qualidades cívicas, desportivas e directivas nas quais me revejo e me sinto comprometido. Não posso pois tolerar as calúnias, as difamações e as ofensas, que de forma tão baixa e repugnante lhe são dirigidas.</p>
<p>            Não sei se V. Ex.ª a mim me conhece. Eu não o conheço si.</p>
<p>            Não posso pois compreender, nem aceitar, nem admitir, ser catalogado por V. Ex.ª como o faz neste seu último comunicado “…a si e aos curiosos que formam o seu grupo…”. Esta forma deselegante de se dirigir, enquanto membro de uma candidatura, aos membros de outra candidatura oponente, é no mínimo reveladora da falta de princípios éticos, da falta de espírito desportivo e associativo e mesmo, da falta de princípios democráticos que porventura V. Ex.ª apregoa, mas não pratica.</p>
<p>            Neste mundo do associativismo desportivo, tal como em tudo na vida, aliás, é necessário sabermos conviver com a diferença de opinião, respeitando todos aqueles que de forma clara e frontal se apresentam para connosco disputar o eleitorado, sujeitando-se ao sufrágio democrático. Tudo isto sem no entanto nos demitirmos, como é óbvio, do legítimo direito de reclamar, de contestar e mesmo de apontar irregularidades que por ventura se verifiquem. Mas, senhor Dr. João Oliveira tudo isso está há muito previsto e existem os canais próprios para o fazer, sem recorrer a métodos e a processos que só deslustram quem os faz e os pratica. Esses sim, mancham o bom nome e a imagem de uma modalidade que, acredito, todos muito estimamos e apreciamos. Trazer para o remo métodos que assentam a sua eficácia na ofensa pessoal, no boicote às actividades e na ameaça de violência física, fazem-me lembrar, senhor Dr. João Oliveira, os velhos tempos de instabilidade social, característicos do PREC, de tão triste memória e que eu sempre repudiei.</p>
<p> Vamos todos fazer um esforço para que o remo e a Federação Portuguesa de Remo saiam prestigiados e dignificados. </p>
<p>Cascais, 13 de Março de 2009</p>
<p>António Neves, TCor</p>
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		<title>Protocolo de Tabata.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 13:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Lourenco</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1067" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1067" title="img_3720" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/img_3720-300x200.jpg" alt="Treino de Ergometro" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Treino de Ergometro</p></div>
<p>Este Protocolo trata-se de uma rotina de treino baseada em intervalos desenvolvida para os atletas da equipa Japonesa de speed-skating. Trata-se de um protocolo porque Tabata (Dr. Izumi Tabata, antigo investigador do Instituto Nacional Japonês de Fitness e Desporto) e a sua equipa analisaram e quantificaram a eficácia desta rotina de treino. O treino consistia em 6-7 repetições de sprints de 20&#8221; com 10&#8221; de intervalo</p>
<p>Tabata e a sua equipa concluíram que indivíduos que usaram esta rotina de treino 5-6 vezes por semana tiveram um incremento na sua capacidade aeróbia em 14%. A capacidade anaeróbia também aumentou 28%.</p>
<p>Este tipo de trabalho singular tem resultados benéficos para atletas de endurance e para atletas de sprint.</p>
<p>Numa rotina de treino aeróbia, correr a 70% da capacidade aeróbia, o incremento aeróbio é de 9.5% enquanto que o incremento anaeróbio é nulo.</p>
<p>A eficácia deste protocolo reside no facto de o período de descanso ser muito reduzido. O rácio de trabalho é de 2:1. As rotinas de treino intervalado têm um rácio de 1:3, o tempo de recuperação é o triplo do tempo de trabalho. Tabata et. al. também demonstraram que o rácio 2:1 é mais eficaz que o rácio 1:3. Para tal analisaram indivíduos cujas rotinas de treino foram 30&#8221;sprint/120&#8221; intervalo. Apesar de durante o momento de trabalho este ter sido mais intenso os resultados obtidos permitiram concluir que o protocolo 2:1 tem resultados mais positivos no incremento da capacidade aeróbia e anaeróbia.</p>
<p>Este método de treino aparentemente fácil foi desenvolvido para atletas Olímpicos, trata-se de um regime de treino muito intenso em que os níveis de glicogénio muscular baixam bastante e os de ácido láctico aumentam. A título de curiosidade, os atletas que serviram de cobaias para testar o método e criar o protocolo, o nível de exaustão na sexta série era tão elevado que alguns não completavam a sétima.</p>
<p>Esta rotina de treino pode ser realizada em bicicletas, ergómetros, elípticas, pesos livres</p>
<p>Fica aqui um vídeo demonstrativo do método.</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/TLyRoDUy2vg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Tirar mais proveito do ergometro</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 20:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O inverno normalmente significa mais treino físico, tanto no ergometro como no ginásio, devido principalmente a haver menos horas de luz disponíveis para remar na água. Há e irá haver sempre bastante controvérsia quanto à percentagem do treino que devemos dedicar ao ergometro. Uns dizem que é essencial, outros dizem que é um mal necessário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_905" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-905" title="Treino no Ergometro" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/ergometro-300x200.jpg" alt="ergometro" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Treino no Ergometro</p></div>
