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	<title>Laststroke &#187; Entrevistas</title>
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	<description>:: Remo em Português</description>
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		<title>À conversa com Laststroke: Avizaqcua</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa Laststroke</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Herdade da Cortesia Hotel, que faz parte do Centro de Treino da Avizaqcua, celebrou em Janeiro o seu primeiro aniversário. Com a inauguração do Hotel, a Avizaqcua começou a trazer a Avis (Portugal) ainda mais atletas e selecções de renome do remo internacional e com bastante sucesso. Falamos com Luis Ahrens Teixeira, um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2467" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/11835_176734005833_643840833_3350309_6509811_n.jpg" rel="prettyPhoto[2465]"><img class="size-medium wp-image-2467" title="11835_176734005833_643840833_3350309_6509811_n" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/11835_176734005833_643840833_3350309_6509811_n-300x186.jpg" alt="Vista do Hotel Herdade da Cortesia" width="300" height="186" /></a><p class="wp-caption-text">Vista do Hotel Herdade da Cortesia</p></div>
<p>O Herdade da Cortesia Hotel, que faz parte do Centro de Treino da Avizaqcua, celebrou em Janeiro o seu primeiro aniversário. Com a inauguração do Hotel, a Avizaqcua começou a trazer a Avis (Portugal) ainda mais atletas e selecções de renome do remo internacional e com bastante sucesso.</p>
<p>Falamos com Luis Ahrens Teixeira, um dos sócios fundadores da Avizaqcua e bem conhecido nome do Remo Português.</p>
<p>Fique a saber um pouco mais deste projecto inovador em Portugal.</p>
<p><strong>Laststroke: Como surgiu a ideia AVIZACQUA? </strong></p>
<p><strong> Luis Ahrens Teixeira: </strong>A ideia surgiu em 1997 num estágio para a Taça do Mundo durante uma conversa com o actualmente meu sócio Alec Beerten. Começou por fazer um centro de treino mas rapidamente passou para um hotel.</p>
<p><strong>LT: Que balanço fazem do primeiro ano de vida?</strong></p>
<p><strong> </strong>Foi um ano muito duro de trabalho mas muito bom. Um ano em que Avis e o nosso Hotel se continuam a afirmar como local de treino para os melhores do Mundo.</p>
<p>Terminou com uma Menção Honrosa nos Prémios Turismo de Portugal 2009, “Melhor Projecto Privado 2009”</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>O que é que ainda falta fazer a nível estrutural (instalações)?</strong></p>
<p><strong> </strong>Queremos fazer um SPA, um novo ginásio e uma sala de reuniões.</p>
<p>Lembro que este Hotel não recebe só atletas de remo, recebe todo o tipo de clientes que procuram descanso e um bom sitio para férias.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>A organização de uma prova de longa distância, 10 km ou mais, poderá fazer parte dos vossos planos?</strong></p>
<p>Claro que faz, mas queremos que seja um evento de qualidade, estamos a tratar disso.</p>
<div id="attachment_2469" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/12644_174147694246_173030109246_2851697_7944922_n.jpg" rel="prettyPhoto[2465]"><img class="size-medium wp-image-2469" title="12644_174147694246_173030109246_2851697_7944922_n" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/12644_174147694246_173030109246_2851697_7944922_n-300x199.jpg" alt="Luis Teixeira a treinar em Avis" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Luis Teixeira a treinar em Avis</p></div>
<p><strong>LT: O vosso centro de estágio é frequentado pelos melhores atletas mundiais de remo, o que revela as excelentes condições condições que vocês lhes proporcionam e as excelentes condições naturais da barragem, mas a participação de equipas nacionais é quase nula, qual a principal razão na vossa opinião para esta situação?</strong></p>
<p>Sabemos que em termos financeiros as equipas nacionais não têm o mesmo poder de compra do que as internacionais. Esse deve ser o principal factor.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Já foi comentado que Avizacqua é o melhor local de treino da Europa. Qual as vantagens que oferecem em relacao á competicao?</strong></p>
<p>Aqui tratamos os clientes como amigos, os nossos serviços não têm horas e todo o staff está orientado nesse sentido.</p>
<p>Não há restrições, mas o principal é o plano de água. Ainda esta semana foi colocada a primeira pista de 2000m totalmente balizada. Era o instrumento que faltava para tornar Avis ainda melhor.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Sabemos que ja tiveram uma equipa de Canoagem a treinar convosco. Estão a equacionar estender o vosso mercado alvo a outro tipo de desportos como por exemplo triatlo?</strong></p>
<p>Sim, mas na verdade o remo já nos ocupa quase a totalidade do Inverno</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Sabemos que durante a construção do hotel receberam a visita surpresa de Jurgen Grobler (Treinador Equipa Grã-Bretanha), encararam esse momento como o exame?</strong></p>
<p>Sim, foi um teste, mas acima de tudo mostra o interesse que o projecto tem a nível Internacional.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Quem gostariam de ver no vosso centro a treinar?</strong></p>
<p>Os grandes do remo Internacional já cá treinam todos, neste momento estão em Avis 11 atletas medalhados nos Jogos, dos quais 5 são medalha de Ouro.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Já tiveram de recusar alguma selecção?</strong></p>
<p>Sim, ainda este ano a Eslovénia.<br />
<strong><strong>LT: </strong>O Hotel tem muitas outras visitas, de nao-remadores. Sentem que a identificacao do Hotel como centro de estágio de remo está a ajudar na divulgação do remo em Portugal?</strong></p>
<p>Não temos qualquer duvida sobre isso, a quantidade e qualidade de remadores que vem ao nosso hotel é altamente elogiada por quem não conhece o remo.</p>
<p>Em várias revistas de turismo o remo aparece em destaque por causa do nosso Hotel. Isso aconteceu ainda agora na revista do Turismo de Portugal.</p>
<p><strong><strong>LT: </strong>Como esta a ser o apoio e reaccao da comunidade local em relacao ao Hotel e ao numero de novas visitas? Ja existem mais remadores em Avis?</strong></p>
<p>A reacção está a ser muito boa, a estadia destas equipas tem um impacto económico muito grande em Avis, e as pessoas valorizam isso.</p>
<p>O remo em Avis vai com certeza evoluir, neste momento estamos juntamente com O Município a estudar a melhor forma de o desenvolver.</p>
<p><strong>Visite:</strong></p>
<p>Site Avizaqcua &#8211; <a href="http://www.avizaqcua.com" target="_blank">http://www.avizaqcua.com</a></p>
<p>Site Herdade da Cortesia Hotel &#8211; <a href="http://www.herdadedacortesia.com/" target="_blank">http://www.herdadedacortesia.com/</a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/pages/Herdade-da-Cortesia-Hotel/173030109246?v=wall" target="_blank">Grupo Herdade da Cortesia Hotel no Facebook. </a></p>
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		<title>À conversa com Laststroke: Carlos Gesta</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 13:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa Laststroke</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Laststroke conversou com Carlos Gesta, um dos elementos mais activos e dinâmicos do Remo Nacional. É autor do blogue Pás na Àgua, um dos mais lidos da blogosfera do Remo Português, onde fala abertamente sobre o Remo e as suas ideias. É uma pessoa que sabe criticar no que se faz de bem e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2429" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/05022010285.jpg" rel="prettyPhoto[2428]"><img class="size-medium wp-image-2429" title="05022010285" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/05022010285-300x225.jpg" alt="Carlos Gesta no CDUP" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos Gesta no CDUP</p></div>
<p>O Laststroke conversou com Carlos Gesta, um dos elementos mais activos e dinâmicos do Remo Nacional. É autor do blogue <a href="http://pas-na-agua.blogspot.com" target="_blank">Pás na Àgua</a>, um dos mais lidos da blogosfera do Remo Português, onde fala abertamente sobre o Remo e as suas ideias. É uma pessoa que sabe criticar no que se faz de bem e no que acha que está mal. Actualmente rema e dirige o CDUP.</p>
<h2>Introdução</h2>
<p><strong>Laststroke: Em primeiro lugar, conta-nos um pouco do teu percurso no remo?</strong></p>
<p><strong>Carlos Gesta:</strong> Antes de mais, gostaria de agradecer este pedido de entrevista pois acho que não mereço este destaque.<br />
O meu percurso no Remo resume-se a muitos anos como atleta e os últimos 4 na pele de dirigente e treinador. Como atleta, fui um remador mediano pois sofria daquilo que muitos atletas sofrem. Não tive quem me orientasse e motivasse para ir mais além. Alem disso nem era ligeiro, nem tinha peso para pesado. A competitividade também não era muita pelo que a actividade profissional servia de desculpa para fazer apenas épocas incompletas.<br />
Comecei em juvenil como atleta do Sport Clube do Porto, e em júnior já treinava para representar a selecção de onde fui excluído por critérios financeiros, já que durante alguns anos obtive os mínimos. Ainda a cumprir o serviço militar fui convidado para representar o CNIDH onde estive pouco mais de 3 épocas. Regressei ao Sport, mas como este estava numa fase de convulsão, nessa mesma época ingressei no CDUP onde estive vários anos até ser, juntamente com um grupo fantástico que o CDUP tinha na altura e que foi desmembrado, convidado pelo Fluvial para fazer uma equipa com vista a conquistar o titulo de 8+SM, e onde permaneci até ao fim da minha carreira como sénior, aos 35 anos, tendo contribuído com alguns títulos pelos clubes onde passei. Após 7 anos fora do Remo, as saudades e a saúde recomendaram o meu retorno pelo que recomecei como veterano no Fluvial. Como não havia competição nem objectivos neste escalão, voltei para o CDUP onde, após as primeiras épocas como veterano, conclui que ainda podia fazer “uma perninha” nos seniores, o que tenho feito até à data e com muito prazer.<br />
Estando este clube “desapoiado” pela Direcção, numa das reuniões de início de época entre os atletas e o seccionista da altura, tendo servido de porta-voz do grupo e sendo possuidor da carteira de treinador, disponibilizei-me para tomar conta das camadas jovens, sendo assim “empurrado” para as funções de seccionista, pelo que assumi traçando como objectivos pessoais fomentar a actividade, unir a secção e a Direcção e, fundamentalmente, para “pegar” no processo do posto náutico que estava praticamente abandonado.</p>
<p><strong>LT: Fazes parte do CDUP e és um elemento bastante activo. Quando e porque surgiu a necessidade para fazer um pouco mais pelo remo, além de remar e treinar?<br />
CG:</strong> Não se pode dizer que surgiu uma necessidade. Para mim o Remo era só remar, sem uma consciência directa das dificuldades ou sacrifícios que quem dirigia fazia. Nunca me tinha visto nas funções de dirigente. O que aconteceu foi constatar que, ao fim de tanto tempo e mesmo estando fora da modalidade alguns anos, o marasmo mantinha-se em termos directivos e pouca evolução havia relativamente aos clubes e à relação entre os vários agentes.<br />
A passagem por vários clubes como atleta deu-me uma abertura e conhecimento de diferentes realidades directivas que poderiam ser aproveitadas, criando sinergias que pudessem levar a modalidade mais longe.<br />
Como amante da modalidade, tomei várias iniciativas supra-clubisticas para que o Remo fosse mais divulgado, tendo contado com o apoio de alguns clubes e pontualmente da FPR, como foi exemplo a final do torneio inter-escolas, que movimentou cerca de 5000 jovens de 10 escolas do concelho.<br />
A necessidade, se é que se pode chamar isso, resulta do meu feitio de inconformismo. Se pudemos ter melhor, porquê ficar com o que temos? E o que temos é manifestamente pouco e infelizmente, cada vez menos.</p>
<h2><strong>O CDUP</p>
<div id="attachment_2430" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/DSC_8845.jpg" rel="prettyPhoto[2428]"><img class="size-medium wp-image-2430" title="DSC_8845" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/DSC_8845-300x199.jpg" alt="Em Montemor" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Em Montemor</p></div>
<p></strong></h2>
<h3><strong><span style="color: #0000ff;"><em>&#8220;&#8230;recebe todos aqueles que queiram praticar Remo&#8230;&#8221;</em></span></strong></h3>
<p><strong>LT: Como está o CDUP remo, o posto náutico vai avançar?<br />
CG</strong>: O CDUP tenta sobreviver e a secção de Remo não foge à regra. As disputas jurídicas com a Reitoria e a indefinição quanto ao seu futuro não tem permitido criar a estabilidade suficiente para definir e implantar projectos de longo e até médio prazo. Sem qualquer apoio oficial e sem subsídios de qualquer espécie, é através do esforço dos atletas mais velhos e de alguns patrocínios pontuais que temos modernizado a frota e sustentado a secção. Desde que assumi estas responsabilidades, reabilitamos toda a frota e adquirimos 6 novos barcos (quatro skiff’s; um 4- e o 8+) sendo todos eles pertença dos atletas e ao dispor do clube, compramos Remos para todos os cascos e ainda recentemente adquiri um ergometro. Portanto, não é por falta de equipamento…<br />
O posto náutico continua a ser uma luta inacabada. Tenho tido reuniões com a CMG e, num processo lento que foi altamente politizado e com ingerências de terceiros, continuo com a esperança de levar a nau a bom porto. A nova equipa autárquica merece a minha simpatia e confiança e quero acreditar que está receptiva às propostas de resolução deste problema, tendo inclusive afirmado recentemente que o processo, embora complexo, está no bom caminho.</p>
<p><strong>LT: Como está a preparar o CDUP o seu futuro em termos de formação de camadas jovens?<br />
CG:</strong> Nas actuais condições que o clube proporciona é muito difícil segurar os miúdos. No Inverno o posto náutico atinge temperaturas negativas e no Verão é uma autêntica estufa. Os pais dos miúdos e mesmo os próprios jovens sentem o desconforto que é treinar naquelas condições e rapidamente desistem. Ainda utilizamos as instalações do estádio universitário uma vez por semana, mas o acesso à água e as condições estruturais do posto náutico são factores negativos de peso.<br />
