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	<title>Laststroke &#187; a1x</title>
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	<description>:: Remo em Português</description>
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		<title>Perspectivas de um treinador de remo adaptado na classe A1x</title>
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		<comments>http://www.laststroke.com/perspectivas-de-um-treinador-de-remo-adaptado-na-classe-a1x/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2007 17:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevao Pape</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a1x]]></category>
		<category><![CDATA[remo adaptado]]></category>
		<category><![CDATA[treinador]]></category>

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		<description><![CDATA[Abordo este tema em 5 capítulos:  1 Introdução Primeiro, temos de saber quais as condições para ser elegível para esta categoria. As regras da FISA são bastante claras: Paralisia Cerebral (C4), Prejuízo Neurológico T12 ou T10 incompleto e por fim deficiência funcional do musculo recto abdominal. Em termos práticos qualquer atleta que não tenha nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abordo este tema em 5 capítulos:</p>
<p> <span style="font-size: x-small;"><strong><span style="text-decoration: underline;">1 Introdução</span></strong></span></p>
<p>Primeiro, temos de saber quais as condições para ser elegível para esta categoria. As regras da FISA são bastante claras: Paralisia Cerebral (C4), Prejuízo Neurológico T12 ou T10 incompleto e por fim deficiência funcional do<br />
musculo recto abdominal. Em termos práticos qualquer atleta que não tenha nenhum controle da cintura para baixo, que não seja capaz de se equilibrar sobre um slide, qualquer atleta que  com cerca de 20 graus<br />
de inclinação não consiga manter o seu equilíbrio. Dou o exemplo do que se passou comigo. Numa travagem um pouco mais brusca enquanto guiava, o atleta sentado ao meu lado e mesmo com cinto teve que por as mãos no tablier para manter o controle do tronco. A maioria dos atletas<br />
presentes neste Campeonato do mundo cabiam na primeira categoria, ou<br />
seja, T12 ou T10 incompletos ou ainda menos funcionais, caso do skiffista Inglês<br />
- um T5. A classificação é feita por um painel constituído por treinadores e médicos, baseando a sua avaliação num<br />
teste de mobilidade (Bench test) no ergometro (equilíbrio e<br />
funcionalidade) e por fim na observação no barco (técnica), podendo ser<br />
uma classificação provisória (caso degenerativo) ou confirmada.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><strong><span style="text-decoration: underline;">2 Técnica e fisiologia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> <span style="font-size: x-small;">Começando pela fisiologia destes atletas temos que ter em conta as<br />
especialidades inerentes. A massa muscular é menor, o que tem diversas<br />
implicações. As alterações musculo esqueléticas levam a uma diminuição<br />
funcional, que por sua vez poderá levar a complicações nas funções<br />
renais, cardíacas e pulmonares. Interessante neste aspecto o trabalho<br />
efectuado pelo Dr. Dries Hettinga (<a style="text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://www.fesrowing.org/index.html">http://www.fesrowing.org/index.html</a>) com a utilização de impulsos eléctricos nos músculos sobre os quais o atleta não tem nenhuma funcionalidade. Este projecto chegou já a algumas conclusões interessantes, como aumento do VO2 máximo. O<br />
melhoramento da condição física geral ainda está por provar a nível<br />
cientifico, embora a nível prático parece-me que se faz notar. Alguns<br />
atletas têm alguma dificuldade em adaptar-se a este programa por<br />
complicações e reacções às cargas eléctricas impostas (na maioria dos<br />
casos são luxações nas cochas, resultado dos pequenos choques). Os<br />
benefícios da actividade física nestes casos são também notados a<br />
longo prazo, servindo como prevenção para possíveis futuras<br />
complicações cardíacas .</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;">Quanto<br />
à técnica, esta é um autêntico desafio. A remada é deveras curta, os<br />
músculos implicados são menos e a coordenação pode ser um problema,<br />
especialmente a simetria de movimentos. O trabalho da pá é paralelo ao<br />
barco, ou seja mais eficaz que no remo olímpico. Em conversa com um<br />