<p>O inverno normalmente significa mais treino físico, tanto no ergometro como no ginásio, devido principalmente a haver menos horas de luz disponíveis para remar na água. Há e irá haver sempre bastante controvérsia quanto à percentagem do treino que devemos dedicar ao ergometro. Uns dizem que é essencial, outros dizem que é um mal necessário e ainda há os que afirmam que é totalmente facultativo.</p>
<p>Na minha opinião é essencial. Talvez porque remei em Lisboa e utilizamos muito o ergometro durante a semana. Talvez porque vejo que grandes atletas e selecções nacionais o utilizam na sua preparação. E também porque considero ser uma excelente ferramenta de monitorização da nossa condição física. Mas também sou da opinião que se as condições em Lisboa fossem melhores, que deveríamos remar mais na água. Mas este é outro tema.</p>
<p>Parto do principio que todos os remadores portugueses usam e têm de utilizar o ergometro, por uma ou por outra razão: por escolha do treinador, por impedimento de remar na agua, por escolha pessoal ou para bater recordes.</p>
<p>A grande vantagem que tiramos do ergometro é podermos ter um treino físico muito mais efectivo que um treino na água. No ergometro podemos eliminar vários factores que influenciam o treino na água, como vento, corrente, temperatura ou falta de técnica. Mas podemos tirar maior proveito do ergometro além do treino físico. Podemos conjugar o treino físico com outro tipo de treino. Podemos utilizar algumas técnicas de treino no ergometro, que nos ajudarão a melhorar como atletas e remadores na água, mas também a passar melhor o tempo nos longos treinos na “máquina infernal”.</p>
<p>Aqui ficam alguns truques que aprendi a utilizar, sozinho, com treinadores, companheiros ou em leituras</p>
<p><strong>Manter o parcial</strong><br />
Antes de começar o treino normalmente temos um objectivo a nível de média aos 500m ou em Watts, seja dado pelo treinador ou um objectivo pessoal. A nível de exemplo, num treino de 10k podemos querer fazer média de 2:00. E para isso podemos fazer 5k a 2:03 e os outros a 1:57, tentar manter o número a 2:00 ou deixando a média visível para controlo.<br />
Uma forma de nos concentrarmos na média (e não no tempo ou metros que faltam) é tentarmos manter o parcial igual o máximo número de remadas possíveis. Mantermo-nos concentrados no nosso nível de esforço para manter sempre 2:00. Consegue fazer 10 remadas a 2:00 sem mudar? Deste modo vamos ganhando maior consciência do nosso esforço, corpo e utilização dos músculos. E conseguiremos entender a relação entre os resultados de cada remada: resultado<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> </em>quantitativo (monitor) ou qualitativo (sensação). Devemos ganhar maior consciência do nosso esforço através do que sentimos e não do que vemos no monitor. Esta técnica irá ser útil numa prova de 2 ou 5km onde teremos maior consciência e sensibilidade do nosso esforço, para não cairmos no erro de “dar” muito de início e “ter pouco para dar” no fim.</p>
<p><strong>Pulsação/ Parcial</strong><br />
Outra técnica de ganharmos maior consciência corporal é, principalmente num treino de baixa intensidade, tentarmos baixar o parcial (ou aumentar os watts) sem aumentar a pulsação. A pulsação é uma excelente ferramenta para monitorizar o nosso nível de esforço, assim como o nível de lactatos, mas no caso da pulsação temos um <em style="mso-bidi-font-style: normal;">feedback</em> e monitorização imediata. Conseguir fazer mais watts e manter a pulsação é significado que a nossa condição física melhorou e o nível de lactatos baixou. Ou ainda que a nossa remada se tornou mais eficiente. Um dos factores que aumenta a pulsação é a tensão. Muitos remadores remam muito tensos, e não só na fase de recuperação, o que vai aumentar a pulsação e cansaço. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Para melhorar a sua eficiência e baixar a tensão tente, ao longo do treino, baixar o parcial sem aumentar a pulsação. Por exemplo, vai fazer um treino de 1hora a menos de 140 pulsações/minuto. Coloque o limite (com aviso sonoro) do cardio as 138 ou 139. Durante o treino tente manter o parcial no monitor e relaxar mais durante a recuperação. Encontre pensamentos que o relaxem e evite o contrário. No meu caso, se durante o treino pensava ou imaginava uma prova ou um teste de ergometro, a pulsação aumentava. Experimente mudar e acalmar a respiração – menos número de inspiração/expiração e longos, ou mais e curtos? Tente ganhar sensação do que faz aumentar a sua pulsação, a nível físico e mental. No próximo treino igual, tente fazer mais watts ou menor parcial, sem aumentar a média da pulsação que fez no último treino. Ao longo das semanas vai ganhar maior consciência corporal, ganhando maior eficiência do esforço e cumprindo a pulsação mas “andando mais”. Utilize esta técnica também na água, com um speedcoach ou tentando ganhar consciência do andamento do barco. </span></span></p>
<p><strong>Técnica da Remada</strong><br />
