Fevereiro 9, 2009
Federação Remo Italiana renova treinadores

Medalha de Prata, 4xM, Itália
O novo presidente da Federação Italiana de Remo, Enrico Gandola, manteve a sua promessa de reorganizar a estrutura técnica quando iniciasse o cargo. A Federação anunciou recentemente a sua nova equipa técnica de treinadores e directo técnico.
Começando pelas mulheres, o treinador holandês Josy Verdonkschot foi o escolhido para treinador principal. Verdonkschot treinou recentemente o 2x ligeiro holandês de Marit van Eupen e Kirsten van der Kolk, que foi campeão olimpico em Pequim. Verdonkschot foi ainda o treinador principal da Bélgica, durante os Jogos Olimpicos de Pequim, incluindo Tim Maeyens (4º lugar em 1xM).
O antigo treinador principal de Itália, Beppe De Capua, regressa ao seu país como treinador da equipa masculina. De Capua, 62, foi treinador principal entre 1981 e 1993. Em 2005 3 2006 passou a director técnico antes de se tonar o treinador da remadora chinesa Xiuyun Zhang (1xF). De Capua ainda treinou os Estados Unidos, Espanha e Japão. Foi membro da comissão competitiva da FISA durante 10 anos.
Antonio Alfine, 50, entra como director técnico. O perfil técnico de Alfine está alinhado com o remador Rossano Galtarossa, treinado por Alfine quando conseguiu o primeiro titulo italiano e também a medalha de ouro nos Jogos Olimpicos de Sidney 2000 no 4xM.
Estas mudanças vieram depois de Enrico Gandola ter prometido mudar a equipa técnica italiana quando fosse eleito presidente da Federação Italiana de Remo. Gandola considerava que o modelo italiano era obsoleto. Com o novo modelo de Gandola, será o director técnico a coordenar a equipa técnica.

Fev 11, 2009 @ 19:09:55
Em relação a esta notícia só gostaria de dizer o seguinte. “Estas mudanças vieram depois de Enrico Gandola ter prometido mudar a equipa técnica italiana quando fosse eleito presidente da Federação Italiana de Remo. Gandola considerava que o modelo italiano era obsoleto. Com o novo modelo de Gandola, será o director técnico a coordenar a equipa técnica.”
Se uma selecção tão poderosa como a squadra azurra é humilde ao ponto de mudar de modelo, por o mesmo ser considreado absoleto, acho que nós também deveríamos reflectir sobre os nosso modelos. Não falo só da FPR mas também da incapacidade dos clubes em ter modelos de gestão que os tornem auto-sustentáveis em vez de dependerem de caprichos e falsas promessas dos poderes autárquicos, modelos de captação de jovens talentos para a alta competicação e modelos que envolvam toda a comunidade local.
Já gora faço o reparo. Grande parte dos treinadores (ou ditos treinadores) precisam de formação de base em diversas áreas mas acima de tudo precisam de compreenderem que, mesmo não sendo remunerados ou inclusivé mal remunerados, poderiam dedicar-se mais no exercício das suas funções. Se acham que não se devem importar ou até serem iincompetentes porque “se estão a borrifar” abdiquem do vosso lugar e permitam que alguém com motivação, formação e objectivos, abraçando as dificuldades dos clubes e associações pretendem levar o remo para outro nível. A canoagem já o fez a muito custo…. E nós?