Os poucos atletas que conseguem “sobreviver” e se sujeitam a estes sacrifícios são uns autênticos “heróis” pelo que todo o meu esforço e empenho com eles é pouco. Eles merecem-no e eu pouco posso exigir.<br />
A secção continua de portas abertas e de uma forma graciosa para quem não pode ou tem dificuldades financeiras, recebe todos aqueles que queiram praticar Remo, independentemente da idade.<br />
Acredito que, conseguindo as quatro paredes por que tanto lutamos e merecemos, a captação e capacidade de mobilização que caracteriza este clube vai continuar a fazer escola.</p>
<h2><strong>O Remo Nacional e a Federação</strong></h2>
<h3><strong><span style="color: #0000ff;"><em>&#8220;Falha no apoio aos clubes e aos seus projecto&#8221;</em></span></strong></h3>
<p><strong>LT: Tu és um &#8220;activista&#8221; do remo, no teu blog pões o dedo na ferida sobre muitos assuntos, quais são as reacções dos teus leitores e da comunidade do remo?<br />
CG</strong>: A essas perguntas só eles podem responder. Recebo alguns comentários, praticamente todos como anónimos. A grande maioria desses comentários são de concordância e reforçam as minhas preocupações e um ou outro discorda ou parte para o insulto fácil. É claro que os insultos não são aprovados. Servem para me divertir. Também já houve quem me ameaçasse mas como quem não deve não teme….</p>
<p><strong>LT: Como vês o remo nacional com tantas alterações aos regulamentos, o que trouxe de positivo e negativo?</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><strong><span style="font-weight: normal;"><strong>CG:</strong> Vejo com bastante apreensão. Não pelas alterações, porque essas nem foram assim tantas. Mas pelo espírito e pela forma com que são apresentadas, embora algumas delas sejam motivo de reflexão.</span></strong></span></strong></p>
<p>Aquando da maratona para alteração dos estatutos, ficou definido (legal ou ilegalmente, agora não interessa) que seria da responsabilidade da Direcção a apresentação dos Regulamentos mas que estes teriam que ser ratificados pela AG, bastando 25% dos votos presentes para os impugnar. Ora, se as decisões são tomadas sem a participação ou aprovação dos delegados, quando estes se vão manifestar, as decisões já foram implementadas. Aconteceu assim na última AG em que a Direcção da FPR criou um regulamento eleitoral que excluiu praticamente todos os agentes do Remo. Teve meia dúzia de delegados, o que implicou de imediato uma alteração ao regulamento.<br />
Considero que os últimos regulamentos apresentados têm alguns aspectos positivos, como a revisão do critério de pontuações para o ranking ou a alteração do regulamento do CN Fundo, mas também tem muitos aspectos negativos e de carácter duvidoso. Como exemplo, a proliferação de campeonatos nacionais, tendo sido criados ainda mais, tais como os CN Sprint para yolle ou o campeonato de juvenis em yollete. Pergunto: Quantos clubes tem ou participam neste tipo de embarcações? Por este ritmo, brevemente teremos os nacionais de barcos de Remo de turismo ou CN de Tanque de Remo.<br />
Outro exemplo a ser analisado diz respeito ao regulamento nacional de regatas que refere que um atleta inscrito com veterano só pode correr no Escalão de Veteranos. E se estiver inscrito em Seniores e tiver idade de veterano (mais de 27 anos). Pode correr em veteranos? O Remo deve ser a única modalidade que pretende impedir os veteranos de competir em seniores, o que não se percebe. Aceitam-se em competição de Seniores atletas que não sabem remar, com pouco mais de um ano de prática enquanto outros, com larga experiência e espírito competitivo, não são admitidos, quando deveria ser o contrário.<br />
Penso que todos estes regulamentos deviam ser revistos e apoiados por uma comissão composta pelos vários agentes da modalidade, mas não só os que rodeiam o poder. Continua a apostar-se no facilitismo e na generalização dos títulos de campeão nacional, o que considero mau para a modalidade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_2431" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/IMG_5954.jpg" rel="prettyPhoto[2428]"><img class="size-medium wp-image-2431" title="IMG_5954" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/IMG_5954-300x200.jpg" alt="A treinar no Douro" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">A treinar no Douro</p></div>
<p>LT: Em relação à área de formação da federação, o que está a correr bem e o que mudarias?<br />
CG:</strong> Em relação a esta área eu pergunto: está alguma coisa a correr bem?<br />
Vejo e ouço os formandos a queixar-se dos modelos e critérios de avaliação. Eu próprio senti o que era a formação, uma espécie de coutada onde se dão as aprovações (e quando se dão) por critérios muito pouco claros, sem um programa pedagógico ou temporal. Se alguém diz mal ou tem opinião contrária, chumba pela certa. Penso que é dos únicos sítios onde se reprova com mais de 75% de respostas correctas e sem hipótese de recurso ou consulta do teste.<br />
Vejo colegas com formação académica superior na área do desporto e da educação física, trabalhos apresentados sobre remo, anos de prática e presenças assíduas na selecção nacional a quem não lhes é conferido o título mais básico de treinador nem dada a oportunidade de prestarem uma prova de aferição.<br />
Desconfio que a necessidade de apresentar perante o IDP um “numerus clausus” de treinadores e de satisfazer alguns “favores” vai fazer com que tenhamos muito brevemente treinadores com níveis adquiridos administrativamente.<br />
A formação deve ser uma área onde os programas pedagógicos e temporais e os critérios de avaliação e aquisição de competências têm que estar perfeitamente claros e definidos. Tem que se começar por aí. Depois deviam ser estabelecidos protocolos com universidades e convidar professores e prelectores com reconhecidas competências e capacidades.<br />
Deveria estar aberta a todos. Aceito e concordo com o pagamento de uma jóia na inscrição, o pagamento de “propinas” mas nunca multando abusivamente porque não se entregou um relatório.</p>
<p><strong>LT: Como classificas o trabalho da federação?<br />
CG</strong>: É uma pergunta pertinente e de difícil resposta.<br />
Tem feito um excelente trabalho no relacionamento institucional com os Órgãos do Poder, assim como na procura de novas oportunidades e de novos parceiros. A presença do Campeonato da Europa em Portugal é um bom exemplo assim como os acordos com os organismos do Desporto Adaptado<br />
Tem falhado redondamente na relação com os clubes com tradição e vocação para a prática do Remo Olímpico. Não consegue unir a família do remo. Falha no apoio aos clubes e aos seus projectos. Pretende tratar por igual o que não é igual. Um ginásio não pode ser um clube de Remo.<br />
Tem uma atitude de prepotência e de arrogância perante os parceiros (do Remo, entenda-se). Veja-se, por exemplo, o ranking do ano passado onde vários clubes contestaram e impugnaram as Provas dos CN e a FPR fez disso letra morta. Tem sido a Lei do quero, posso e mando.</p>
<p><strong>LT: Estarias disponível para participar na Federação, se o desafio surgisse de uma equipa com a qual te identificasses?<br />
CG</strong>: É muito prematuro ou subjectivo dar esse tipo de resposta. Teria que conhecer bem o programa e analisar ainda melhor os prós e os contras. Nem sempre podemos fazer aquilo que queremos ou gostamos. Muito recentemente a minha actividade profissional limitava-me a participação no clube e no remo. Fazia um enorme esforço pessoal e financeiro só para estar presente nos treinos e junto dos miúdos, tendo tentado que outros colegas assumissem a gestão do equipamento e dos mais velhos.<br />
Somos um país de conformistas. Só nos mexemos quando a agua nos chega aos pés e não é fácil aceitar a mudança.<br />
Embora nunca tenha procurado qualquer protagonismo, sempre estive disponível para participar, conversar e dar todo o meu singelo contributo para que a modalidade progrida e tenha visibilidade.</p>
<p><strong>LT: Pareceu haver um clima de insatisfação bastante grande no seio dos clubes de remo mais activos, nas últimas eleições houve oportunidade para mudar mas essa mudança não ocorreu, na tua opinião a que se deveu o voto na continuidade?</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><strong>CG:</strong> Essa é uma das grandes críticas que faço à actual Direcção. Ela não foi legitimada pelo voto da maioria. Aliás, ainda estamos a aguardar o resultado judicial da impugnação das eleições.</span></strong></p>
<p>O voto da continuidade foi dado por elementos estranhos ao Remo e por jogadas muito pouco claras, como a não aceitação da APAR no processo eleitoral.<br />
Embora ache que por vezes, a democracia é a ditadura da maioria, neste caso estamos perante uma ditadura de uma minoria.</p>
<p><strong>LT: Qual a tua opinião em relação aos chamados &#8220;clube-fantasma&#8221;? Não será benéfico angariar mais entidades para o nosso desporto e divulgar a modalidade? Não nos podemos esquecer que um clube de remo não nasce de um dia <strong>para o outro</strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_2432" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://pas-na-agua.blogspot.com/2009/05/pirilampo-brilha-e-cdup-tambem.html"><img class="size-medium wp-image-2432" title="TreinoPirilampo" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/TreinoPirilampo-300x225.jpg" alt="Regata Pirilampo Mágico" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Regata Pirilampo Mágico</p></div>
<p></strong></p>
<p><strong>CG</strong>: Concordo com esse ponto de vista, desde que estes clubes não sirvam apenas interesses pontuais. O que tem acontecido, e tive a resposta no trabalho que apresentei no Congresso, é que esses clubes não existem ou não se dedicam ao Remo. Foram utilizadas as credenciais, obtidas sabe-se lá como, apenas para tentar legitimar posições contrárias à vontade dos restantes clubes.<br />
Esses e outros clubes em risco deviam ser objecto de um maior acompanhamento por parte dos elementos federativos, criar incentivos à sua participação, levar provas e torneios para as suas zonas de influência.<br />
Foram criados recentemente alguns clubes e nem actividade ainda apresentaram. É o caso de alguns clubes da ARDP. O CN Caldas de Aregos, o CF Pesqueirense ou até mesmo o Caça e Pesca do Alto Douro que são convidados para estarem presentes nas provas da ARDP e não se lhes conhece qualquer actividade ou mesmo resposta. Por outro lado, temos alguns clubes do sul do pais que vão tendo alguma actividade mas, por questões geográficas, não comparecem nas competições. Porque não estudar uma forma de incentivos a esses clubes para suportar os custos da localização. Vir do Algarve ou do Alentejo aos locais tradicionais do Remo não é fácil nem barato.</p>
<h2><strong>Selecção e Provas Internacionais</strong></h2>
<h3><strong><span style="color: #0000ff;"><em>&#8220;</em></span><span style="color: #0000ff;"><em>Julgam-se donos de toda a sabedoria e os resultados falam por si</em></span><span style="color: #0000ff;"><em>&#8220;</em></span></strong></h3>
<p><strong>LT: Os atletas que obtiveram os melhores resultados a representar as cores da selecção estão integrados num plano de trabalho que corre em paralelo em relação ao plano de trabalho da selecção. O que é que está mal no plano federativo que não é capaz de &#8220;produzir&#8221; atletas para representar o pais?</strong></p>
<p><strong>CG: </strong>Muito sinteticamente? Incompetência desta equipa técnica e por arrastamento do responsável que a suporta. Nem aproveitam aquilo que os clubes fazem de bom nem conseguem transmitir o que pretendem. Julgam-se donos de toda a sabedoria e os resultados falam por si. Se fosse noutra modalidade, gostaria de ver como seria. Atenção que esta crítica não tem nada de pessoal. Conheço as pessoas que lá estão e nada me move contra elas. Acredito que nos clubes até possam realizar excelentes trabalhos, mas na selecção, lidar com a elite, gerir personalidades, conflitos e expectativas, criar espírito de grupo e de selecção tem estado bem longe das suas características.<br />
Não é por qualquer motivo que muitos atletas se recusam a participar na “Selecção”.</p>
<p><strong>LT: A Federação tem representado bem a modalidade, tem feito os esforços necessários para captar mais atletas e desenvolver a base necessária para sustentar a participação em Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos? O que é que falta?</strong></p>
<p><strong>CG:</strong> Não. Fazer esforços não é apresentar muitos atletas ou tripulações. É criar condições para que os bons brilhem. Falta definir níveis de evolução, criar plataformas de avaliação que permitam aferir quem tem condições de estar presente aos mais altos níveis. Começar por ser exigente nos critérios de avaliação internos, com testes abertos em provas de água e de ginásio. Participar em regatas internacionais em Espanha, França ou Itália onde se possa avaliar o nível competitivo e o comportamento dos atletas.<br />
Como é que é possível abrir, por exemplo, 8 vagas para a selecção feminina e aparecem em competição 5. Estão todas convocadas. Isto é um exemplo real, entre outros. É este facilitismo que faz com que alguns dos atletas se esforcem pouco, seja na selecção ou mesmo nos clubes. Depois, como estão na selecção, vão directamente a Campeonatos e Taças do Mundo e são motivo de vergonhas. São os famosos barco-vassoura.<br />
E depois, aqueles que levam o Remo a sério e que até poderiam evoluir e brilhar, desistem, ficando os menos bons.<br />
Não são os atletas que tem a culpa pois acredito que muitos deles até se esforçam e dão o melhor de si. Quem tem culpa é quem lhes cria as expectativas e os envia para essas guerras.<br />
Para muitos dos clubes o importante é ter lá os seus meninos para justificar alguns apoios e isso também precisa de ser alterado.<br />
Pelo que vejo e conheço, temos muitos clubes com jovens com muito potencial. É preciso criar sinergias e planos de trabalho inter-clubes para que eles possam ganhar espírito de grupo e de sacrifício. Para que sintam que a Selecção não é para todos. É mesmo só para alguns. Os Melhores.</p>
<p><strong>LT: Este ano temos os olhos da Europa sobre Portugal, pelo Campeonato da Europa em Montemor e pelas prestações de Pedro Fraga e Nuno Mendes. Este Campeonato é uma oportunidade para dar experiência a mais remadores nacionais ou apenas deveriamos participar com equipas competitivas e que possam alcançar bons resultados?</strong></p>