Há muitas escolas em termos de técnica. Uns dizem que é pernas, depois costas e no fim braços, tudo separado. Outros dizem que as costas entram a meio das pernas e os braços um pouco antes das pernas terminarem. E por ai em diante. Se o ergometro nos dá um feedback imediato da nossa remada, assim como a pulsação, porque não fazer experiências? Experimente mudar a posição dos pés no ergometro. No início use mais as pontas dos pés e veja se resulta. Depois tente apoiar ao máximo a palma do pé durante toda a remada. Vá mudando a técnica e olhe para o parcial e pulsação. Por vezes teremos respostas visíveis ao que o nosso treinador diz. Há quem reme com os braços sempre um pouco dobrados e tensos. Tente deixá-los esticados e relaxados até ao final da remada. Como se fossem apenas uma corda que usamos para puxar algo. Será que resulta? Ou em abrir os cotovelos para fora no final, ou fechá-los e deixa-los próximo do corpo. Que impacto isso tem na pulsação ou no parcial? O que mexe mais no parcial, aumentar a pressão das pernas ou das costas/braços? Ou qual a sensação que tem quando altera algo na remada? Tente perceber por si!</p>
<p>Como mencionei no início, o ergometro pode e deve ser uma boa ferramenta de treino. Ao não termos qualquer interferência do vento, da técnica dos companheiros ou da corrente, podemos fazer experiências e entender melhor como podemos ser mais eficientes na nossa remada. Podemos e devemos usar o ergometro para mais do que cumprir o treino físico. Um bom atleta consegue sentir em pormenor o que o corpo lhe diz e um remador sabe sentir o que o barco lhe diz.</p>
<p>Também na água como no ergometro, principalmente quando não temos um treinador para nos acompanhar com as suas correcções, devemos querer tirar mais do treino do que a componente física. Todos os minutos e metros que fazemos são essenciais! Nunca os poderemos recuperar, pois já estão feitos! Tire o máximo de cada minuto que passa a treinar.</p>
<p><strong>Que truques usa para tirar mais do treino no ergometro?<br />
Deixe o seu comentário!</strong></p>
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		<title>O melhor do Remo Nacional em 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 16:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa altura onde é fácil apontar o dedo, criticar e comentar o que de menos bom se faz em Portugal, o Laststroke faz um resumo do melhor que se fez no Remo Nacional em 2008. Com os erros se aprende a melhorar e não repeti-los, mas também se aprende identificando e analisando o que se faz de bom!<br />
O ano de 2008 foi um ano cheio para o Remo Nacional, marcado principalmente pelas criticas à direcção da Federação Portuguesa de Remo e pela presença de Pedro Fraga e Nuno Mendes nos Jogos Olimpicos.</p>
<h2><span style="text-decoration: underline;">O melhor de 2008</span></h2>
<p><strong>Pedro Fraga e Nuno Mendes<br />
</strong><a href="http://www.laststroke.com/a-estrategia-resultou/">Qualificam-se para os Jogos Olimpicos</a> em Remo, feito que fugiu a Portugal nos últimos 12 anos.<br />
<a href="http://www.laststroke.com/pequim-portugal-em-8-lugar/">Classificam-se num fantástico 8º</a> na categoria 2x peso ligeiro &#8211; o melhor resultado português em remo nos Jogos Olimpicos.<br />
<a href="http://www.laststroke.com/pedro-fraga-quebra-barreira-dos-610">Pedro Fraga bate de novo o record nacional de ergometro </a>com a marca de 6:09.9<br />
Lançam o seu site fragamendes.com e o blogue fragamendes.blogspot.com</p>
<p><strong>Avizaqcua</strong><br />
A equipa formada por Luis Teixeira e Pedro Veiga continua o desenvolvimento do primeiro Centro de Estágio de Remo em Portugal. As presenças internacionais são uma constante e as soliticações aumentam. As obras do Hotel começam. Olfat Tufte, Lassi Karonen e o LM4- Dinamarquês são os embaixadores da Avizaqcua, alcançando 2 medalhas de ouro nos Jogos Olimpicos de Pequim.</p>
<p><strong>Voga 36</strong><br />
A primeira marca portuguesa dedicada totalmente ao desporto do remo lança os seus primeiros equipamentos, com o <a href="http://www.laststroke.com/voga-36-lanca-o-fato-wave">fato Wave</a> e a <a href="http://www.voga36.com/voga36_detail.aspx?sid=TnjtOoUyrkEfadz6vu5tj+bbzvI718ckMoISPNi6BOU=&amp;ctx=FBA7495AB1486BA53AD3553D2E969FCC" target="_blank">Clima V36</a>. Os clubes portugueses e espanhóis começam a utilizar os equipamentos V36. A presença na regata de Sevilha, Abierto Internacional de Andalucia, é um sucesso. A marca começa a preparar a sua entrada no mercado inglês.</p>
<p><strong>Federação Portuguesa de Remo</strong><br />
Os desenvolvimentos do Centro de Alto Rendimento do Pocinho continuam e o projecto final é aprovado. Com o esforço da FPR a <a href="http://www.laststroke.com/europeu-2010-em-montemor">organização do Europeu de Remo em 2010 é entregue a Portugal</a>, na pista de Montemor-o-Velho. Com o aproximar das eleições <a href="http://www.laststroke.com/disputa-a-dois-pela-presidencia/">João Oliveira apresenta-se como candidato à presidência da FPR</a>.</p>
<p><strong>Campeonato do Mundo Masters</strong><br />
Portugal arrecada <a href="http://www.laststroke.com/portugal-conquista-5-titulos-na-lituania/" target="_blank">5 medalhas de ouro no Mundial de Remo de Veteranos em Trakai</a>.</p>
<p><strong>Arbitros</strong><br />
É fundada a Associação de Árbitros de Remo, para representar os arbitros de remo em Portugal.</p>
<p><strong>Clubes Nacionais</strong><br />
A Associação Académica de Coimbra vence o ranking nacional de clubes.<br />
O Clube Naval Barreirense adquire e inaugura o novo shell 8+, da marca Empacher.<br />
O Clube Fluvial Portuense restrutura-se e ganha uma nova dinâmica.</p>