dos elementos da FISA, parte da equipa que fazia um estudo relacionado<br />
com as afinações de alguns dos barcos em competição no Campeonato do<br />
Mundo (estudo esse apresentado no ultimo Congresso de treinadores),este<br />
dizia-me que é essencial ter o atleta mais próximo do trabalho da pá,<br />
ou seja a distância entre o tronco no final e uma linha imaginária<br />
entre as duas forquetas. Assim sendo, o trabalho e o arco que a pá<br />
descreve teria lugar nos ângulos mais efectivos para a propulsão do<br />
barco. Quanto aos músculos envolvidos, desenvolvemos um trabalho na<br />
estabilização dos ombros, especialmente no skifista Inglês com menos<br />
funcionalidade. Algum trabalho feito com bandas elásticas (muito<br />
utilizadas em terapia), percepção de movimentos com objectivo de um<br />
melhor controlo de movimentos e por fim numa simetria dos mesmo. De<br />
notar que neste trabalho de estabilização não efectuamos só exercícios<br />
visando o ombro mas muito mais os músculos envolventes, em especial o<br />
rombóide maior com a finalidade de um deslocamento mais horizontal dos<br />
ombros e um melhor controlo das mãos. Já este ano, no caso da skifista<br />
Polaca que também trabalha connosco, sendo uma T12 começamos a efectuar<br />
algum trabalho na zona abdominal com a finalidade de conseguir um<br />
maior controlo e comprimento na colocação da pá.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><strong><span style="text-decoration: underline;">3 Equipamento</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;">Ainda estamos numa fase muito precoce e isso é notável em especial no<br />
equipamento utilizado. Os barcos são bastante curtos com cerca de 4m,<br />
são equipados com dois flutuadores e o sistema de conexão dos assentos<br />
ao barco são bastante básicos. Os flutuadores são tudo menos<br />
hidrodinâmicos, sendo um bom modo dos skifista tomarem um duche em<br />
cada treino ou regata que efectuam. No entanto, tenho a certeza que<br />
este é só uma fase pela qual todos os desportos passaram, estando<br />
convicto que a situação será diferente depois dos Parolímpicos em Pequim. Outra questão em fase de desenvolvimento são os remos em si. Este ano optei por uns remos bastante curtos no caso<br />
da skifista Polaca(2,80m) com um entreixo de 1,64 e uma alavanca de<br />
78. A aceleração dentro de água pareceu-me bastante consistente mas<br />
contínuo convencido que remos ainda mais curtos seriam mais efectivos.<br />
A outra questão é o formato da pá, será este o melhor formato para uma<br />
remada que é muito mais propulsiva? E por fim a elasticidade dos<br />
mesmos, remos flexíveis ou rígidos? São perguntas às quais certamente<br />
alguns mais académicos do que eu se irão debruçar nos próximos anos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><strong><span style="text-decoration: underline;">4. Pedagogia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"><span >Aqui surgem algumas especificidades, que entre estudos e experiência são<br />
essenciais para a formação de uma base de treino. Todos os atletas com<br />
que trabalho nesta classe estão nesta situação devido a acidentes de<br />
viação que tiveram lugar à mais de 5 anos. Nestes casos alguns dos<br />
aspectos práticos são mais fáceis de lidar. Exemplo disso é o domínio<br />
da cadeira de rodas, o processo de transferir-se da cadeira de rodas<br />
para uma maquina de musculação ou para o barco, guiar um carro<br />
ou utilizar os transportes públicos, ou seja um maior grau de<br />
independência. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"><span sty">A maioria destes casos com os quais trabalhei nos últimos 2 anos são<br />
bastante abertos a falar da sua condição, das dificuldades inerentes<br />
e por vezes das situações cómicas que lhes sucedem no dia<br />
a dia. A auto-imagem e auto-confiança estão sempre presentes, sendo<br />
que o primeiro passo é o de criar um ambiente propicio ao convívio<br />
social.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"><span >A organização de “open days” são iniciativas que julgo serem muito<br />
positivas. Este dia é um mix entre convívio e a oferta de uma nova<br />
experiência: Remo. Algumas das pessoas que surgem neste dia estão<br />
ainda numa fase de recuperação da sua auto-imagem e em especial da sua<br />
auto-confiança. O remo pode ser neste caso um pequeno passo, ou quem<br />
sabe o passo decisivo nesse processo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> </p>