<p><strong>CG:</strong> É uma boa pergunta. Na minha opinião, deveríamos tentar obter o equilíbrio. Constituir uma ou duas tripulações para ganhar ou estar na finais A, para além da nossa dupla olímpica e, aproveitando o facto de ser no nosso pais preparar alguns jovens para o futuro dando-lhes a oportunidade de competir ao mais alto nível, se calhar com outros menos jovens mas com muito valor e experiência. Mas atenção. Deveriam ser consultados os treinadores e os clubes desses atletas para conhecer o seu historial e expectativas, porque muitos deles não levam o Remo a sério. E, mesmo que sejam boas promessas, não vale a pena investir em quem não quer.<br />
Mas sinceramente, não acredito que estas sugestões sejam bem recebidas ou que se caminhe nesse sentido.</p>
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		<title>Entrevista com Vitor Sousa da APAR</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 22:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[APAR]]></category>
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		<description><![CDATA[O Laststroke falou recentemente com Vitor Sousa, Presidente da Associação Portuguesa de Arbitros de Remo (APAR), onde abordou algumas das recentes polémicas como as eleições para a Federação Portuguesa de Remo e os Campeonatos Nacionais. Também falamos sobre a relação entre arbitros e outros participantes da modalidade. Laststokre: O que levou os árbitros a fundarem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1293" title="arbitros-montemor" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/arbitros-montemor.jpg" alt="Arbitros em Montemor" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Arbitros em Montemor</p></div>
<p>O Laststroke falou recentemente com Vitor Sousa, Presidente da Associação Portuguesa de Arbitros de Remo (APAR), onde abordou algumas das recentes polémicas como as eleições para a Federação Portuguesa de Remo e os Campeonatos Nacionais. Também falamos sobre a relação entre arbitros e outros participantes da modalidade.</p>
<p><strong>Laststokre: O que levou os árbitros a fundarem a APAR?<br />
Vitor Sousa: </strong>Há alguns anos que os árbitros vinham a ser incentivados a constituir a sua Associação. Tendo-se constituído a Associação de Treinadores e de Remadores , era uma obrigação dos árbitros criarem a sua Associação para melhor participarem na vida da Federação de Remo.</p>
<p><strong>LT &#8211; Quantos árbitros existem em Portugal e quantos são sócios da APAR?<br />
VS -</strong> Não temos dados exactos quanto ao número de árbitros, porque a Direcção da FPR apesar de solicitada para o efeito não nos forneceu, mas serão cerca de 20 a 24. Os sócios fundadores foram 12.</p>
<p><strong>LT &#8211; O é que a associação se propõe a fazer para mudar o rumo do remo nacional? E o que acham que se deveria mudar?<br />
VS -</strong> Defender a elevação da organização de Regatas e exigir as melhores condições de igualdade de oportunidades para os atletas em competição.</p>
<p><strong>LT &#8211; As razões que alegam para terem cancelado os CN não se colocam em causa, mas porque é que só o fizeram agora e nunca tomaram esta atitude no passado?<br />
VS &#8211; </strong>Porque só o podíamos fazer enquanto colectivo e isso foi possível com a constituição da APAR. Por outro lado o facto da Direcção da Federação, apesar de solicitada pela APAR em Dezembro para integrar a mesma, ter bloqueado ilegalmente a nossa admissão, incentivou a nossa tomada de posição.</p>
<p><strong>LT &#8211; O que tem a dizer em relação ao passado fim-de-semana, a chamada da GNR, a ameaça aos atletas que treinaram, a presença de um único arbitro que não alinhou com a associação?<br />
VS &#8211; </strong>Foi mais uma manobra do Sr. Presidente da Federação para evitar a todo o custo a perda de mandato.</p>
<p><strong>LT &#8211; O que pretendem fazer em relação a este árbitro, era legal a sua presença nas regatas?<br />
VS &#8211; </strong>O árbitro presente ainda não é sócio da APAR e até agora não demonstrou efectivamente vontade de se tornar sócio. A sua presença na Regata era ilegal, pois comunicou ao Conselho Jurisdicional, único órgão competente da arbitragem, que não estaria presente por impossibilidade. Contudo compareceu. A APAR nada fará, porque não lhe compete. O Conselho de Arbitragem pode, se quiser, vir a fazer algo relativamente ao sucedido. Esclareço também que a nomeação do Presidente do Júri é da exclusiva responsabilidade do Presidente do Conselho de Arbitragem e nunca do Presidente da FPR como aconteceu.</p>
<p><strong>LT &#8211; O que tem a dizer sobre a atitude do presidente da federação que chamou voluntários, treinadores e outras pessoas sem formação nem conhecimento do código de regatas para arbitrar e quais as consequências que podem daí surgir?<br />
VS &#8211; </strong>Trata-se de mais uma irregularidade grave cometida pelo Sr. Presidente.</p>
<p><strong>LT &#8211; Está previsto no regulamento esta possibilidade?<br />
VS &#8211; </strong>Não está prevista essa possibilidade.</p>
<p><strong>LT &#8211; Houveram regatas, podem ser classificadas como nacional de Inverno ou necessita obrigatoriamente a presença dos árbitros para oficializar os campeonatos?<br />
VS &#8211; </strong>De acordo com o CNR o Júri tem de ser nomeado pela Conselho de Arbitragem e o Júri tem de ser constituído por árbitros. Assim, as provas efectuadas, se as houve não podem ser classificadas como Campeonato Nacional.</p>
<p><strong>LT &#8211; Que imagem pensa que os remadores têm dos árbitros? Pensaram nos atletas ao tomarem estas decisões?<br />
VS &#8211; </strong>Como dizemos no nosso comunicado, nós pensamos sobretudo nos atletas e nos amantes do Remo quando tomamos esta atitude. Pensamos que a prazo esta atitude trará vantagens a todos.</p>
<p><strong>LT &#8211; O que pensa fazer enquanto presidente da associação nas próximas regatas, vão continuar a não estarem presentes enquanto não forem reconhecidos como associação e enquanto não estiverem saldadas as dívidas da federação para com os árbitros?<br />
VS &#8211; </strong>Neste momento é a posição que defendemos.</p>
<p><strong>LT &#8211; Em termos de desenvolvimento da arbitragem em Portugal, considera que deverá haver mais e melhor formação de árbitros portugueses?<br />
VS &#8211; </strong>A Formação é importantíssima para qualquer função e para a arbitragem ainda mais importante. A formação que a FPR tem proporcionado aos árbitros Nacionais e Regionais nos últimos anos é nula.</p>
<p><strong>LT &#8211; Os remadores queixam-se muitas vezes da arbitragem das provas. Considera que existe falta de formação dos remadores nas regras de prova? E o que poderia ser feito para melhorar este aspecto e a relação atleta/arbitro?<br />
VS &#8211; </strong>Nota-se conhecimento insuficiente das regras da modalidade um pouco por todos os intervenientes na nossa modalidade e será muito útil que atletas, treinadores e dirigentes conheçam melhor as regras. A APAR está disponível para colaborar nesse sentido.</p>
<p><strong>LT &#8211; Não devia esta associação ter enviado mais cedo a sua proposta de sócio para a federação, precavendo o que se passou?<br />
VS &#8211; </strong>A APAR envioulogo de seguida, após a sua constituição, o pedido ao Presidente da A. Geral e à Direcção. Aparentemente a Direcção reteve o pedido dirigido ao Presidente da A. Geral quase 15 dias, que devolveu á Direcção da FPR, que até hoje nada fez.</p>
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		<title>&#8220;A esperança, está na lista de João Oliveira&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 16:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Eleicoes FPR 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[desporto]]></category>
		<category><![CDATA[jose lopes marques]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta altura de muita controversia e decisoes importantes para o Remo Nacional, o Laststroke falou com Jose Lopes Marques, que esteve presente no recente Campeonato Nacional de Veteranos em Montemor. Para quem nao o conhece, tem duplo motivo para ler esta entrevista. Laststroke: A sua vida tem sido sempre ligada ao desporto, quer como atleta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1093" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1093" title="Jose Lopes Marques" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/joselopesmarques-300x238.jpg" alt="Jose Lopes Marques" width="300" height="238" /><p class="wp-caption-text">Jose Lopes Marques</p></div>
<p>Nesta altura de muita controversia e decisoes importantes para o Remo Nacional, o Laststroke falou com Jose Lopes Marques, que esteve presente no recente Campeonato Nacional de Veteranos em Montemor. Para quem nao o conhece, tem duplo motivo para ler esta entrevista.</p>
<p><strong>Laststroke: A sua vida tem sido sempre ligada ao desporto, quer como atleta, dirigente, comentador ou como politico. O que o fez estar afastado das lides desportivas nestes últimos anos?</strong></p>
<p><strong>Lopes Marques: </strong>- Só uma pequena correcção a esta apresentação: Político não fui ! Fui, antes, &#8221; vizinho&#8221; dos ditos , já que trabalhei com muitos e muitos Governos . Em lugar disso, falta uma coisa de que me orgulho e não está lá: fui também técnico. De resto, o vosso &#8220;retrato&#8221; está quase completo.<br />
Antes de mais e antes de tudo, quero frisar que a síntese que irei fazer é muito contida. Faço-a apenas pelo Remo e não por mim. Fico, até, &#8221; nervoso&#8221; que pensem ser um exercício de vaidade. Não é !  É , antes, e tão só, uma maneira de &#8220;pôr na ordem&#8221; uns quantos aventureiros, ignorantes e atrevidos que, quando abrem a boca ou sai demagogia ou sai ridículo.<br />
As razões porque estive ( e estou) afastado, vão perceber-se mais á frente. Já lá vamos.</p>
<p><strong>LS : Esteve ligado ao remo e ao desporto em geral durante muitos anos, como foi o seu trajecto?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>A minha ligação  e o meu curriculum no Desporto é muito completo e multifacetado. Direi, até, que se no plano das especialidade há  curriculae  muito melhores que o meu, no plano da globalidade, em Portugal, ainda ninguém lá chegou: Fui atleta, fui técnico, fui professor, fui dirigente, fazendo tudo isto sempre ao mais alto nível.<br />
Embora tenha praticado, sido campeão e internacional noutras modalidades , É ao Remo onde me iniciei com 12 anos,  a quem  eu devo a formação da minha pessoa e o ponto de partida para um percurso que acabou por ultrapassar largamente as fronteiras da  modalidade.<br />
Será interessante, dar uma certa ordem cronológica às coisas, fazendo-o a partir do Remo:  Até aos meus 27 anos fui remador, campeão nacional, capitão de Selecções Nacionais, olímpico em Skiff. Nos finais de 74, com surpresa minha, fui chamado pela Junta de Salvação Nacional para integrar a Comissão Liquidatária da Mocidade Portuguesa, donde me resultou uma fantástica experiência. Fui eu que promovi a transição e a integração no&#8221; Universo Civil&#8221; de um impressionante  património, que ia de aviões a barcos, de pessoas (funcionários) a edifícios em todo o território.<br />
No caso do Remo, saíu das minhas mãos a afectação de instalações, de material e das actividades existentes em todo o País.<br />
Encaminhei as coisas de modo a chegarem, paulatinamente aos clubes, depois de um transição pela Direcção-Geral dos Desportos. Isso tanto para as actividades, entenda-se Escolas de Remo, como para as instalações. Por exemplo, o edifício onde ainda hoje está instalada a própria Federação, fui eu que fiz e sua afectação ao Remo.</p>
<p>Depois deste desempenho, fui convidado para ir para a Direcção-Geral dos Desportos.<br />
Aí comecei como coordenador do Plano Nacional de Desenvolvimento do Remo. Levámos o Remo ao interior, multiplicamos o número de Escolas. Lembro-me de enviar para os mais inesperados e recônditos sítios de Portugal, colaboradores inesquecíveis que tive:  João Oliveira, Vítor Domingos, António Amorim, Loureiro, etc, etc&#8230;.<br />
Simultaneamente, lançou-se um ambicioso projecto de cooperação internacional, trazendo a selecção Polaca para estagiar em Ferreira do Zêzere e aproveitando essa presença, par arrancar com um intenso e alargado plano de formação de quadros.</p>
<p>Depois, fui convidado para fundar e ser o primeiro Director do Instituto Nacional dos Desportos.  De seguida,  o Dr. Sá Carneiro, &#8220;contra ventos e marés &#8221; (porque eu não era político) foi buscar -me para Director-Geral dos Desportos, lugar que mantive durante muito tempo inclusive em Governos do Dr. Mário Soares. Por inerência, era também, o Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Fomento do Desporto e Administrador do Totobola.</p>
<p>Segue-se uma fase diferente, muito honrosa, ensinadora e relevante. Por vontade e eleição dos meus colegas europeus (note-se que na altura, Portugal  não estava na União Europeia, e não havia &#8220;aritméticas&#8221; políticas) sou eleito para o Comité Director do Desenvolvimento Desportivo do Conselho da Europa em Estrasburgo e, também, por eleição dos meus colegas, eleito Administrador do &#8220;Clearing House&#8221;, banco de dados do Conselho da Europa para as ciências do Desporto, sedeado em Bruxelas.</p>
<p>Curiosa e pouco conhecida, é a actividade diplomática que desenvolvi a seguir. Não sendo diplomata de carreira, fui escolhido e (ou) convidado para integrar missões diplomáticas de grande relevância e melindre, da Rússia aos Estados Unidos, da Índia ao Brasil, etc.etc. De algumas dessas missões guardo reserva, mas, por exemplo, integrei com o então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Prof. André Gonçalves Pereira, a primeira missão e o primeiro acordo com a Índia, celebrado em condições adversas e só muitos anos após a ocupação de Goa.</p>
<p>Talvez (não sei&#8230;) por tudo isto, venho a ser convidado especial da &#8221; Casa Branca&#8221; em nome do Presidente Ronald Reagan. Seguiram-se interessantes convites dentro dos Estados Unidos, Estive na fundação da U.S. Physical Fitness Academy em Indiannapolis, estive no interior da U.S-Air Force Academy em Colorado Spings e na U.S Naval Academy em Annapolis ,ou, ainda, na Universidade da Califórnia , São Francisco<br />