<p><strong>Sites</strong><br />
Surge o <a href="http://noticiasdorio.blogspot.com" target="_blank">blogue Noticias do Rio</a>, em Março, da autoria de João Miguel Ribeiro.<br />
<a href="http://www.remoluso.com.pt">Remoluso</a> regressa e promete interessantes funcionalidades.<br />
Surge em Novembro o <a href="http://remo-historia.blogspot.com" target="_blank">Remo História</a>, um blogue sobre a história do remo, de Carlos Henriques.<br />
Fraga e Mendes lançam o <a href="http://www.fragamendes.com/" target="_blank">site oficial</a> e <a href="http://www.fragamendes.blogspot.com/" target="_blank">blogue</a>.<br />
Surge o blogue <a href="http://anatomiadoremo.wordpress.com/" target="_blank">Anatomia do Remo</a>, em jeito de sátira do remo português.</p>
<p><strong>Laststroke</strong><br />
É lançada a versão 2.o do Laststroke, com novo design, possibilidade de registo e comentários, subscrição por e-mail e RSS Feed. Surgem os primeiros <a href="http://www.cafepress.com/laststroke" target="_blank">equipamentos Laststroke</a>.<br />
São publicadas <strong>326 noticias, 5 entrevistas, 9 artigos, 2861</strong><a href="http://www.laststroke.com/fotografias/"><strong> fotografias de remo</strong></a><strong> </strong>e <strong>830 </strong><a href="http://www.laststroke.com/surfboatgallery/"><strong>fotografias de surfboat</strong></a>!<br />
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		<title>Comunicado da Associacao Nacional de Atletas de Remo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 12:52:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[No seguimento das declarações do Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Remo, proferidas no jantar de gala realizado na pendência do Congresso de Remo, em que foi posto em causa o bom nome desta Associação, a Associação Nacional de Atletas de Remo (ANAR) entende emitir o seguinte comunicado: • A ANAR é uma associação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seguimento das declarações do Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Remo, proferidas no jantar de gala realizado na pendência do Congresso de Remo, em que foi posto em causa o bom nome desta Associação, a Associação Nacional de Atletas de Remo (ANAR) entende emitir o seguinte comunicado:</p>
<p>• A ANAR é uma associação de classe criada por atletas, tendo como finalidade a defesa dos interesses dos atletas praticantes de remo e, bem assim, do remo nacional;<br />
• Esta Associação de Classe não está ao serviço de qualquer Direcção da Federação Portuguesa de Remo nem de nenhum clube;<br />
• A ANAR defende ideias e propostas que considera positivas para o remo nacional e foi sempre dentro desta perspectiva que, nas Assembleias da Federação Portuguesa de Remo, exprimiu a sua opinião e apresentou propostas;<br />
• A ANAR esteve e estará sempre ao lado de todos atletas, nomeadamente daqueles que junto da ANAR expressaram a sua vontade;<br />
• Ao contrário do que tem sido tornado público, a ANAR tem sido sistematicamente pressionada no desenvolvimento do seu trabalho pela actual Direcção da FPR;<br />
• Desde o primeiro momento em que foi contactada por esta direcção da FPR, ainda antes das eleições, que ficou claro que a ANAR era uma associação incómoda;<br />
• As questões levantadas pela ANAR, na Assembleia da FPR, foram sempre vistas como agressivas;<br />
• A título de exemplo, sobre o decréscimo da qualidade das medalhas entregues nos nacionais, foi respondido que as anteriores eram muito caras e que os atletas não davam valor às mesmas;<br />
• Sobre a falta de casas de banho na pista e de condições condignas para os atletas, foi respondido que eram muito caras;<br />
• Sobre a alteração do calendário nacional e a redução drásticas dos campeonatos nacionais e a transformação dos mesmos em ligas de regatas, foi dito que não era exequível e que só assim é que se poderia apoiar os clubes.<br />
• Sobre o pedido de demissão do actual corpo técnico federativo, foi dito que este representava o modelo de alta competição que esta FPR defendia e que, portanto, não sairia qualquer dos seus elementos.<br />
Face à constante postura da FPR em tentar silenciar esta Associação, pela mesma defender algumas ideias distintas das propostas pela FPR, a ANAR considera não estarem reunidas quaisquer condições de diálogo com esta direcção, mormente tendo em conta a postura autoritária e pouco dialogante que mesma tem vindo a apresentar.</p>
<p>A ANAR toma, assim, a liberdade de, para cabal esclarecimento de todos os agentes ligados à modalidade, apresentar um memorando, no qual explana toda a sua acção e proposta para este novo ciclo 2008-2012.</p>
<p><b>Memorando</B><br />
Após o momento tão importante para o remo nacional, urge a toda comunidade de remo, em especial à Associação Nacional de Atletas de Remo (ANAR), uma reflexão coerente sobre o estado do remo em Portugal, em todas as suas vertentes:</p>
<ul>
<li>Análise do ciclo olímpico 2004-2008;</li>
<li>Alta competição;</li>
<li>Calendário nacional;</li>
<li>Formação e captação de novos remadores;</li>
<li>Remo de turismo;</li>
<li>Condições físicas para a pratica do remo;</li>
<li>Criação de uma rede de conhecimentos.</li>
</ul>
<p>1) <strong>Análise do ciclo olímpico 2004-2008</strong></p>
<p>A realidade do remo português sofreu alterações significativas nos últimos 4 anos.<br />