<p><span style="font-size: x-small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> </p>
<p><span style="font-size: x-small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0">
<div class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"><span >Mas o convívio leva-nos ao próximo passo a inclusão social, que é um assunto<br />
que nos afecta a todos nós, onde é que pertencemos, onde é que nos<br />
encontramos bem. Pois aqui não fugimos à regra, o remo aqui mais uma<br />
vez surge na sua vertente mais social. Mas desde 2002 surgiu uma nova<br />
realidade o remo de alta competição. O que faz com que passemos de uma<br />
vertente social para uma mais competitiva, onde a prioridade é formar<br />
um atleta, onde o resultado é o objectivo e não tanto a questão social<br />
ou de inclusão. A minha experiência pessoal leva a crer que neste caso<br />
depende muito da experiência desportiva de com quem se trabalha. Se o<br />
atleta tem uma experiência desportiva de alto rendimento noutro<br />
desporto Parolimpico ou anterior a deficiência facilita a trabalho do<br />
treinador pois já temos perante nós um atleta. Se não for esse o caso<br />
a primeira etapa é a criação de rotinas em torno do treino. No caso<br />
do skiffista Inglês este foi um processo longo, especialmente por<br />
falta de conhecimento. É necessária algum bom senso nesta fase,<br />
especialmente se o background do treinador é o remo olímpico e não o<br />
parolímpico, é em conclusão a formação de um atleta, para a qual é<br />
essencial a contribuição do treinador.</span></span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span >Uma<br />
vez passada esta fase, temos um verdadeiro atleta onde única<br />
preocupação é o desenvolvimento da potencialidade do mesmo. É de notar<br />
que neste momento é a capacidade o ponto<br />
fulcral, em vez da<br />
incapacidade, este é o grande passo do ponto de vista do remador<br />
adaptado, a passagem desta fronteira entre a auto-imagem de<br />
incapacidade para uma imagem de potencialidade e habilidade e por fim<br />
de acreditar nas suas capacidades com a finalidade de atingir um<br />
resultado.</p>
<p></span></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><strong><span style="text-decoration: underline;">5. Conclusão</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;">&#8220;> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> </p>
<p><span style="font-size: x-small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"> </p>
<p><span style="font-size: x-small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0">
<div class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;">Caminhamos no remo adaptado na classe A para um nível que se aproxima<br />
mais da definição de atleta. Neste momento já temos dois remadores que<br />
estão nesse nível, falo dos skiffistas Australiano, campeão do mundo e<br />
do skiffista Americano, com medalha de prata este ano, com mais de 25<br />
anos de experiência. Certamente com  o aumento do nível competitivo<br />
outros surgirão.</span></span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span >Também<br />
julgo que deve-se trabalhar em conjunção com outros desportos<br />
parolímpicos, com mais experiência neste campo e que poderão ser<br />
bastante úteis na contribuição para novas ideias no planeamento e<br />
programação de treinos. O link com a equipas médicas e em especial<br />
fisioterapeutas é essencial, cada atleta tem as suas especificidades<br />
que é preciso ter em conta.</p>
<p>Tirando as especificidades do remo adaptado e desta classe em<br />
especial, não se trata mais de preparar um atleta para uma competição<br />
e de ser mais um instrumento no caminho para um objectivo final.</p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span >Dica do mês</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin-left: 3; margin-right: 6; margin-top: 0; margin-bottom: 0"><span ><span style="font-size: x-small;"><br />
Ainda não comprei, mas já com algumas criticas bastantes positivas de outros treinadores; Estou a falar do “</span></span><span style="font-size: x-small;"><strong><span lang="EN-GB">Row<br />
Coach Media Interactive CD series” </span></strong><span lang="EN-GB">autoria do treinador principal da equipa de pesados do EUA. Disponivel em </span><span style="color: black" lang="EN-GB"><a style="text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://www.row2k.com/">www.row2k.com</a></span></span></p>
<p></span></span></p>
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