Por cá, em participações e ou funções mais diversas, fui membro do Conselho Consultivo de Lisboa 94-Capital Europeia da Cultura, Fui Vice-Presidente do Sporting, fui da Comissão Instaladora da Associação de Atletas Olímpicos de Portugal, sou membro da Academia Olímpica, etc&#8230;</p>
<p><strong>LS: Em relação ao remo, como começou e qual o seu ponto alto?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>O meu ponto alto no Remo são vários pontos altos. Por definição, um  ponto alto tem sempre qualquer coisa de emocional e de objectivo alcançado.<br />
Realço,  três  momentos:  Quando ao fim de anos e anos de esforço  entro como atleta no Estádio Olímpico . Quando, pela primeira vez sou Campeão Nacional. Quando pela primeira vez no mundo sou eu que ponho crianças cegas a remar ( e elas para acreditarem largam os remos para palpar a água do Tejo) !&#8230;.Quando vi esse trabalho traduzido no estrangeiro e louvado pela UNESCO.</p>
<p><strong>LS: O Congresso de Remo, presidido por si, embora pobre em apresentações, levantou algumas questões ao actual estado da modalidade.<br />
Como comenta o seu conteúdo e a não divulgação dos seus resultados?</strong></p>
<p><strong>LM:</strong> A &#8220;história &#8221; do Congresso do Remo, é um caso a todos os títulos lamentável. É um verdadeiro &#8220;case study&#8221; , que me deixou amargurado e desiludido .<br />
A minha posição em relação ao Remo é de afecto e disponibilidade para ajudar com boa-fé e sem preconcebidos, se a ajuda me for pedida e se eu estiver em Portugal<br />
O convite que me foi formulado para presidir ao Congresso foi por mim interpretado dessa maneira face à apresentação que me foi feita. Todavia, já em cima do Congresso, percebi que, afinal a realidade era bem outra.<br />
O propósito, era,  apenas e tão só, aproveitar o meu nome e direccionar as coisas para a mais estúpida e saloia manobra eleitoral. A isto adicionou-se, uma participação do Governo, totalmente ridícula, ignorante e abusiva, como se os participantes &#8211; homens do Remo e do Associativismo &#8211; fossem mendigos do governo ou atrasados mentais.<br />
Confesso, que equacionei varias vezes a hipótese de me vir embora . Mas, entendi, que pelos homens do Remo presentes, eles não mereciam isso.<br />
Julgo, que apesar de tudo, foi certo e prestei um serviço ao Remo.<br />
Pode perguntar-se, como e porquê se foi tudo tão medíocre ?<br />
Pela simples razão de que assim as contradições vieram ao de cima e o verniz estalou!<br />
Repare-se: Houve votações. Nessas votações, sem eu  esperar e sem o Presidente da Federação esperar, tive de exercer o meu voto de qualidade e fi-lo desalinhado com o voto federativo que assim perdeu as ditas votações.<br />
Findo o Congresso,  alertei o Presidente que queria assinar as Actas. Deixei passar 10 dias e por escrito fiz chegar à Federação essa insistência. Foi-me dada uma desculpa, que a feitura das Actas estava em preparação e não demoraria. Neste exacto momento, já passaram meses, há eleições à porta, mas,  Actas do Congresso, nada!&#8230;<br />
Estes são os factos, que sinto o dever de revelar em primeira-mão. Aqui ficam, até porque podem estar revestidos de alguma ilegalidade.</p>
<p><strong>LS: Sabemos que esteve no último fim-de-semana em Montemor, o que achou das condições da pista e toda esta polémica entre Federação e a associação dos árbitros?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>O último fim-de-semana em Montemor, merece também uma reflexão atenta e interdisciplinar.<br />
Procuro sempre nas minhas conclusões, não tomar a parte pelo todo. Por isso. a definição de uma tendência faço-a sempre após a soma das parcelas. Vejamos : Os atletas olímpicos e mais representativos, definiram (vide jornais) fortes críticas à Federação. Os Clubes de Remo mais representativos (vide posições recentes), definiram fortes críticas à Federação, Os Árbitros, (vide Montemor)  definiram fortes críticas à Federação, eu próprio,  que não estou ligado a nada e sou independente  (vide ponto anterior) defino fortes criticas à Federação. Ainda em Montemor, constatei uma outra coisa com um potencial de gravidade bem maior. Vi os verdadeiros  homens do Remo completamente inibidos de discutirem a problemática do desenvolvimento da modalidade, porque foram&#8221; encurralados &#8221; num espaço onde o que importa é organizar estafetas por Conservatórias , Notários , escritórios de juristas. Ora, da soma destas parcelas ,resulta qualquer coisa que não bate certo !&#8230;</p>
<p><strong>LS: Tendo sido uma regata para veteranos, ainda encontrou colegas do seu tempo de remador?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>Em Montemor, encontrei muitos amigos e colegas de selecções nacionais que é sempre muito gratificante rever. Não quero particularizar, mas pelo que de emocional tiverem algumas das vivências comuns. Fiquei muito feliz por reencontrar após muitos anos, o David do Fluvial, recordámos uma digressão no Brasil e uma certa aterragem de emergência com os bombeiros à nossa espera cá em Baixo !.. Com o Bóia, encontro-me mais vezes, mas aquele intenso dramatismo vivido na Aldeia Olímpica de Munique, após o ataque terrorista perpetrado do comando árabe, mantém-se nas nossa recordações .</p>
<p><strong>LS: Sendo um apaixonado pelo remo, como encara o actual estado do nosso desporto?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>A organização do Remo,  assenta hoje, por um lado,  num hábil manobrismo associativo, anti-natura e perigoso. E, por outro lado, num estúpido e ignorante modelo conceptual, ainda mais perigoso. Alguns clubes já perceberam. Outros não.<br />
Quando o efeito placebo passar, o Remo como modalidade que nós conhecemos e amamos já não existe, e a perda será irreversível. Teremos um sucedâneo do Remo que não é Remo, tal como o descafeinado é um sucedâneo do café mas não é café. Nessa altura, o Remo perde estatuto na Sociedade, perde alcance formativo, perde história, fica mais frágil do que já é.<br />
Em Caminha ou em Lisboa, para citar regiões de forte tradição mas com diferentes (e salutares) interpretações do Remo, os clubes ficarão subitamente a falar sozinhos&#8230;<br />
Este, é o único ponto em que eu não vou dizer tudo o que penso. Deixo, apenas este alerta. O resto,  a fundamentação que tenho,  fica reservada para a altura conveniente. Deus queira que não seja precisa. Mas se for, se os &#8220;sinos tocarem a rebate&#8221;, disponho-me a ajudar</p>
<p><strong>LS: O que espera destas eleições e qual o futuro que gostaria de ver no remo em Portugal?</strong></p>
<p><strong>LM: </strong>Qualquer resultado que deixe aos grandes e históricos clubes de Remo, aos Árbitros ou até aos melhores remadores um sabor amargo, será fatal. Aumentará o divisionismo,   e a ingovernabilidade. Se isto se verificar, ocorrerá um fenómeno  bem tipificado nestas circunstâncias (quase igual à teoria de Darwin) para a evolução e sobrevivência das espécies, ou seja, a adaptação, e a &#8221; fuga para a frente&#8221;. Ora, a fuga para a frente, será o Remo deixar de ser Remo</p>
<p><strong>LS: Estão na corrida para a Direcção da FPR duas listas com programas distintos.<br />
Qual o seu comentário a cada uma delas?<br />
LM:</strong> Quanto às listas em presença nas eleições, não é preciso falar muito. Uma não é nada, outra é a esperança.<br />
A esperança, está na lista de João Oliveira. É aqui que o Remo está e se pode rever . Como está a capacidade de gerar sinergias, de elevar o patamar dos interlocutores, de ter uma figura prestigiada ,  representativa e com prestígio na sociedade  portuguesa.</p>
<p><strong>LS: Como vê o panorama desportivo nacional (não só o remo), temos grandes valores e promessas em varias modalidades que nas alturas cruciais fraquejam, o que esta a falhar? </strong></p>
<p><strong>LM:</strong> O fracasso de certos atletas talentosos é um fenómeno universal, que sempre aconteceu e acontecerá, em todo o lado .Portugal, nesse exacto contexto, não foge à regra. O que se verifica,é que  esse contexto competitivo, tem a revesti-lo ,um contexto social e cultural , que no nosso País é muito pobre no que toca a mentalidades, e ao grau de exigência relativamente<br />
à generalidade dos dirigentes desportivos. Depois, e por contraste, em passado recente apareceu muito dinheiro. Ora, esta contradição entre a pobreza de mentalidades e de culturas e a súbita abundancia de dinheiro, criou um clima propício aquilo a que eu chamo a&#8221; invasão dos não desportistas&#8221;.Um novo -riquismo no dirigismo desportivo, que o torna arrogante, que não sabe falar com os atletas, que confunde e não destingue crescimento de desenvolvimento, e que por tudo isto deixa muitos atletas desamparados, levando-os ao insucesso.<br />
No desporto em Portugal ,cada vez mais o dirigismo desportivo está configurado num triângulo , onde em cada um dos lados encontramos. ou empresários que querem prosperar, ou aventureiros sem passado que se querem promover socialmente , ou gerontes que não largam os lugares e fazem dos mesmos um resistente reduto na sua 3ª idade .</p>
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		<title>Pirilampo Mágico chega ao remo</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 22:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carlos Gesta, responsável pela secção de remo do CDUP, é um dos elementos mais entusiastas e dinâmicos do remo na região do Porto. Tem demonstrado grande paixão e dedicação ao remo, principalmente aos mais jovens. No final do ano passado surgiu-lhe uma ideia de realizar uma regata-convivio, de 100 a 250m metros, onde seria possivel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_989" class="wp-caption alignleft" style="width: 222px"><img class="size-medium wp-image-989" title="pirilampomagico2008" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/pirilampomagico2008-212x300.jpg" alt="Pirilampo Mágico 2008" width="212" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pirilampo Mágico 2008</p></div>
<p>Carlos Gesta, responsável pela secção de remo do CDUP, é um dos elementos mais entusiastas e dinâmicos do remo na região do Porto. Tem demonstrado grande paixão e dedicação ao remo, principalmente aos mais jovens. No final do ano passado surgiu-lhe uma ideia de realizar uma regata-convivio, de 100 a 250m metros, onde seria possivel a crianças com deficiência intelectual participarem num evento de remo. A ideia já está em ante-projecto e a receptividade tem sido boa. Falámos um pouco com Carlos Gesta, para ficar a conhecer melhor este projecto.</p>
<p><strong>Laststroke: Como surgiu a ideia para este regata do “Pirilampo Mágico”?</strong><br />
<strong>Carlos Gesta:</strong> A ideia surgiu depois de ter sido abordado por uma pessoa amiga para trazer uma das filhas para o Remo. Obviamente disse que sim e, em conversa, confidenciou-me que tinha uma outra com Síndrome de Down. O tema andou à volta das poucas oportunidades de praticar desporto que é dado a estas crianças e daí ter surgido a ideia de contactar a CERCIGaia e apresentar a ideia de uma regata em boti-bota que foi logo acarinhada e incentivada.</p>
<p><strong>LT: Qual a receptividade das entidades oficiais para esta organização?</strong><br />
<strong>CG:</strong> Ainda estou na fase final de ante-projecto pelo que só agora começo a receber os apoios e a definir qual o melhor modelo a implementar. No entanto, quer a Junta de Freguesia do Canidelo, onde se situa a Baia de Sº Paio (Bico do Cabedelo da Afurada), quer a FENACERCI estão de muito entusiasmadas com a ideia e já apresentaram algumas sugestões de melhoramento e enriquecimento social da iniciativa. O apoio de algumas empresas tem sido medido pelo pedido de esclarecimentos e de que forma podem participar, o que será feito quando o projecto estiver concluído.</p>
<p><strong>LT: </strong><strong>Esta regata é uma prova para um ano, como aconteceu com o “Remo Indoor Escolas” ou é para ter continuidade?</strong><br />
<strong>CG: </strong>A minha ideia sempre foi criar iniciativas que tenham continuidade. Aproveitando da minha ocupação profissional na época, fui o mentor da primeira regata de 500 metros em sistema de eliminatória que se fez em Portugal, (Regata 5º Aniversário Continente) que contou com o esforço e empenho do CDUP e do Luís Faria em especial e que tanto sucesso teve e no ano passado do I torneio Inter-Escolas em Remo Indoor. Acontece que estas iniciativas dão muito trabalho e tem alguns custos pelo que fica sempre a porta aberta para as entidades competentes ( FPR, Associações,…) agarrem as ideias e lhes dêem continuidade.<br />
Como no ano passado pertencia à APELGA (Ass. Pais Escola Sec. Almeida Garrett), o torneio foi inserido no seu plano de actividades e contou com o seu contributo, em especial na definição do local da final e na atribuição dos prémios. A DREN e a Gaianima foram igualmente importantes parceiros no apoio logístico. Este ano já fui abordado ainda que informalmente, pela Gaianima para o repetir, mas o CDUP, por si só, não tem condições de o assumir pelo que ainda está aberta a possibilidade de o voltar a realizar. Surjam os apoios.</p>
<p><strong>LT: </strong><strong>Visto haver já o interesse de outros clubes em apoiar esta iniciativa, quer dizer que esta vai ser uma regata a realizar em vários locais do país ?</strong><br />
<strong>CG: </strong>Não posso fazer uma afirmação dessas nem tirar essa conclusão. A ideia é realizar, este ano, um evento que seja um sucesso para os intervenientes e fundamentalmente uma oportunidade de divulgar a modalidade e as suas potencialidades. Quanto maior for o seu impacto maior a probabilidade de o estender a outras zonas do pais embora ache que o local que está pré-definido seja excelente e reúna todas as condições para que se possa introduzir anualmente no calendário da Campanha do “Pirilampo Mágico” esta iniciativa.</p>
<p><strong>LT: </strong><strong>Os clubes estarão preparados para dar continuidade a esta ideia, existem estruturas, material e pessoal preparado para trabalhar com estes jovens?</strong><br />
<strong>CG: </strong>Sinceramente, acho que não. Mas tem que se começar por algum lado.<br />
Costumo dizer que caminho começado é meio caminho andado.<br />
A filosofia portuguesa é do improviso e do desenrasca. Sei que alguns clubes tem uma preocupação muito grande com esta população mas os apoios são poucos ou nenhuns. Se não se alerta para estes problemas, a situação ainda é pior. É preciso que as entidades responsáveis apoiem os clubes e lhes proporcionem condições de prestar o seu papel social. O custo de relvar um campo de futebol é mais do que suficiente para dotar os todos os clubes de barcos próprios para estes jovens.</p>