Com a entrada de uma nova direcção, ficou claro que o remo iria ser alvo de alterações no seu funcionamento. Era visível que estávamos em regressão no número de atletas e que calendário<br />
competitivo já com bastantes anos estava a necessitar de uma reformulação.</p>
<p>Estava claro, já aquando do último congresso de remo, realizado em Setúbal, qual era a visão que o sr. Rascão Marques tinha da organização do remo nacional. Foi nesse mesmo congresso que foram apresentados os modelos organizacionais agora aplicados na FPR.<br />
As eleições deram uma vitória clara a este modelo organizativo. A ANAR, embora não tivesse votado neste modelo, optou por ter sempre uma atitude pró activa perante esta direcção, na linha já assumida com a anterior direcção da FPR.</p>
<p>Com esta Direcção fomos convidados, uma vez, para uma reunião, na qual nos foi apresentado um novo calendário competitivo. Apresentamos as nossas dúvidas sobre o mesmo, nomeadamente no perigo da multiplicação de nacionais. No entanto, assumimos que um ano de avaliação era suficiente para podermos balizar correctamente estas propostas.</p>
<p>Um ano depois concluímos que embora as regatas introduzidas tivessem trazido um aumento competitivo, nomeadamente as regatas dos barcos curtos e longos, a atribuição de um título nacional não faria qualquer sentido.<br />
Aliás, defendíamos e defendemos a existência de um único campeonato nacional, disputado na distância olímpica e a criação de taças/ ligas, para um conjunto de eventos combinados. Não estamos a incluir o CN ergómetro que deve manter o figurino actual.<br />
A alteração de datas do principal campeonato existente prejudicou e diminuiu substancialmente a época competitiva. A introdução dos nacionais de sprint em nada viera alterar este cenário.<br />
Desde esse momento temos vindo a manifestar o nosso descontentamento, através de votação contra o plano de actividades.<br />
Continuamos a ter uma apreciação crítica de como os atletas são tratados nos demais campeonatos. A falta de condições patente na pista não pode servir de desculpa à FPR. Merecemos ter mais condições na pista, mesmo estando neste estado.</p>
<p>2) <strong>Alta competição</strong><br />
Ao nível da alta competição foi assumido um modelo que falhou. Falhou no essencial. Os resultados são muito maus. Últimos lugares em quase todas as competições internacionais. Falta de qualidade. Inexistência de modelo técnico de remada.<br />
Queremos uma selecção numerosa, mas de qualidade, dividida por diversos níveis de evolução e de avaliação.<br />
A qualidade deverá ser o primeiro factor de avaliação e só depois a quantidade.<br />
A federação não pode financiar atletas que sistematicamente não mostram evolução do seu trabalho e rendimento, de acordo com os objectivos traçados.<br />
Devemos premiar que trabalha bem, enquadrar as boas práticas nas rotinas da selecção nacional e enquadrar todos os atletas na estrutura federativa.<br />
Se tivermos uma boa estrutura de apoio ao atleta, o mesmo não terá de procurar fora da FPR, o apoio que merece ter internamente.<br />
A boa estrutura de apoio ao nível logístico, técnico e administrativo, fará com que tenhamos os melhores atletas.<br />
Não conseguimos, acima de tudo, criar a estrutura base que sustente resultados qualitativos.<br />
Não temos um corpo técnico que seja capaz de levar o remo Português a um patamar por todos nós desejado:</p>
<p>• Participações no mínimo em finais b nos barcos olímpicos e em finais A nos barcos não olímpicos no escalão sénior, de uma forma sustentada e contínua.<br />
• Participação nas finais A de campeonatos do mundo no escalão júnior.<br />
• Obtenção de medalhas na coupe (juniores)<br />
• Obtenção de medalhas em regatas internacionais nos escalões abaixo do júnior.</p>
<p>Acima de tudo é preciso criar uma base de treino físico e técnico coerente e aplicado a todos os escalões e coordenado com todos os clubes e respectivos treinadores, que queiram ter atletas na selecção, e que permita uma melhor criação de equipas.<br />
Precisamos de um <strong><span style="text-decoration: underline;">Director Técnico Nacional</span></strong> que aplique uma estratégia a este nível nomeadamente:</p>
<p>• Formação dos técnicos portugueses no modelo a aplicar, especialmente ao nível técnico da remada;<br />
• Acompanhamento dos técnicos de clube e estabelecimento de orientações comuns para uma melhor integração dos atletas nos trabalhos das selecções nacionais.<br />
• Formar um corpo técnico federativo, dentro do atrás exposto.<br />
• Definição de barcos, regatas a serem desenvolvidos pela FPR,<br />
• Definição de barcos a serem desenvolvidos em parceria com os clubes bem como regatas a participar, critérios classificativos.</p>
<p>Queremos que todos os atletas tenham possibilidade de poder testar as suas capacidades e que demonstrem o seu valor, dentro de critérios mensuráveis, dando sempre a última palavra à equipa técnica.</p>
<p>Caberá à Direcção da FPR a criação de estruturas que sustentem o trabalho do coordenador nacional e respectiva equipa técnica.<br />
Essa estrutura deverá ter um Director Federativo que esteja em contacto permanente com o coordenador nacional, treinadores e clubes, no sentido de serem dadas todas as condições para que os atletas trabalhem na sua plenitude.<br />
