“Organizando e desenvolvendo a modalidade a nível nacional”

O titulo é uma parte dos estatutos da Federação Portuguesa de Remo, como seria de esperar. Mas também podemos ainda ler “representar, difundir, promover, controlar, dirigir e regulamentar a prática da modalidade do Remo em Portugal“.

É para mim óbvio que a FPR tenha que regulamentar e controlar a actividade do Remo, mas sempre para o bem da modalidade e dos praticantes.

A decisão noticiada pelo blogue Pás na Água não entra (na minha opinião) na parte de “desenvolver a modalidade”. Por várias razões:

  1. Castiga os clubes por praticarem a modalidade
  2. Foi uma prova fora de Portugal (fora da jurisdição da FPR)
  3. Impede os clubes e principalmente os remadores de competirem!
  4. Não vejo qualquer prejuízo para a FPR por esta participação
  5. Ok! Os clubes não inscreveram os atletas e não pagaram… que iriam pagar de certeza!
  6. É uma prova de clubes, em modo aberto.
Realmente, esta decisão é apenas uma demonstração de poder completamente desnecesária.
Infelizmente esta FPR já demonstrou que está mais interessada em ter, por mais pequeno que seja, a sensação que manda em qualquer coisa do que em realmente promover a modalidade.
A FPR obviamente se deve preocupar e alertar os clubes para a participação em provas internacionais. Mas quais as vantagens do clube pedir autorização à FPR ou ter os atletas inscritos? Se os atletas se lesionarem em Espanha, o seguro desportivo da FPR cobre alguma coisa? Se os clubes quiserem contestar alguma decisão da prova será que a FPR poderá intervir?
Eu remei e competi em provas de clubes em Inglaterra, enquanto federado da FPR, e não dei cavaco a ninguém! Será que o meu clube vai ser punido também?

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