<p><strong>LT: </strong><strong>Qual o feed back da federação e do seu sector remo sem limites a esta ideia?</strong><br />
<strong>CG: </strong>Ainda não tive qualquer feedback por parte da FPR mas também ainda não fiz qualquer abordagem. Como estamos nesta fase eleitoral, não quis criar engulhos no processo eleitoral. Depois do dia 21 será apresentado o projecto e depois se verá qual será a receptividade e o apoio, independentemente do candidato vencedor.<br />
Uma coisa é certa: este tipo de iniciativas não pode ser visto como uma forma de financiar a FPR. Ela tem ou terá que assumir a sua responsabilidade social e os custos inerentes.</p>
<p><strong>LT: </strong><strong>Qual poderá ser o retorno desta iniciativa para o remo nacional?</strong><br />
<strong>CG: </strong>Muito grande. Vai ser criada uma montra da modalidade e das suas potencialidades. A difusão mediática será grande e aquilo que se espera que seja a mecânica e funcionamento do evento vão movimentar alguns milhares de pessoas que terão um contacto directo com o remo e com os clubes presentes, seja na vertente náutica e de competição seja na de lazer. Será igualmente uma oportunidade de se fazer captação de futuros adeptos da modalidade.</p>
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		<title>Entrevista a João Oliveira</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 14:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleicoes FPR 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[FPR]]></category>
		<category><![CDATA[joão oliveira]]></category>

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		<description><![CDATA[Falámos com João Oliveira, que lidera a lista Devolver o Remo aos Clubes e se propõe disputar a liderança da FPR. Deixou-nos sua visão e da lista que encabeça, sobre o que se deverá mudar no Remo em Portugal e o que se pode fazer para melhorar o desporto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/joaooliveira-lt.jpg" rel="prettyPhoto[783]"><img class="alignleft size-medium wp-image-895" title="joaooliveira-lt" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/joaooliveira-lt-286x300.jpg" alt="joaooliveira-lt" width="286" height="300" /></a>Como começou a sua ligação ao remo? </strong></p>
<p>Aprendi a remar com treze anos, na Mocidade Portuguesa. Em Lisboa, havia remo escolar, com aulas e treinos regulares e frequentes e disputadíssimas competições inter-escolas, em yolles. Eu remava pelo meu liceu, o Pedro Nunes, e treinávamos o ano inteiro, com enorme aplicação, na mira do troféu principal. Aprendemos muito cedo o que significa fazer parte de uma tripulação e o que é partilhar objectivos competitivos com vários companheiros.<br />
Mais tarde, federei-me pelo Clube Ferroviário de Portugal, competindo durante muitos anos, ao mesmo tempo que ensinava na Escola de Remo de Lisboa da Direcção Geral dos Desportos e treinava tripulações do Clube.<br />
Fui colaborador regular sobre Remo em diversos jornais nacionais e na RDP durante 14 anos. Fiz parte de uma Direcção federativa (1978-81). Ultimamente, tenho participado em regatas de veteranos (e, por vezes, em ”absolutos”), sempre pelo Ferroviário.</p>
<p><strong>O Remo em Portugal não atravessa os melhores momentos, pelo menos em termos associativos e federativos. O que pensa da actual situação e quais as motivações que o levam a candidatar-se à presidência da FPR?</strong></p>
<p>O desenvolvimento do Remo nos últimos anos tem estado longe de corresponder às potencialidades que hoje em dia encerra como modalidade de ar livre, multifacetada, atraente para múltiplos tipos de praticantes.<br />
O empenho e a concentração de muitos remadores, técnicos e dirigentes na procura de rendimento competitivo têm saído defraudados no que toca a resultados na representação nacional.<br />
A forma como a actual direcção conduziu a FPR descontentou a grande maioria dos clubes e os agentes individuais da modalidade, mantendo muita da melhor gente do Remo afastada de qualquer contribuição, a nível federativo, para o desenvolvimento do nosso desporto.<br />
O caminho do desentendimento entre a Federação e o Remo precisa de ser substituído por uma via de entendimento fértil.<br />
Numa união de pontos de vista e de vontades como não me lembro no Remo português, um grupo crescente de pessoas oriundas de clubes de Norte a Sul empenhou-se em promover essa mudança de caminho e instou-me persistentemente para que o acompanhasse na candidatura aos corpos sociais da FPR.<br />
Reconheci que nessa plêiade de elementos com provas dadas na competição nacional e internacional, no exercício técnico e na gestão de colectividades e da própria Federação, está representada a vontade de uma enorme maioria dos clubes “que remam”.<br />
As colectividades que, ao longo dos anos, mais me habituei a respeitar, pela sua actividade desportiva e associativa, estão quase todas unidas no movimento que se gerou para mudar a Federação.<br />
Tornou-se-me claro que o Remo não poderia desperdiçar esta manifestação de disponibilidade para unir e catalisar capacidades dispersas, por parte de quem vive a modalidade vibrantemente.<br />
Por isso aceitei o seu desafio, concordando que, com um passado no Remo, que já é longo e sem conflitos, talvez possa ajudar neste esforço de aproximar a Federação e os clubes. Não nego que também me atrai a perspectiva de integrar uma “tripulação” federativa motivada, competente e com objectivos bem definidos. Contudo, talvez o que mais pesa nesta decisão seja … a dívida de gratidão para com o Remo pelo que contribuiu para a minha educação desde há quarenta anos.</p>
<p><strong>Que feitos positivos efectuou a presente direcção da FPR? </strong></p>
<p>Tenho a noção de que a presente direcção privilegiou na sua acção um posicionamento regulamentador, muito empenhada em fazer cumprir as regras que têm sido elaboradas para a administração do desporto em geral.<br />
Em matéria de desenvolvimento, procurou principalmente exteriorizar a imagem de participar em grandes projectos que transcendem o Remo.<br />
Claro que as leis são para se cumprir e o Remo só tem a ganhar com o adiantamento do trabalho de organização interna que para tal seja necessário.<br />
Por outro lado, o Remo não deve alhear-se de projectos em que possa participar com benefício, pelo que penso que a Federação fez bem em não se omitir de parcerias que a tal possam conduzir.<br />
Contudo, quer-me parecer que, actuando deste modo, teve dificuldades graves no relacionamento com o “interior” do Remo. Terá, talvez, aparecido demasiado no papel do “intermediário” que impõe ao Remo ditames gerados noutras instâncias, sem cuidar de compreender os sentimentos e as necessidades dos clubes. Quando assim é, mesmo a eventual bondade das iniciativas de que é portadora sai prejudicada pelas reacções que se desencadeiam.</p>
<p><strong>O que poderá trazer de novo para o Remo em Portugal? </strong></p>
<p>A nossa eleição vai “Devolver o Remo aos Clubes”.<br />
Este nosso lema não é um mero “slogan” eleitoral e a sua concretização significará um novo relacionamento da Federação com os clubes e com as associações regionais e de classe.<br />
Passará a haver mais trabalho da Federação com as pessoas dos clubes e das associações, mais transparência, mais sinceridade e mais harmonia.<br />
É que a Federação não se torna indispensável pela habilidade em fazer cumprir regulamentos. A Federação é indispensável a trabalhar com os clubes para que estes consigam, em conjunto, fazer as coisas inacessíveis a cada um separadamente. O trabalho da FPR é criar sinergismos, é fazer desabrochar potencialidades.<br />
Deste modo, estou convicto de que, entre vários benefícios, traremos ao Remo a possibilidade material e organizativa de os clubes desempenharem melhor os seus papéis educativo e social; trará a capacidade de criar novos pólos de interesse para os que já remam e para a captação de novos praticantes; trará a intensificação da prática de modalidades de Remo que tirem partido da actual apetência para os desportos de ar livre, como o Remo no mar, os longos percursos em lagos e descidas de rios, o Remo associado ao turismo cultural; trará a melhoria do nível do enquadramento técnico; trará um ambiente mais propício à subida do nível competitivo das nossas representações externas.</p>
<p><strong>Sabemos que nos últimos anos tem treinado e competido em provas nacionais pelo CFP (Ferroviário). Acha que manter a sua actividade como atleta poderá ajudar a entender melhor as necessidades e posições destes?</strong></p>
<p>Sem dúvida.<br />
Ajuda a preservar a ligação ao que é essencial para os praticantes: material, planos de água, acessos, alojamentos convenientes, etc., etc.<br />
Enquanto nos mantemos confrontados directamente com essas coisas, valorizamo-las. Quando nos restringimos ao conforto da secretaria, pomo-nos a jeito para começar a achar que as preferências de quem rema são caprichos.<br />
Além disso, remar é essencial para mantermos a humildade no reconhecimento dos nossos limites. Se certos dirigentes remassem, haveria muito menos arrogância e prepotência no Remo português.</p>
<p><strong>Um Presidente é um líder de uma associação, que comanda uma estrutura onde cada um tem o seu papel. Qual o principal papel do Presidente da FPR? </strong></p>
<p>O Presidente tem funções representativas que não pode descurar nem alienar, sob pena de cavar o desprestígio da modalidade e das colectividades e pessoas representadas.<br />
Contudo, o Presidente tem, sobretudo, de ser um fiel da conformidade do trabalho federativo com as respectivas definições estratégicas. Para tal, precisa de dinamizar e coordenar com estreita proximidade a equipa federativa.<br />
Como referi, a candidatura “Devolver o Remo aos Clubes” já mostrou que sabe funcionar como uma tripulação.<br />
Connosco o Presidente não será um líder unipessoal. Haverá delegação de competências, pelouros, enquadramento por membros dos diversos corpos sociais do trabalho de comissões (que iremos constituir com os clubes e associações para abordar diversas questões do Remo).<br />
Com esta forma de funcionar, a Federação verá muito aumentada a sua capacidade de intervenção.<br />
Com a nossa eleição, o Remo deixará de ter a sua Federação manietada pela centralização na figura de um Presidente rodeado de vazio.</p>
<p><strong>Quais os 3 pontos que considera como mais cruciais nas suas estratégias para as diferentes vertentes de remo de Formação, Lazer e Competição?</strong></p>
<p>Entendendo por remo de “formação” o que diz respeito à iniciação de novos praticantes, começo por salientar que a angariação de uma nova e alargada base de praticantes é um dos nossos objectivos estratégicos. Para tal, são pontos mais importantes a existência de frotas adequadas (barcos de ensino, yolles, etc), instalações condignas (muitos clubes necessitam de ajuda para melhorar os seus postos náuticos) e treinadores capacitados para a captação e fixação de praticantes em iniciação, geralmente jovens.</p>
<p>No que respeita ao Remo de lazer, são pontos importantes a criação de um circuito nacional de Remo de turismo, o apoio à recuperação de embarcações com essa finalidade, a integração do equipamento para o Remo de turismo e de lazer nos programas de apetrechamento participados pela FPR.</p>
<p>Para a competição, torna-se fulcral que o calendário seja adaptado aos calendários escolares e que as regatas regionais se articulem com os objectivos nacionais e internacionais, tanto em número como na contribuição para a selecção de remadores para as provas de representação regional (substituindo testes de selecção regional); que o número de regatas seja optimizado, isto é, que se coordenem as organizações de modo a que não se mantenha a actual proliferação de provas que acaba por abastardar o espírito competitivo e degradar o nível de cada uma delas (aquilo que, na nossa candidatura, designamos por fazer menos regatas mas melhores regatas).</p>
<p><strong>A selecção e Portugal deverão ter um modelo técnico, tendo esse modelo de ser adoptado pelos clubes?</strong><br />
De facto, pode considerar-se que, hoje em dia, muito do acervo técnico que foi desenvolvido graças aos trabalhos de técnicos e cientistas da fisiologia do esforço, da biomecânica, etc. constitui um modelo. Ou seja, um conjunto de conceitos e de formas de fazer, em grande medida já optimizados. Portanto, esse modelo ou, pelo menos, partes dele ganham em serem disseminados com uma certa dose de homogeneidade.<br />
De resto, na “fluência” que é indispensável para manter a continuidade dos trabalhos, com os mesmos remadores, entre os clubes e a selecção, há inúmeras vantagens em que o dito modelo seja uniforme.<br />
Todavia, se não houver variação não há inovação, não há progresso. Mesmo que a variação arrisque alguns erros, é preciso estimulá-la para continuar a garantir a evolução.<br />
Cá está um bom assunto para que a Federação, por intermédio da sua Direcção Técnica, exerça um judicioso papel simultaneamente regulador e fertilizador da actividade original dos clubes.</p>
<p><strong>Qual o plano desta FPR para a alta-competicao? Manter um grupo aberto durante todo o ciclo olímpico, onde ninguém tem lugar garantido? Ou isso é estratégia da responsabilidade do Director Desportivo?</strong></p>
<p>O Remo português tem experimentado várias maneiras de formar a sua Selecção e há sempre opiniões a favor e contra.<br />
Esta é uma matéria em que responsabilidade das decisões caberá à Direcção da Federação. A formação da opinião directiva não deixará, contudo, de se fundamentar nos contributos de técnicos, remadores e clubes e, é claro, no aconselhamento pelo Director Técnico Nacional, que será valorizado com o devido peso (esta é uma das competências inerentes à sua função).<br />
Por isso, seria prematuro declarar já uma forma definitiva. Mesmo assim, posso avançar dois pontos constantes do manifesto de candidatura e já resultantes de um consenso das nossas opiniões com muitas que temos recolhido.<br />
São eles que o acesso à Selecção Nacional deverá ser em regime aberto, com vários momentos de avaliação e em competição e confronto com outros candidatos e que deverá haver patamares de progressão, em que o sucesso num patamar seja um factor essencial e indispensável para a progressão para o patamar seguinte.</p>