Deverá ser o director coordenador da alta competição com a sua equipa de trabalho, os únicos responsáveis, juntamente com os encarregados de educação (caso sejam menores) e o responsável de cada clube de coordenar todas as ausências escolares, alterações de datas de exames, ausências do trabalho.</p>
<p>Caberá ao Director Técnico Nacional a definição clara das várias etapas preparatórias, pré competitiva e competitivas, nomeadamente locais de estágios ao longo da época.<br />
Defendemos ainda a criação de um CAR que deverá estar sedeado em Montemor-o-Velho face à:</p>
<p>• Existência da pista de remo;<br />
• Proximidade aos locais de estudo aos vários níveis (secundário e superior),<br />
• Oferta de trabalho.<br />
Queremos a existência em permanência de um local onde os atletas da alta competição possam desenvolver a sua actividade e onde se devem criar as condições para que um atleta faça da casa do atleta a sua casa. Para isto a FPR deve estabelecer protocolos com o secretaria de estado do Desporto, IDP, Ministério da Educação e do Ensino Superior, e empresas necessárias, de forma a possibilitar a facilitar a integração dos atletas envolvidos em trabalhos da selecção nacional.<br />
Não é uma visão utópica mas sim realista e possível.<br />
Queremos que o trabalho seja sustentado e alvo de avaliações periódicas. Esta política deve ser transversal a qualquer Direcção que venha a assumir os destinos da Federação Portuguesa de Remo.</p>
<p><strong>3) Calendário nacional</strong><br />
O calendário nacional, como mencionado anteriormente, não traz dignidade nem mérito aos atletas que trabalham correctamente para a obtenção de títulos nacionais.<br />
O facilitismo criado leva a uma desmotivação dos atletas em treinar ao mais alto nível nacional. É notório a adaptação e diminuição de horas de treino semanais por parte dos atletas.<br />
Temos que inverter esta tendência.<br />
No nosso entender passará pela diminuição drástica dos títulos nacionais atribuídos.<br />
A existência de um único campeonato nacional, disputado na distância olímpica será a solução imediata a tomar.<br />
As provas actualmente existente e denominadas de Campeonatos Nacionais deverão ser alvo de reestruturação, nomeadamente através da criação de regatas combinadas de 2 a 3 eventos organizados sob a alçada da FPR, ou com o apoio da mesma para que:</p>
<p>• Se mantenham as tradicionais regatas de fundo, antes denominadas de liga de fundo, onde podemos incluir as provas que surgiram posteriormente;<br />
• Se proceda à criação de regatas de longas distâncias para skiff e 2-, para a atribuição de um troféu nacional;<br />
• Troféu para clubes para as regatas de barcos curtos e longos;<br />
• Apoio à existência de regatas de nível inferior ao nacional, que fomente a pratica competitiva em Portugal;<br />
• Campeonato nacional;<br />
• Troféu para regatas de curtas distâncias, onde se incluiria a taça de Portugal;<br />
• Conjunto de provas combinadas para o yolle.</p>
<p>Ao nível dos escalões inferiores ao Júnior, devem ser criados encontro nacionais, de 1 ou mais dias para que os membros da equipa técnica nacional, possam identificar futuras promessas e fomentar o convívio entre os remadores, num espírito salutar.<br />
Não é pela atribuição de títulos que conseguimos ter bons atletas no escalão sénior.<br />
Devem-se manter os campeonatos actuais de verão.<br />
Deverá ser aprofundado o trabalho das associações regionais no que concerne ao bom trabalho relacionado com o torneio escolas e regatas complementares. O aumento da competitividade passa muito por este esforço.</p>
<p>As provas deverão sempre proporcionar ao atleta, o convívio e o fomento do espírito de competição.<br />
O nível dos veteranos deve ser trabalhado, no sentido da existência ao longo de todo o ano desportivo, eventos destinados a este escalão. Será a este nível que poderemos diversificar os locais de regatas, podendo introduzir novos locais ou recuperar antigos campos de regatas.<br />
Deve manter-se existir o nacional nos moldes actuais.<br />
Temos obrigações acrescidas. Queremos acima de tudo que se respeitem todos os intervenientes do remo, especialmente o atleta.</p>
<p>Queremos a alteração do actual sistema de pontuação, que apenas premeia a quantidade em detrimento da qualidade. Apenas deverá ser atribuído pontos nos moldes abaixo descritos:</p>
<p>• Finais incompletas pontua o 1.º;<br />
• Finais de 6 embarcações pontuam as 3 primeiras equipas;<br />
• Eventos com mais de 10 barcos pontua todos os barcos da final A;<br />
• Troféus individuais de Skiff e 2-, em sistema contar relógio, sob organização da FPR, pontuam os 6 primeiros em eventos superiores a 12 barcos, senão só 3 primeiros de 6 a 10 participantes e apenas o vencedor em número inferior a 6 barcos;<br />
• Provas combinadas em si em sistema de regatas em linha nos moldes atrás descritos.<br />
Devemos premiar a qualidade das equipas, fazendo com os clubes se esforcem cada vez mais para obter resultados de mérito nacional.</p>
<p><strong>4) Formação e captação de novos remadores</strong><br />
Demos manter os torneios escolas, criar os tais campos de treinos ou eventos de 2<br />
dias para os jovens que deverão ser mais locais de aprendizagem da técnica do remo.</p>
<p><strong>5) Remo de turismo</strong></p>
<p>Deve-se dar condições aos clubes para fomentar a prática do remo de lazer. A celebração de protocolos para a aquisição de embarcações próprias tem que ser eficaz e uma realidade a curto prazo. Será nesta vertente que os clubes deverão obter rendimentos para a competição.</p>