<p><strong>E como será o Corpo Técnico e a política da selecção nacional? Irá manter-se ou haverá alterações?</strong></p>
<p>Tal como também consta do nosso manifesto, iremos colocar como condições fundamentais de para o funcionamento do corpo técnico que trabalhe em diálogo constante com as equipas técnicas dos clubes de origem dos remadores, que seja transparente, coerente e homogéneo no emprego dos critérios de selecção e que assuma claramente a responsabilidade pelos resultados.</p>
<p><strong>A formação de treinadores pela FPR tem sido alvo de algumas criticas. Conhece o modelo de formação e considera adequado? Não deveria haver maior aposta na formação dos treinadores portugueses?</strong></p>
<p>O processo de formação de treinadores tem sido do tipo &#8220;certificador de competências&#8221; por níveis, seguindo um paradigma profissionalizante. O modelo de transmissão de conhecimentos tem exigido a expressão das competências segundo a mais estrita fidelidade a directivas e cânones que, muitas vezes, estão desviados da realidade.<br />
Por outro lado, pode-se alegar falta de informação e/ou transparência de alguns processos e lamentar o encerramento progressivo e obstinado em si própria, com resultados práticos muito limitados.<br />
Não tenho qualquer dúvida de que aprioridade terá de ser para valorizar os treinadores portugueses, que serão sempre a base da actividade nacional, os fazedores da cultura técnica do remo nacional.<br />
O sector carece de óbvias mudanças e permito-me mencionar que no nosso manifesto de candidatura se contêm numerosas propostas bem fundamentadas capazes de promover essa mudança.</p>
<p><strong>Se vencer as eleições terá de continuar alguns projectos da actual direcção. Qual a sua opinião sobre a organização do Europeu de 2010 e o Centro de Alto Rendimento no Pocinho? </strong></p>
<p>Que fique claro desde já que a nossa eleição não deixará de significar o cumprimento de todos os acordos institucionais que tenham sido firmados pelo anterior executivo.<br />
Da nossa parte, tudo faremos para levar a cabo a organização do Europeu de 2010. Mas convém não esquecer que, neste como noutros projectos, a FPR não é o único nem provavelmente o parceiro mais determinante.<br />
No que respeita ao CAR do Pocinho, acho muito interessantes que se criem factores de acolhimento para aproveitar as condições do plano de água. Será mais uma possibilidade para o Remo nacional e internacional. Do meu ponto de vista, quantos mais locais deste género, melhor.<br />
O que não pode acontecer é que o Remo seja “tiranizado” pelo facto de existir um centro de alto rendimento no Pocinho. O próprio sucesso do CAR do Pocinho depende da explicação, ao Remo nacional, das vantagens de o utilizar quando adequado e não da criação de uma obrigação de para lá ir, que me parece que foi o que aconteceu até agora. Quando assim é, a criação de “anticorpos” é inevitável e a única coisa que se consegue é ganhar a antipatia do Remo para com o Pocinho. Julgo que é isso que a actual Direcção federativa tem conseguido.</p>
<p><strong>Depois do Europeu de 2010 Portugal tem potencialidade e capacidade para organizar um CM?</strong></p>
<p>Primeiro, vamos lá a organizar o Europeu. O resto, depois se verá.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião sobre o Laststroke? E que importância e posição considera ter no remo em Portugal?</strong></p>
<p>Graficamente muito agradável. Incompreensivelmente actualizado (é que, para mim, é um mistério como conseguem estar tão “em cima” dos acontecimentos. O vosso staff deve ser enorme…).<br />
Actualmente, é, sem dúvida, o blogue que melhor serve o Remo Português.</p>
<p>Leia o <a href="http://www.laststroke.com/files/DEVOLVER_O_REMO_AOS_CLUBES.pdf" target="_blank">Manifesto da lista Devolver o Remo aos Clubes</a> e visite o <a title="Devolver o Remo aos Clubes" href="http://www.nosremamos.com" target="_blank">site da campanha</a>.</p>
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		<title>Entrevista a António Rascão Marques</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 14:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevistámos António Rascão Marques, actual presidente de FPR, que se recandidata à presidência da Federação. Propoe-se a continuar o projecto que iniciou e melhorar o que considera não ter corrido bem no actual mandato. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></p>
<div id="attachment_901" class="wp-caption alignleft" style="width: 256px"><strong><a href="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/rascaomarques-lt.jpg" rel="prettyPhoto[781]"><img class="size-full wp-image-901" title="Rascão Marques" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/rascaomarques-lt.jpg" alt="Rascão Marques" width="246" height="291" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Rascão Marques</p></div>
<p>Como começou a sua ligação ao remo? </strong></p>
<p>A minha ligação ao remo, começou com a influência dos meus pais e do meu avô materno, pois todos foram remadores, campeões nacionais na sua época, treinadores e dirigentes de clubes, quer em Portugal, quer em Angola.<br />
A minha primeira regata foi feita com 11 anos de idade, em 1966 nos Jogos Luso Brasileiros, no Lobito &#8211; Angola, onde venci como timoneiro de um yolle 4 sénior, tendo-me tornado na época o campeão mais jovem do remo português.</p>
<p><strong>O Remo em Portugal não atravessa os melhores momentos, pelo menos em termos associativos e federativos. O que pensa da actual situação e quais as motivações que o levam a recandidatar-se à presidência da FPR? </strong></p>
<p>Não acho que a pergunta esteja bem feita, mas vou responder na perspectiva em que vejo a questão.<br />
Quando se fala em termos associativos, penso que se significa os clubes e as Associações Regionais.<br />
Não vejo que a situação dos clubes seja diferente do que foi no passado, e mesmo num passado longínquo. Todos os clubes passam por momentos bons e maus, ao longo da sua existência, e existem vários factores que contribuem, tais como falta de dirigentes dinâmicos, falta de financiamento, ou devido à situação do país, ou porque a autarquia não está virada para apoiar o desporto investindo noutras áreas, ou porque existem falta de remadores, etc. Estes são alguns dos problemas que encontramos nos clubes. Muitos dos nossos clubes continuam numa dinâmica de subsídio dependência, e infelizmente esta é uma situação que tende a acabar, ou pelo menos a mudar. Hoje ninguém dá nada, sem ter algo em troca. E os dirigentes dos clubes têm que ver a gestão dos mesmos, por outro prisma. Eu sei que as pessoas não são profissionais do desporto, mas então o clube terá que ter pessoal executivo que o faça, segundo as orientações das suas direcções, e têm-se que abrir a todas as formas de desporto, a vários públicos alvos, virados para a sociedade, pois só assim sobreviverão. Os clubes que pensarem só em competição estão condenados ao fracasso.<br />
Quanto às Associações Regionais, e no caso do remo, o problema é diferente.<br />
As Associações Regionais foram criadas pelos clubes, para haver uma dinâmica diferente na gestão do remo em cada região, uma maior optimização dos recursos materiais e humanos, e a abertura de processos de maior desenvolvimento em cada zona. O que é que aconteceu:<br />
As AR praticamente a única coisa que fizeram foram organizar regatas, sendo esta uma forma camuflada de os clubes as deixarem de organizar, e através de verbas dadas pela federação, terem essas regatas sem custos para eles. No princípio as coisas nesta área até resultaram bem, mas ao longo dos anos o nível tem vindo a baixar, até porque em muitos casos há cansaço dos dirigentes das AR, que estão em funções há muitos anos, muitas vezes já desmotivados. Muitos desses dirigentes são dirigentes de clubes, também. E a acrescentar a isto, nunca foi grande preocupação dos dirigentes das AR, procurarem outras formas de financiamento, que não as verbas que vêm da federação, salvo raras excepções, e as mesmas não chegam para aquilo que possivelmente alguns dirigentes gostariam de fazer. E por último, na minha perspectiva não se justifica haver 5 associações regionais no remo português. Mas quem decide se as associações devem acabar ou não são os clubes<br />
Quanto às minhas motivações para continuar à frente da FPR, são várias e simples:</p>
<p>1.	Gosto do remo, faço-o por paixão e gostaria de acabar um projecto que comecei e que gostava de deixar consolidado nalgumas áreas.<br />
2.	Há projectos que têm que ser seguidos até ao fim, como os centros de alto rendimento, o campeonato da Europa, os programas do QREN, que em associação com várias câmaras municipais, fará o remo beneficiar desses investimentos.<br />
3.	O pedido de várias pessoas do remo e de outros organismos desportivos, para que continuasse na federação pelo menos para mais um mandato.<br />
4.	O apoio da família para continuar.</p>
<p><strong>Que feitos positivos efectuou a sua direcção da FPR? </strong></p>
<p>Foram vários:</p>
<p>1.	Dotar a FPR dos meios materiais para poder executar a sua tarefa. Foram investidos cerca de 400.000€ em todas as áreas, desde AC, Departamento Médico, Remo Sem Limites, Departamento Administrativo, Formação, Informática, Associações Regionais. A FPR não tinha nada de material actualizado nas suas diversas vertentes.<br />
2.	Dotar a FPR de infra-estruturas como a construção dos centros de Alto Rendimento, e início da construção de outras pistas de remo em zonas do país onde não existem, tais como Odemira e Ponte de Lima.<br />
3.	A reforma do quadro competitivo, que embora seja atacado pelos dirigentes, temos a certeza de que agrada à maioria dos remadores, pois foi a forma dos mesmos terem mais competição a nível nacional, e na distância olímpica. Também foi a forma legal encontrada para financiar mais os clubes.<br />
4.	Maior visibilidade da modalidade, não só com o aumento de magazines a passar em vários canais de televisão, assim como mais notícias nos jornais, e também mais entrevistas de gente ligada ao remo.<br />
5.	Presença da FPR em todos os organismos nacionais e internacionais, ligados ao remo e não só, passando a nossa modalidade a participar nas decisões que interessam a todos os desportos, e não estarmos sempre numa posição de aceitarmos o que os outros decidem.<br />
6.	Mais ligação com a tutela, fazendo-a ver as nossas necessidades. E se mais não foi feito, foi porque não houve tempo e não foi possível atacar todos os sectores.<br />
7.	A conquista da candidatura ao Campeonato da Europa em 2010 e da Coupe em 2012, em Montemor-o-Velho.<br />
8.	A participação nos JO e JPA.<br />
9.	O aumento de remadores federados.</p>
<p><strong>O que poderá fazer num próximo mandato que não fez no actual? </strong></p>
<p>1.	Concluir o que ainda não se acabou, como por exemplo os CAR e o resto das infra-estruturas,<br />
2.	A questão da sede, onde temos que tomar uma decisão, pois as condições de trabalho cada vez se degradam mais,<br />
3.	Melhorar o que está mal no quadro competitivo,<br />
4.	Mais Remo sem Limites, em todas as suas vertentes,<br />
5.	Melhores resultados na Alta Competição, e mais apoio aos remadores inseridos na mesma,<br />
6.	Mais remadores federados, não esquecendo que neste ciclo olímpico aumentámos o número em 22%, sem ressuscitarmos os mortos como já foi feito no passado,<br />
7.	Tentar trazer para 2012 o Campeonato do Mundo Sub 23,<br />
8.	Tentar ajudar os clubes com novas formas de financiamento, através de programas comunitários,<br />
9.	Melhorar toda a arbitragem da nossa modalidade,<br />
10.	Abrir a Formação a sectores que têm tido menos acções,<br />
11.	Continuar a posicionar gente do remo em organismos onde se decidem os temas do desporto nacional e internacional.</p>
<p><strong>Se pudesse voltar atrás o que mudaria neste seu mandato que agora termina?</strong></p>
<p>Mudaria algumas pessoas que convidei para a minha lista que pouco ajudaram, algumas até complicaram, e teria dado menos confiança a pessoas que pensava serem minhas amigas, e que foram uma desilusão. Abomino a hipocrisia, a traição e a falsidade.</p>
<p><strong>Um Presidente é um líder de uma associação, que comanda uma estrutura onde cada um tem o seu papel. Qual o principal papel do Presidente da FPR? </strong></p>
<p>O Presidente da Federação tem que ser o garante da unidade da modalidade, tem que defender todos de igual maneira, e não entrar nos jogos de influências, para favorecer só alguns, tem que defender os mais pequenos, tem que se responsabilizar pelas coisas boas e más que aconteçam, tem que defender aqueles que trabalham com ele, sejam os profissionais, sejam os benévolos, assumindo sempre as culpas das coisas que corram menos bem, mesmo quando não seja o responsável directo.<br />
Tem que participar no máximo de acções, seja dos organismos oficiais, seja dos clubes e associações, tem que dizer sempre “O REMO ESTÁ AQUI MEUS SENHORES”, mesmo que isso lhe acarrete sacrifícios pessoais.<br />
Tem que saber ouvir, mas tem que ter coragem para decidir, mesmo que isso não agrade a gregos e troianos.<br />
E esta função penso que a cumpri. O que não aceito é que hajam dirigentes, treinadores e atletas, que por terem divergências de opiniões, enveredem pelo caminho do insulto, da mentira e do deita abaixo.<br />
Eu estou no remo por paixão. Não preciso do remo para viver, tenho o meu trabalho, e socialmente antes de já estar neste lugar, já tinha os meus conhecimentos e a minha vida social. O remo só me deu a hipótese de conhecer outras gentes e outros locais, sobretudo pistas de remo, hotéis e aeroportos.<br />
Não estou no desporto para arranjar inimigos. Gosto mais de umas pessoas do que outras, mas respeito todas aquelas que trabalham para a modalidade com desinteresse, aquelas que nunca põem os seus interesses pessoais acima do interesse nacional. E infelizmente também na nossa modalidade temos gente que não pensa assim.</p>
<p><strong>Quais os 3 pontos que considera como mais cruciais nas suas estratégias para as diferentes vertentes de remo de Formação, Lazer e Competição?</strong></p>
<p>No remo de formação, devíamos criar um sistema, menos competitivo, mais lúdico onde os jovens vêm aprender a modalidade, sem o estigma de terem de ganhar, mas sim para gostarem de estar nos clubes e gostarem daquilo que fazem. A competição aqui deveria ter mais um aspecto de brincadeira do que de campionite. Também devíamos ter embarcações apropriadas a estes jovens, e obrigar nestas categorias a que todos tivessem o mesmo tipo de material, para diminuir as desigualdades. Temos há três anos um programa de apetrechamento na tutela, para que os clubes em Portugal se possam apetrechar nesta área do remo jovem, bem como no lazer.<br />
No remo de lazer, a criação de um circuito de descidas de rios, com apoios das autarquias, onde o objectivo além de trazer mais gente para a modalidade, seria proporcionar a todos os que querem e precisam, uma actividade física que serviria de prevenção até para as doenças, sobretudo para a população mais idosa. Seria também uma forma diferente de fazer turismo e de venda de um produto chamado remo.<br />
Para a competição, será melhorar o quadro competitivo, defender os remadores que fazem nos diversos campeonatos diversas provas, sem se olhar na minha opinião aos perigos que isso pode trazer para eles mesmos.<br />
Diminuir os tempos de duração que habitualmente temos nos diversos campeonatos, que sendo longos, acabam por afastar todos os possíveis espectadores que neles podiam estar interessados.<br />
Os espectáculos têm que ser mais apetecíveis, para atraírem público, para isso temos que continuar a melhorar o nível dos eventos e suas organizações.</p>
<p><strong>A selecção e Portugal deverão ter um modelo técnico, tendo esse modelo de ser adoptado pelos clubes?</strong></p>
<p>Sim penso que deve existir um modelo técnico no remo nacional e que o mesmo deve ser seguido por todos os clubes.<br />
Ao longo dos tempos muita coisa já foi tentada, mas nunca funcionou, pois à boa maneira portuguesa, para quem propõe, as dificuldades são enormes, pois para aqueles que deveriam seguir tal modelo, o que propõe não percebe nada do que está a propor, e portanto não fazemos o que ele diz. Chama-se a isto inveja, deitar abaixo e egocentrismo. E isto tanto se passou com treinadores portugueses, bem como com os estrangeiros que por cá passaram, e que foram responsáveis pela AC.</p>
<p><strong>Face aos resultados internacionais e ao descontentamento geral dos atletas seleccionados pensa manter a mesma equipa técnica?</strong></p>
<p>Quanto à equipa técnica tudo está em aberto neste momento, até a vinda de um técnico estrangeiro, havendo já contactos para isso.</p>
<p><strong>A formação de treinadores pela FPR tem sido alvo de algumas críticas. Considera o modelo de formação adequado? Não deveria haver maior aposta na formação dos treinadores portugueses?</strong></p>
<p>A nossa formação é reconhecida pelo IDP como uma das melhores a nível nacional. O modelo que está a ser seguido tem o aval do IDP e da própria FISA. Poderá ser melhorado, na sua forma, no tempo de duração, haver mais prelectores, mas há coisas que temos de seguir e para as quais não podemos fugir.<br />
O que não podemos cair é num sistema de facilitismo e de mediocridade. A exigência nunca fez mal a ninguém, a não ser àqueles que não querem trabalhar seriamente.<br />
Quanto à pergunta se não deveria haver maior aposta na formação de treinadores portugueses, não a percebo. Quem é que nós formamos? Não são os portugueses?</p>
<p><strong>Depois do Europeu de 2010, Portugal tem potencialidade e capacidade para organizar um CM?</strong></p>
<p>Acho que sim. Só custa fazer o primeiro, e é importante que Portugal continue a apresentar as candidaturas a esses campeonatos. Penso é que devemos dar um passo de cada vez, e organizarmos outros campeonatos do mundo antes do mais importante que é o dos seniores.<br />
Contudo e para quem estiver a gerir a federação, penso que podemos nos candidatar a um campeonato do mundo sénior para 2015/2016.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião sobre o Laststroke? E que importância e posição considera ter no remo em Portugal?</strong></p>
<p>O Laststroke, como qualquer site ou blogue, é muito importante na área da sua especialização, no que à informação diz respeito. Deve ter uma posição de isenção e não tomar partido por ninguém. Ser jornalista, é dar notícias, é fazer análise e investigação, e o que deparo muitas vezes é que no jornalismo vêem-se notícias perfeitamente falsas, sem que os atingidos nunca tenham sido ouvidos, e muitas vezes sem oportunidade de contra resposta. É o que chamo jornalismo sensacionalista mas ao mesmo tempo medíocre, o jornalismo do bota abaixo.<br />
Confesso que não acompanhei todo o tempo de existência do vosso site, mas o que vi não me pareceu mal, e espero que continuem na senda de melhorarem, pois informação séria na nossa modalidade é muito importante e precisa.</p>
<p>Leia o <a href="http://www.laststroke.com/files/P_Eleitoral2009-2012QC.pdf" target="_blank">Programa Eleitoral da Lista +Qualidade e Continuidade</a> e visite o <a href="http://remomaisqualidadenacontinuidade.blogspot.com/" target="_blank">blogue da campanha</a>.</p>
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		<title>&#8220;Bem treinado vai dar um bom timoneiro&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 09:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fluvial]]></category>
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		<description><![CDATA[Entrevistámos Manuel António Fernandes, actual responsável pela secção de remo do Real Clube Fluvial Portuense. Juntou-se ao RCFP desde muito cedo e representou as cores nacionais por várias vezes, com destque para a participação nos Jogos Olímpicos de 1996. Acompanhou os melhores momentos do RCFP e agora comanda a secção de remo, apresentando ideias novas para renovar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_914" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-914" title="Manuel Antonio" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/manuel_antonio-300x252.jpg" alt="Manuel Antonio" width="300" height="252" /><p class="wp-caption-text">Manuel Antonio</p></div>
<p>Entrevistámos Manuel António Fernandes, actual responsável pela secção de remo do Real Clube Fluvial Portuense. Juntou-se ao RCFP desde muito cedo e representou as cores nacionais por várias vezes, com destque para a participação nos Jogos Olímpicos de 1996. Acompanhou os melhores momentos do RCFP e agora comanda a secção de remo, apresentando ideias novas para renovar o cluve e melhorar ainda mais a posição do clube a nível nacional.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Laststroke: Em primeiro, como começou a tua ligação ao remo e Fluvial? Desde cedo pensaste no remo pós-atleta?<br />
Manuel António:</strong> A minha ligação ao remo começou quando eu tinha 9 anos de idade. Num belo dia fui abordado por um treinador do Fluvial, sabendo que eu praticava luta greco-romana e que o clube tinha fechado esta actividade, perguntou-me se eu gostaria de remar. Disse que sim e nesse mesmo dia fui apresentado ao seccionista, agora meu amigo, que me disse <strong>&#8220;sim, sim&#8230; bem treinado vai dar um bom timoneiro”. </strong>Assim nasceu a minha paixão pelo Fluvial e pelo remo.</p>
<p><strong>LT: O RCFP é um dos clubes mais emblemáticos do remo nacional, achas que falta algo?<br />
MA:</strong> Será necessário haver mais e melhor apoio, o estado entrega o dinheiro todo às federações, estas gastam da maneira que lhes dá mais jeito e têm estruturas muito pesadas. Quando chega a vez de atribuir algo aos clubes, porque são estes que têm o trabalho todo, já não têm dinheiro. Isto é de lamentar, temos que mudar esta politica.</p>
<p><strong>LT: Sentes que o RCFP tem um papel especial no remo nacional?<br />
MA:</strong> O Fluvial é um dos clubes mais antigos de Portugal, que esteve sempre presente nos acontecimentos mais importantes da modalidade.</p>
<p><strong>LT: Têm dominado o ranking nos nacionais e o ranking anual, mas tem-se tornado mais difícil ultimamente. Consideras que é por outros clubes estarem melhores, pelo RCFP se ter desleixado ou pelos critérios terem mudado?<br />
MA:</strong> Começando pelo fim da pergunta, gostava de ver alterada as regras do Ranking, no sentido de os clubes disputarem o Ranking nacional com qualidade e não só com a quantidade de atletas que cada clube inscreve. Com a situação actual, a luta pelo ranking serve unicamente para que os clubes gastem dinheiro, sem ter em conta a qualidade. De certa forma, a luta não chega a todos os clubes. Isto poderia ser alterado com a atribuição de uma pontuação mais significativa a equipas da final A com lugares do pódio. A posição do clube no ranking deste ano foi devida a vários factores como a não participação no C.N. Sprint de yolle nem no C.N. Sprint de shell, á saída do treinador, problemas financeiros e também porque não defendo que se recorra ao maior numero de atletas, treinados ou não, para ganhar seja o que for e como for. Ao longo destes últimos anos, o nível de qualidade do remo tem vindo a diminuir e o Fluvial também tem a sua quota-parte de culpa, por isso penso que temos que mudar o que achamos que não está bem.</p>
<p><strong>LT: Este ano houve grandes mudanças na secção de remo, sendo a mais visível a saída do Germanov. A ligação do Germanov ao RCFP coincidiu com o domínio a nível nacional. Porquê esta saída e porquê agora?<br />
MA:</strong> A saída do Germanov deve-se à crise financeira do clube, devido ao prometido e não cumprido apoio estatal na ajuda da construção do novo complexo desportivo das piscinas, o que nos criou graves problemas financeiros. Em relação ao domínio do RCFP no ranking, a resposta está na questão anterior.</p>
<p><strong>LT: Como ficará constituída a equipa técnica?<br />
MA:</strong> A equipa técnica será composta por quatro treinadores, sendo o treinador responsável o Eduardo Oliveira que todos conhecem, ficará responsável por toda a competição incidindo mais no escalão sénior. O David Cardoso ex-remador do clube e da selecção nacional apoia o treino nos seniores e nos juvenis. O José Guimarães será responsável pelo escalão júnior e escolinhas e a Paula Santos nos escalões de formação com a companhia do David Cardoso.</p>
<p><strong>LT: Que outras mudanças irão ocorrer ou já ocorreram? E quais as prioridades a curto e médio prazo?<br />
MA:</strong> Para além da equipa técnica, a aposta passa pela qualidade. Temos que ter uma modalidade com credibilidade onde se respire organização e bem-estar para todos os praticantes, oferecendo condições quer ao nível de competição, lazer ou social. Pretendemos encher o clube com atletas a treinar com mais seriedade e ambição no treino e como consequência desse trabalho o sermos Campeões.</p>
<p><strong>LT: E a longo prazo?<br />
MA:</strong> A médio e longo prazo, ter mais e melhores atletas na selecção nacional, contribuir para o enaltecer do remo nacional e internacional e o retomar um sonho interrompido pela actual Federação que nada ganhou com a sua teimosia -trabalhar um shell de quatro sem timoneiro para os jogos olímpicos com atletas do clube, num trabalho de parceria com a Federação e seus técnicos.</p>
<p><strong>LT: Que impactos pensas que essas mudanças possam ter a nível do remo nacional?<br />
MA:</strong> Contribuir para melhorar o nível do remo nacional, influenciar os clubes a melhorarem o que tiverem a melhorar, obviamente no sentido de podermos obter mais com boa qualidade no remo nacional e uma selecção nacional mais competitiva.</p>
<p><strong>LT: Embora o RCFP domine os rankings de pontos, tenha remadores que são constantemente Campeões Nacionais e representem a selecção, parecem faltar remadores de nível internacional e que se destaquem como no passado. Achas que poderia ser feito outro trabalho nesse sentido no RCFP?<br />
MA:</strong> O Fluvial sempre teve bons remadores que faziam a diferença quer a nível nacional e internacional, atletas que estavam sempre motivados e motivavam, atletas que serviam de referência para os mais novos pela maneira que se entregavam à modalidade. Nessa altura o ranking era uma consequência, era o clube que fornecia a selecção com mais atletas. Agora o remo no fluvial estava focado no nacional e no ranking nacional, muitas das vezes conseguido a todo o custo. Penso que o ranking nacional é um objectivo fácil para ser considerado objectivo, dai a politica se ter alterado. Queremos bons remadores que elevem o clube ao mais alto nível. Essa vai ser a nossa linha de orientação, mais e melhores.</p>
<p><strong>LT: Sentes que a facilidade de ser Campeão Nacional e pertencer à selecção têm retirado aos remadores nacional a ambição de chegar realmente a outros patamares?<br />
MA:</strong> Em relação aos vários campeonatos nacionais e iguais é tão absurdo, banaliza a modalidade, pois os atletas não precisam de se esforçar muito para serem campeões nacionais ou entrar para a selecção nacional. Como consequência não temos atletas para representarem Portugal, apesar de acreditar que os remadores nacionais têm ambição e muito potencial. Apenas precisam de um corpo técnico credível com ideias de valor, num projecto ambicioso por parte da federação, para darem o salto que necessitamos.</p>
<p><strong>LT: Terá o RCFP o objectivo de ter remadores realmente de alta-competição? Como o Pedro Fraga e Nuno Mendes?<br />
MA:</strong> Sim claro!O Fluvial tem neste momento bons atletas seniores que têm ainda uma palavra a dar no remo internacional. Atletas que subiram a seniores este ano, que com trabalho e dedicação atinjam os objectivos propostos. No escalão júnior temos boas revelações e no escalão de formação temos boas promessas.</p>
<p><strong>LT: Consideras mais importante o RCFP ter um atleta que participe em todas as provas e seja sempre campeão nacional ou um atleta que tenha restrições em termos de participações nacionais mas seja um bom representante de Portugal internacionalmente?<br />
MA:</strong> Ou seja, clube ou selecção? O Fluvial apoiará todos os atletas que pretendam o nível mais alto (selecção nacional), para os quais tenha por parte da Federação um projecto credível com um corpo técnico capaz. Isso é prestigiante para qualquer clube, o remo internacional pode e deve conciliar os vários interesses. Se não for possível lutarei sempre pelo objectivo maior.</p>
<p><strong>LT: O RCFP tem sido um dos contestatários à recente direcção da FPR. Concordas com o actual calendário competitivo (5 Campeonatos Nacionais) ou era mais benéfico o antigo (2 Campeonatos Nacionais)? Porquê?<br />