<p><strong>6) Condições físicas para a pratica do remo</strong><br />
Temos que lutar por melhores condições nos nacionais.<br />
Não temos água potável para lavarmos a cara ou as mãos na pista. Não temos onde nos equipar. Não temos organização na pista.<br />
Sim já foi pior, mas não nos devemos desculpar com isso e deixar de dizer que ainda estamos longe do ideal. Esperarmos até que as obras da pista terminem não é solução. A redução de nacionais, mesmo com a criação de troféus, obriga a um maior cuidado na organização de nacionais. É possível mais nestas condições porque já vimos e vemos melhor, nomeadamente nos campeonatos da canoagem.</p>
<p><strong>7) Criação de uma net work</strong><br />
Temos que parar de estar de costas viradas uns para os outros.<br />
Na era da globalização, a troca de experiências e a partilha de casos de sucesso é uma mais-valia para o remo nacional.<br />
A realização de treinos comuns entre clubes, a partilha de métodos de treino e troca de experiências fará com que se criem rotinas saudáveis que poderão ajudar a aumentar a competitividade.<br />
Muito dos clubes vivem a menos de 70 km’s entre eles.<br />
As cidades como o Porto, Lisboa, Figueira da Foz, que têm mais do que um clube poderão fomentar mais a prática de treinos competitivos entre eles.<br />
A região centro, a região do Minho, a região de Lisboa podem também desenvolver a partilha de informação e coordenar treinos conjuntos entre equipas.<br />
Trata-se de pensar nos atletas, no seu estímulo para o treino competitivo.<br />
O exemplo mais recente foi o treino conjunto entre o LM2x de Portugal que foi aos jogos olímpicos com atletas e clubes da região Centro (Galitos, Ginásio Figueirense, Associação Naval 1.º de Maio, CIM).<br />
Os atletas aplaudem estas iniciativas e a ANAR está disposta a colaborar activamente para o desenvolvimento destas acções.</p>
<p>Novembro de 2008<br />
Este é o nosso memorando,<br />
A Direcção da ANAR,</p>
<p>(Este texto é da inteira responsabilidade da Associacao Nacional de Atletas de Remo &#8211; ANAR, enviado para o Laststroke para publicacao e divulgacao)</p>
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		<title>Yolle em 500m</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 19:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[campeonato nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[No passado fim-de-semana de 13 de Setembro, ocorreu em Oeiras mais Campeonato Nacional de Remo de Yolle de Sprint, organizado pela Federação Portuguesa de Remo. Mais uma vez esta organização não surpreendeu e notabilizou-se pela falta de competência para organizar o mais simples dos eventos. Este nacional dividiu-se por 5 (cinco) provas. Yolle 4 Senior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No passado fim-de-semana de 13 de Setembro, ocorreu em Oeiras mais Campeonato Nacional de Remo de Yolle de Sprint, organizado pela Federação Portuguesa de Remo. Mais uma vez esta organização não surpreendeu e notabilizou-se pela falta de competência para organizar o mais simples dos eventos. Este nacional dividiu-se por 5 (cinco) provas. Yolle 4 Senior feminino, Yolle 4 Senior Masculino (dividido em 2 mangas onde se atribuía os títulos às embarcações com o melhor tempo de prova), Yolle de 8 Senior feminino, Yolle de 4 Junior Masculino e Yolle de 8 Senior Masculino.</p>
<p>Embora tenha havido alguma condescendência da parte dos árbitros para com tripulações atrasadas, nunca houve nas largadas pontões de largadas ou mesmo boeiras (mais utilizadas para este tipo de planos de agua) para marcar as posições de largada. Ora se numa das provas (Yolle 4 Senior Masculino) a classificação final era feita por tempos como é que a organização consegue afirmar que as distâncias percorridas pelos remadores da primeira manga era igual aos da segunda?</p>
<p>Na final de Yolle de 8, para além da prova ter que ser repetida três vezes, onde a razão da repetição da primeira prova foi por uma tripulação do Ginásio ter ficado presa em cordas existentes no campo de regatas e a razão da repetição da segunda prova foi o facto da largada ter sido dada com as tripulações umas em cima das outras (o que provocou um choque entre as duas tripulações do Ginásio), o mais escandalizante foi a classificação final da terceira prova. Como se pode facilmente comprovar pelas imagens publicadas no site do jornal A Bola (http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=2245), onde o operador da camâra estava instalado a 0,5m da mesa de chegada, o Clube Ferroviário de Portugal é a segunda tripulação a chegar (ia na Pista 1, mais junto á margem e à câmara de televisão) e não o quarto classificado!!!!!!!!</p>
<p>Agora contra estes FACTOS, Srs. da Federação Portuguesa de Remo, quais serão os possíveis argumentos??? Mais uma vez os clubes, os treinadores, os atletas vêem-se confrontados com mais uma prova de incompetência da parte da FPR. Será assim tão difícil organizar um evento com 5 provas, em 500m, com 6 clubes presentes e com cerca de 150 atletas ??<br />
Deixo estas perguntas no ar em jeito de desabafo porque sinceramente eu não lhes arranjo resposta, mas a culpa certamente será minha………………</p>
<p>Luis Soares</p>