MA:</strong> Sou a favor de um calendário lógico e plausível, coisas que esta federação logicamente não sabe o que significa. Sou a favor que se eleve os padrões e qualidade nos campeonatos nacionais. Para isso é necessário fins-de-semana para se treinar, é nos fins-de-semana que os atletas fazem mais quilómetros e melhoram as suas performances.<br />
A minha sugestão consiste na realização de um campeonato nacional no final de cada ciclo de treino. No final da época de fundo se marque o acontecimento com o Campeonato Nacional de fundo &#8211; regata de longa distancia e para determinados barcos.<br />
No final de ciclo de velocidade se organize o campeonato nacional de velocidade a meio do mês de Junho para as categorias de Juniores e seniores pesos ligeiros, com eliminatórias no sábado e finais no domingo. Com este Campeonato passaremos a ter maior competitividade, maior desempenho dos atletas e regatas mais competitivas.<br />
No final do mês de Junho a realização do campeonato nacional de absolutos no mesmo molde do anterior. Assim os ligeiros recuperam das regatas em que participaram, estabilizam o peso e têm duas semanas para se adaptarem ao barcos em que irão participar. Em relação aos juniores que sobem a seniores nesse ano, também estarão aptos para darem o seu melhor. Penso que esta sugestão é a melhor para o remo nacional, para elevar a qualidade do remo em Portugal.</p>
<p><strong>LT: Já se avizinham novos projectos para o remo nacional. Falamos da candidatura do João Oliveira, com apoios de vários clubes. Apoias esta candidatura?<br />
MA:</strong> Apoiarei incondicionalmente. Vai simplificar o que a actual federação complicou com a implementação de uma política simplista. Pois o que se tinha que inventar já está inventado, não precisamos de complicar. O mais simples é o mais bonito e mais eficaz. Temos que trabalhar e parar de criar sistemas complicados que só servem para camuflar a mediocridade e justificar o injustificável.</p>
<p><strong>LT: Onde vês o remo nacional daqui a 2anos? E daqui a 4?<br />
MA:</strong> Se esta federação perder as eleições, vejo a modalidade daqui a dois anos a evoluir com uma vertente nova e eficaz com propostas no sentido da qualidade, sem burocracias e sem rodeios. A quatro anos nos Jogos Olímpicos com varias equipas e com pelo menos uma na final A e depois logo se vê.</p>
<p><strong>LT: O que achas que falta ao remo português para que seja criada uma selecção com os pergaminhos do Pedro e do Nuno?<br />
MA:</strong> O que foi feito com eles.Credibilidade – Simplicidade – Qualidade – Trabalho</p>
<p><strong>LT: Onde vês o RCFP daqui a 4 anos?<br />
MA:</strong> No lugar que sempre ocupou no remo nacional e nos eventos de maior relevo.</p>
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		<title>Eduardo Oliveira</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 15:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa Laststroke</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sport club do porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevistámos um dos rostos do apuramento olimpico e que tem preparado com afinco os dois atletas do Sport Club do Porto. As perguntas foram feitas logo no dia do feito, mas só hoje pudemos publicar. Fique com esta entrevista, com um caracter mais técnico e descubra um pouco mais desta equipa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_909" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-909" title="Eduardo Oliveira" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/eo_img_7400-300x271.jpg" alt="Eduardo Oliveira" width="300" height="271" /><p class="wp-caption-text">Eduardo Oliveira</p></div>
<p>Entrevistámos um dos rostos do apuramento olimpico e que tem preparado com afinco os dois atletas do Sport Club do Porto. As perguntas foram feitas logo no dia do feito, mas só hoje pudemos publicar. Fique com esta entrevista, com um caracter mais técnico e descubra um pouco mais desta equipa.</p>
<p><strong>Laststroke &#8211; Os atletas por ti treinados &#8211; Fraga, Mendes e Quesado &#8211; conseguiram recentemente alcançar marcas que podemos dizer que são históricas para o remo Nacional, em que método se baseia os teus treinos?<br />
Eduardo Oliveira -</strong> No planeamento do treino desportivo várias são as valências que se têm de ter em consideração. De uma forma muito simplista, o volume, a intensidade e relação entre carga e recuperação bem como os meios / métodos utilizados são alguns exemplos que têm de estar constantemente presentes para responder aos objectivos propostos. Por outro lado, existem princípios metodológicos, pedagógicos e biológicos que nunca podem ser esquecidos durante esse processo. Todos os atletas adaptam-se de uma forma diferente ao mesmo estímulo induzido pela carga de treino. Partindo deste pressuposto, tivemos sempre presente um princípio fundamental que foi a individualização das cargas. Além disso, houve sempre muita comunicação entre ambas as partes (treinador-atleta-treinador).</p>
<p><strong>LT &#8211; Os atletas que hoje conseguiram o apuramento Olímpico por pouco que não foram banidos do Projecto, como é que conseguiram lidar com as vicissitudes dos últimos tempos?<br />
EO -</strong> O Pedro e o Nuno são dois atletas com uma motivação intrínseca e com uma orientação para a tarefa elevada. Para além disso, têm uma auto-confiança e uma crença enorme nas suas capacidades. Ao longo deste processo, eles tiveram sempre a consciência que com esforço e superação podiam alcançar os objectivos delineados no início do ciclo olímpico. Por outro lado, o apoio da família foi fundamental para ultrapassar determinadas adversidades.</p>
<p><strong>LT &#8211; Falámos do Fraga e do Mendes, como os caracterizas como atletas e como ajustas o tipo de trabalho a cada um deles?<br />
EO -</strong> Os melhores adjectivos para os caracterizar são: exigentes, perfeccionistas e realistas. Do ponto de vista físico e funcional, são dois atletas ligeiramente diferentes. Para dar resposta aos princípios anteriormente abordados, foram realizadas avaliações diagnosticas periódicas para avaliar a resposta ao estímulo induzido pela carga. Estas avaliações têm como objectivo determinar as capacidades dos atletas bem como avaliar o próprio processo de treino fornecendo ferramentas para se ajustarem as cargas, meios e métodos de treino. Durante este ciclo olímpico o diálogo sobre a metodologia de treino foi constante e isso também foi imprescindível para se determinarem os objectivos para cada dia, semana, mês, ano e ciclo olímpico. São atletas com muita sensibilidade sobre o treino e isso facilitou o processo. Não posso deixar também de dar uma palavra sobre o Paulo Quesado. É um atleta corajoso. Após ter sido expulso em 2005 juntamente com os colegas do 4X ficou muito abalado com a situação. No entanto, através da sua motivação conseguiu no nacional de ergómetro de 2006 realizar 5:56 e melhorar a sua marca anterior em 7 segundos. Devido a esse factor foi novamente chamado a integrar os planos da selecção nacional. È um atleta com uma elevada capacidade de trabalho e se estiver motivado pode fazer coisas fantásticas. É muito dedicado e bom companheiro de treino no SPORT, demonstrando vontade em treinar com os colegas do 2x nesta recta final de preparação para os JO para dar um carácter mais competitivo ao Pedro e Nuno.</p>
<p><strong>LT &#8211; A estratégia de regata do Nuno e do Pedro tem sido sempre ir construindo a regata e fazer o último quarto de regata de forma fabulosa, isto só é possível em equipas mentalmente fortes, vocês também trabalham esta estratégia ou surge durante a regata?<br />
EO -</strong> O Pedro e Nuno têm uma grande confiança em realizar as regatas desta forma. Surge de uma forma natural e através do treino pretende-se potenciar as capacidades condicionais e tácticas de forma a realizarem os 2Km no menor tempo possível. O treino é adaptado às características dos atletas tendo por base este princípio.</p>
<p><strong>LT &#8211; Em que se baseou o treino para potenciar estas características? </strong></p>
<p><strong>EO -</strong> De uma forma geral, aumentar a potência muscular e trabalhar a velocidade do barco à máxima potência aeróbia. São atletas com uma capacidade aeróbia fantástica e o efeito cumulativo do treino é elevadíssimo permitindo melhorar componentes mais específicos do treino desportivo.</p>
<p><strong>LT &#8211; Em que medida o papel dos outros técnicos envolvidos, o Rob e o Jorge Cardoso, foi determinante para o sucesso desta qualificação?<br />
EO -</strong> O Jorge Cardoso é excelente profissional do Remo, dedicado, entusiasta e passa por ser uma imagem de marca do Sport Clube do Porto. Acima de tudo, é bom amigo e está sempre disponível para ajudar os seus atletas. O Rob é um homem honesto, altamente qualificado e também um excelente amigo. Ambos foram fundamentais no trabalho de equipa.</p>
<p><strong>LT &#8211; Qual é a sensação de colocar dois atletas em Pequim?<br />
EO -</strong> Fiquei emocionado por ver o esforço deles recompensado e muito feliz por eles pertencerem a elite mundial do Desporto e do Remo. Fiquei feliz por ver que um dos objectivos, um dos “sonhos” destes atletas e amigos foi conquistado com muito mérito e sacrifício. Foram sensações muito fortes que foram partilhadas pelos amigos próximos e familiares dos respectivos atletas. Acima de tudo foi bom ver que o objectivo em que sempre acreditamos foi obtido.</p>
<p><strong>LT &#8211; Qual a expectativa em relação à participação nos jogos, qualquer lugar neste momento é um bom lugar ou há objectivos a cumprir?<br />
EO -</strong> Terão sempre de existir objectivos. Em tudo o que eles fazem, quer no treino quer competição, há objectivos. O objectivo em termos de classificação é ficar nos 12 primeiros. Se dissecarmos este objectivo teremos objectivos mentais, técnicos, tácticos e físicos que são importantes para alcançar o objectivo final.</p>
<p><strong>LT &#8211; Como vês o futuro do Remo Nacional da forma como está a ser conduzido? A única equipa que conseguiu o apuramento trabalhou fora do sistema, isso quer dizer que o sistema federativo não é o melhor, concordas?<br />
EO -</strong> Esta pergunta vai ser respondida pelos clubes no dia das próximas eleições. Não sei qual conjuntura actual da FPR nas suas diversas vertentes. No plano desportivo, a única equipa que atingiu resultados propostos foi o 2xhpl. Isto é um facto e não um mito. Em Portugal existem bons atletas, treinadores e dirigentes. Tivemos bons atletas que não puderam completar este ciclo olímpico por motivos de expulsão ou exclusão e que também ainda podem dar boas garantias no futuro. Espero muito honestamente que voltem a integrar os planos da selecção nacional. Por outro lado, estar muito optimista pode significar ser pouco realista e isso pode ter afectado o percurso desportivo de algumas equipas nacionais. Digo isto porque as expectativas face aos resultados desportivos devem ser comedidas para não induzir desmotivação, apatia e negação.</p>
<p>Entrevista por Paulo Lourenço e Ricardo Cardoso</p>
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		<title>Eskild Ebessen</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 11:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dinamarca]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_912" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-medium wp-image-912" title="Eskild Ebessen" src="http://www.laststroke.com/wp-content/uploads/eskild_ebessen-200x300.jpg" alt="Eskild Ebessen" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Eskild Ebessen</p></div>
<p>Campeão Olímpico, Campeão Mundial, recordista do mundo de ergometro… não há grandes descrições e apresentações a fazer a este remador mundialmente conhecido. Com um estilo e ritmo inconfundíveis, fez parte da tripulação da década de 1990, o 4- Ligeiro que chegou a fazer frente ao 4- de Sir Redgrave. Depois de 2 anos fora do remo de alta-competição regressou para liderar um novo 4- dinamarquês até aos próximos Jogos Olímpicos. Fiquemos com a rápida entrevista com Eskild Ebessen:</p>
<p><strong>Paulo Lourenço: Os dois anos fora do panorama internacional permitiram-te descansar e voltar mais forte?<br />
Eskild Ebessen:</strong> Mentalmente foi muito bom, com o descanso. Fisicamente não penso que tenha ajudado.</p>
<p><strong>PL: É importante ter remadores mais experientes na equipa, para motivar os mais novos?<br />
EE</strong>: Penso que a experiência é o mais importante a passar aos jovens. A maioria das vezes eles têm uma grande motivação.</p>
<p><strong>PL: Há diferenças entre o remo dos anos 90 e agora?<br />
EE</strong>: Não muito – ainda tens de ser muito rápido para ganhar.</p>
<p><strong>PL: Para ti, que tipo de treino é mais benéfico para ganhar força e velocidade no barco?<br />
EE</strong>: Pensamos que remar concentrado com uma intensidade elevada é o mais importante.</p>
<p><strong>PL: O que deve ser trabalhado primeiro, o movimento/posição do corpo ou da pá?<br />
EE</strong>: A pá.</p>
<p><strong>PL: Comprimento ou Voga (remadas por minuto)?<br />
EE </strong>: Ambos.</p>
<p><strong>PL: Trabalhar com pesos é benéfico para remadores ligeiros?<br />
EE </strong>: Penso que não.</p>
<p><strong>PL: Passas muito tempo no ergometro?<br />
EE </strong>: Sim.</p>
<p><strong>PL: Qual é a importância do força psicológica?<br />
EE </strong>: Penso que é claramente o factor mais importante, mas nunca devemos deixar de nos focar no ritmo e técnica.</p>
<p><strong>PL: O ano pré-olimpico é mais duro que o ano olímpico?<br />
EE </strong>: Espero que sim.</p>
<p><strong>PL: Os chineses são o vosso grande desafio?<br />
EE </strong>: Sim, ao que parece no momento, mas muitas equipas estão muito perto deles.</p>
<p><strong>PL: Quais as expectativas para Munique?<br />
EE</strong>: Depois das primeiras Taças do Mundo as nossas expectativas reduziram-se, mas pensamos que temos o potencial para melhorar a partir de agora.</p>
<p><strong>PL: No nível internacional, qual deve ser o tempo aos 2000 m para um ligeiro que ambicione uma medalhas?<br />
EE</strong>: Isso depende do quanto ele é eficiente na água e quão eficiente ele rema no ergometro. Um fraco remador no ergomentro, que é muito eficiente na água, ainda terá uma oportunidade com um tempo acima dos 6:20.</p>
<p><strong>PL: A tua opinião sobre Avis?<br />
EE</strong>: Boa (a maior parte espelhada) água com a possibilidade de treinos longos sem curvas, bom serviço e pouco tráfico. Tudo em tudo um bom local para treinar.</p>
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