<p>Em ficheiros anexos envio as imagens dos 3 últimos segundos de prova para que possam ver um dos pontos anteriormente mencionados.</p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-1.jpg" rel="prettyPhoto[149]"><img src="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-1.jpg" alt="" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-2.jpg" rel="prettyPhoto[149]"><img src="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-2.jpg" alt="" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-3.jpg" rel="prettyPhoto[149]"><img src="http://www.laststroke.com/images/yolle500m-2008-3.jpg" alt="" width="500" /></a></p>
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		<title>O erro olímpico</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 20:37:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminados os Jogos Olímpicos, já é possível fazer um balanço da prestação do «double» português em Pequim com algum distanciamento. Se no capítulo desportivo esteve acima do esperado – o que se pedia a Fraga/Mendes era a final B, o diploma olímpico (e estatuto de finalista?) é um saboroso extra –, houve um capítulo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminados os Jogos Olímpicos, já é possível fazer um balanço da prestação do «double» português em Pequim com algum distanciamento. Se no capítulo desportivo esteve acima do esperado – o que se pedia a Fraga/Mendes era a final B, o diploma olímpico (e estatuto de finalista?) é um saboroso extra –, houve um capítulo em que a dupla portuguesa ficou muito aquém do esperado, nomeadamente no que concerne em conquistar espaço mediático.</p>
<p>A culpa, convém defender antes da argumentação, não é de Pedro Fraga, nem de Nuno Mendes. Esclarecido este ponto, vamos ao essencial. A modalidade de remo alcançou uma prestação de alto nível entre a delegação nacional, só comparável ao sétimo lugar de Ana Hormigo (judo), ao oitavo de Ana Cabecinha (atletismo) e às boas prestação de alguns dos velejadores (falta-me, no momento em que escrevo, a tabela de resultados para frisar com precisão). Melhor do que Fraga e Mendes só fizeram três atletas: o azarado Gustavo Lima (vela), a um ponto da medalha de bronze, e a excelência desportiva de Nelson Évora (atletismo) e Vanessa Fernandes.</p>
<p>O bom resultado do remo não teve, contudo, visibilidade mediática. Houve um ligeiro fogacho no dia da final B, de pronto ofuscado pelo anúncio de despedida de Francis Obikwelu. De resto, a modalidade não aproveitou um momento único para conquistar notoriedade, deixando-se ofuscar por diversos factores, como resultados surpreendentes (a não-qualificação de Naide Gomes em atletismo), críticas infundadas (Telma Monteiro, judo) ou «bocas» disparatadas (Marco Gomes, atletismo).</p>
<p>A pouca visibilidade dedicada aos dois remadores foi bem aproveitada quando, antes de terem resultados (bons ou maus) a justificar, disseram de sua justiça em relação à forma como foram tratados pela Federação. Não interessa, agora, se tinham ou não razão no que disseram. O que importa é que, à parte essas declarações, não mais se falou do remo nacional.</p>
<p>A culpa, reafirmamos, não é dos tripulantes do «double». Uma organização que se preze tinha tido atenção a esse «pormenor» fundamental que é a comunicação, sobretudo quando está em causa a participação no maior evento desportivo do mundo, logo que o que capta mais atenções e, por inerência, movimenta mais dinheiro a nível de patrocínios, publicidades e gestões de direitos diversos. É fácil, agora, apontar o dedo à Federação, tanto mais que a prestação dos dois remadores nacionais pouco mais mereceu do que umas linhas diárias no sítio oficial. Em contraponto, basta ver o comportamento da Federação Portuguesa de Canoagem, que criou um blogue de forma aos interessados poderem acompanhar o dia-a-dia dos atletas nacionais.</p>
<p>Eu recuso-me, porém, a acusar a Federação. Tem a sua dose, sim, mas fundamentalmente os responsáveis são todos os envolvidos no remo nacional, de atletas e treinadores e dirigentes. Falta uma cultura de comunicação, de partilha de opiniões ou de debate, que resulta numa total ignorância de aproveitamento das escassas oportunidades mediáticas. Mesmo ainda antes de assegurada a presença olímpica, era obrigatório ter «treinado» os atletas a lidar com a atenção mediática. Sendo eles os «heróis» da façanha, precisam de saber como explicar o que sentem, o que querem, o que precisam. Além disso, era preciso um «gabinete sombra» a fazer pressão junto da Comunicação Social, de forma a não desperdiçar qualquer minuto de mediatismo. Não se pode esperar que um jornalista «desportivo» consiga distinguir um voga de um proa quando, durante os três primeiros anos do ciclo olímpico, nem sequer há quem acompanhe a modalidade.</p>
<p>A cultura e inteligência dos dois remadores (não é por acaso que ambos se licenciaram mesmo sem abandonar a modalidade) permitiu-lhes ter o discernimento de, além de não caírem na ratoeira de prometerem medalhas agora em Pequim (um clássico deste Verão), anteciparem as condições necessárias para poderem tentar as medalhas em Londres 2012. Pedro Fraga e Nuno Mendes estão mais soltos e fluentes a nível de expressão do que há quatro anos, mas continuam a ser uma excepção neste capítulo. É preciso estimular a comunicação interna para se saber o que dizer para fora da modalidade.</p>
<p>O que deve, pode e vai fazer o remo para Londres 2012?</p>
<p>João Miguel Ribeiro<br />
Jornalista de remo e Técnico de Comunicação Social.</p>
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